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    Rodrigo Medeiros

    26 de Outubro de 2017 por Rodrigo Medeiros

    Iremos iniciar a coluna de hoje explicando um pouco sobre o banco de reservas no basquete e por fim, iremos analisar o banco de reservas do Lakers. Cada equipe pode ter até sete jogadores no banco de reservas. Ao contrário do que muitos pensam, nem sempre o jogador que vem do banco é alguém que jogue pouco tempo, alguns jogadores jogam até mesmo mais tempo do que alguns titulares.

    É cada vez mais comum os times reforçarem os bancos, e hoje há alguns jogadores que vêm se destacando justamente por exercerem a função de sexto homem (6th man), aquele jogador que entra e “muda” o jogo, traz uma dinâmica diferente, altera a formação da equipe, trás um “novo gás” para o time.

    QUAIS AS PRINCIPAIS OPÇÕES DO BANCO DO LAKERS?

    Primeiramente vamos listar os jogadores reservas (até então) do Lakers: Jordan Clarkson, Tyler Ennis, Thomaz Bryant, Ivica Zubac, Luol Deng, Corey Brewer, Kyle Kuzma, Julius Randle, Andrew Bogut, Alex Caruso e Josh Hart.

    O principal jogador é, sem dúvidas, Jordan Clarkson. Podendo jogar tanto de armador como ala-armador, é o jogador que mais contribui com pontos vindo do banco de reservas, sendo o líder dos suplentes. Até o momento, Clarkson tem uma boa média de 19.7 pontos em 21.7 minutos por partida. Destacamos ainda o aproveitamento de 51.1% dos arremessos de quadra e 85.7% de lances livres. Outro ponto importante que podemos destacar e que já foi destacado aqui no LABR no artigo “Jordan Clarkson: a maturidade chegou?” é o fato de ele ter se tornado um líder, com uma mentalidade vencedora, dizendo que “não adianta nada ser reserva e não disputar o prêmio de melhor 6º homem da liga”, mostrando comprometimento e motivação, notamos ainda sua importância ao tentar ajudar Randle a se adaptar e desempenhar a sua função vindo do banco de reservas.

    Titular até o final da temporada passada, Julius Randle começou a temporada no banco de reservas, e tem colaborado com 9.3 pontos e 3 rebotes em 18.2 minutos por partida e com 61.1% de aproveitamento dos arremessos. Importante destacar que Randle foi testado como pivô na derrota para o Pelicans e fez uma boa partida, importante no momento em que a equipe conseguiu uma reação e até ficar na frente do placar depois de estar perdendo por 17 pontos. Randle é uma ala-pivô de origem e que pode jogar como pivô quando Luke Walton decidir usar o small-ball (formação baixa), podendo espaçar mais a quadra.

    A escolha nº 27 do último draft, Kyle Kuzma tem empolgado a torcida. O calouro tem uma boa média de 14.3 pontos por jogo com 60.7% de aproveitamento nos arremessos. Podendo jogar tanto de ala como ala-pivô, Kuzma se destaca pelo jogo ofensivo, tem facilidade em pontuar e capacidade de espaçar a quadra. Foi uma grata surpresa no draft e logo em sua temporada de estreia já vem sendo um dos destaques da equipe.

    Outro jogador que faz parte da rotação do técnico Luke Walton é Corey Brewer, que pode jogar tanto de armador como ala-armador, Brewer tem colaborado com 3.0 pontos e 2.3 rebotes por noite em 19.5 minutos jogados. É um jogador experiente e tem ajudado os mais jovens em quadra além de ser um jogador esforçado na defesa, conseguindo em média 1 roubo de bola por jogo.

    Não podemos deixar de falar sobre Andrew Bogut, nome mais conhecido no banco, campeão com o Warriors na temporada 2015/2016, e que se destaca por sua defesa e passes. É ainda um jogador que pode liderar e orientar os jovens jogadores do Lakers, principalmente Ivica Zubak, pivô. Bogut tem jogado em média 9.1 minutos com 0.7 pontos, 2.7 rebotes, 0.7 assistências, 0.3 roubada e 1.0 toco por jogo.

    O QUE ACONTECE COM LUOL DENG?

    Muitos torcedores não entendem o que Luol Deng ainda faz no Lakers, pois quase não joga e tem um dos maiores contratos da franquia. Porém, Deng tem muita importância no time, mesmo não entrando em quadra. Em uma entrevista, James Worthy falou sobre Luol Deng: “Luol é um jogador experiente que mesmo sabendo que não está no melhor do seu basquete, que precisa ser um exemplo durante os treinos porque os jovens precisam ver essa determinação em quadra. Não há bom profissional quando não se é um construtor nos treinamentos. Luol é um jogador que está se esforçando nos treinamentos e ajudando os meninos sobre como entrar em quadra e jogar duro”. Deng tem sido um mentor para os jovens jogadores, incentivando tanto nos treinamentos como nas partidas.

    Importante destacar que mesmo não entrando em quadra Luol Deng tem sim sua importância para com o time, principalmente com sua atitude de trabalhar e focar nos treinamentos, incentivando os jogadores. Não são muitos jogadores veteranos que demonstram uma atitude assim na posição em que Deng se encontra, com muito pouco tempo de jogo. É uma atitude a ser valorizada principalmente se pensarmos que ele tem “ajudado” no desenvolvimento de nossos jovens talentos.

    O QUE PODEMOS ESPERAR DO BANCO DO LAKERS?

    Importante destacar que o banco do Lakers tem uma média de 48.3 pontos por jogo, sendo o 4º que mais produz ofensivamente. Luke Walton tem algumas opções para variar a parte tática do time bem como o estilo de jogo. Vamos listar alguns cenários:

    PERÍMETRO

    Lonzo Ball, nosso armador titular, tem se destacado pelos passes e assistências, pela forma como faz o time jogar. Nosso principal reserva para a posição, Jordan Clarkson, é mais pontuador do que Lonzo e menos “passador”, podendo fazer dupla com Kentavious Caldwell-Pope, e ser um armador que “agride” mais a defesa adversária. Luke pode optar também por colocar Clarkson junto com Lonzo, jogando como ala-armador e sendo o pontuador (scorer) que o time tanto precisa, aproveitando tanto as infiltrações como os arremessos de média e longa distância.

    Para a posição de ala o principal nome tem sido do calouro Kyle Kuzma, superando o veterano Luol Deng. Kuzma tem se destacado ofensivamente e vem sendo um dos principais nomes da franquia e tem um bom arsenal ofensivo, com arremessos de longa distância e infiltrações.

    GARRAFÃO

    O nome mais conhecido do banco é o pivô australiano Andrew Bogut. Recuperado de uma grave lesão sofrida na temporada passada, Bogut é uma boa presença defensiva no garrafão. Ainda em busca de sua melhor forma física, está com minutos controlados pelo técnico Luke Walton.

    Julius Randle mostrou no jogo contra o Pelicans que pode ser uma alternativa para a posição de pivô fazendo com que o time atue no small-ball (formação baixa) fazendo dupla com Kyle Kuzma, espaçando a quadra, tornando um time mais ágil também. E em formações com um pivô de origem (Bogut) Randle tem sido mais usado como ala-pivô.

    CONCLUSÃO

    O técnico Luke Walton tem boas opções no banco de reservas, podendo inclusive mudar a forma de jogo da equipe. Como já destacamos, temos o 4º banco que mais pontua e temos que aproveitar essa vantagem. Temos um banco que contribui e muito com a pontuação do time, podendo inclusive ser um fator determinante para as vitórias. No jogo contra o Pelicans, o diferencial do time pra buscar a reação foi a atuação dos jogadores vindo do banco e a mudança tática realizada pelo técnico com as opções que o banco fornece.

    Notamos que nas primeiras partidas após virar reserva Julius Randle não rendeu o esperado, parecendo muito desanimado com a situação. Já na partida contra o Pelicans demonstrou uma atitude completamente diferente, recebendo elogios de seu treinador após a partida.

    Podemos destacar ainda a versatilidade de alguns jogadores, que podem atuar em mais de uma posição, como já citamos, Julius Randle, Kyle Kuzma e Jordan Clarkson. Cabe ao técnico Luke Walton encontrar a melhor forma de extrair o máximo de cada jogador e aproveitar da melhor maneira os “reforços vindo do banco”.

    Para você leitor, qual a força do banco do Lakers? E qual o principal jogador vindo do banco?

    Nota: o artigo foi escrito antes do jogo entre Lakers x Wizards.


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