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    Vinicius Stricker

    26 de Outubro de 2017 por Vinicius Stricker

    Vamos fazer uma breve volta ao passado, onde por muito e muito tempo fomos referência na posição de armador, contando com Magic Johnson, um dos símbolos do basquete mundial e multicampeão com o Lakers. Enquanto Magic atuava pela franquia da Califórnia, a posição 1 (como é chamada a posição de armador) era inquestionável em todos os sentidos.

    O nome e o legado de Magic Jonhson estão estampados na NBA, só não estão mais evidentes que o de Jerry West ou se você preferir, o “carinha do símbolo da NBA”, outro armador que marcou época e gerações jogando pelo Lakers.

    Após essa rápida olhada pelo passado do Lakers em quesitos de armação, apenas para dar ao leitor uma proporção dos nomes que já tiveram essa função na franquia, vamos analisar como essa posição variou nos últimos tempos, começando com Derek Fisher na temporada de 2007-2008 (sem contar sua primeira passagem pela franquia).

    Derek Fisher, um velho conhecido

    Fisher já havia jogado com Kobe durante os três títulos em sequência da franquia. Conhecia bem a estrela do Lakers e já era de casa, também já havia trabalhado com Phill Jackson (técnico do Lakers na época). O armador ajudou Kobe em quesitos de liderança no time, sendo um dos mais experientes do elenco, ajudou o time a chegar até as finais em 2007-08, onde o Lakers foi derrotado por um time de verde. Em 2008-09, finais em que Fisher foi decisivo e sendo fundamental na conquista do título e, por último, 2009-10, em que mesmo enfrentando críticas, foi cirúrgico em jogos das finais, promovendo mais um título para franquia. Fisher era sinônimo de experiência (o que inclusive fez com que seu jogo diminuísse de rendimento) e liderança.

    Com cada vez mais críticas contra o armador e uma eliminação nos playoffs em 2010-2011, Fisher foi trocado para o Houston Rockets e após 6 anos, o Lakers teria um novo armador principal.

    Ramon Sessions empolgou por pouco tempo

    Ramon Sessions. O rapaz era mal aproveitado em Cleveland, onde ficava assistindo o novato Kyrie Irving entortar adversários. A troca por Chris Paul havia falhado e o Lakers precisava de mudanças. Sessions empolgou, mas por pouco tempo. Chegou até a aparecer como um futuro companheiro de Kobe, mas a ascensão parou por aí, junto com o Lakers no segundo round da Conferência Oeste. Sessions não conseguiu um contrato longo com a franquia e foi embora, deixando uma média considerável de 13 pontos, 6 assistências e 4 rebotes por jogo.

    Enfim, Steve Nash

    A temporada seguinte é um caso complicado. 2012-2013. Steve Nash chegava então para armar o Los Angeles Lakers. Euforia. Empolgação. Grandes expectativas. Infelizmente, tudo resultou em decepção. Nash sofreu com lesões durante toda a temporada e na última vez em que o Lakers esteve nos playoffs, 4-0 para o Spurs logo no primeiro round. Nash não foi 30% do que a torcida e a comissão técnica esperava. O preço por Nash foi alto, fazendo com que o Lakers sofresse com essa troca até os dias de hoje, por uma armador que jogou apenas 50 jogos daquela temporada.

    Desde que Nash foi embora a turbulência só aumentou. Em 2013-2014, o Lakers alternou entre Kendall Marshall (admita, você também ficou animado com aquela partida de 17 assistências e as sequências de poucos bons jogos), Jordan Farmar e Steve Blake.

    Na temporada seguinte, Jeremy Lin e Ronnie Price. Meu Deus. O que deu esperança ao torcedor do Lakers foi a evolução de Jordan Clarkson no final da temporada, que veio em uma escolha comprada do Wizards no Draft, e despontou como um bom jogador para o futuro do Lakers, tanto é que já teve seu contrato renovado e hoje em dia é uma das peças principais do elenco.

    Era uma vez D'Angelo Russell

    Em 2015-2016 o Lakers escolheu D’Angelo Russell no Draft, que ficou até o início da temporada 2017-18. Badalado e sendo um depósito de frustrações, viveu inconsistências durante sua passagem no Lakers até ser trocado de forma muito polêmica e “estranha”, gerando muitos debates até hoje em torno dessa questão. De fato, Russell nunca foi aquele All-Star que os torcedores queriam, mas sua evolução era inquestionável.

    Lonzo chega trazendo esperança

    Hoje em dia quem comanda a posição é Lonzo Ball. A esperança da franquia gira principalmente em torno desse rapaz. Ball já deu indícios que pode fixar raízes na franquia e se tornar um grande nome para o time, mas como todo calouro, ainda vem enfrentando e deve enfrentar ainda mais oscilações de rendimento.

    A posição que já passou por Jerry West e Magic Johnson, passou por Fisher, Sessions, Nash, Marshall, Blake, Farmar, Lin, Clarkson, Russell e agora Lonzo. Tirando Fisher e Clarkson, que é um caso isolado, nenhum convenceu realmente a torcida do Lakers. Esperamos que Lonzo cumpra isso com maestria e que um dia nos guie até o lugar de onde nunca deveríamos ter saído, até lá, temos um longo caminho pela frente e rezemos que, pelo menos por enquanto, essa lista não aumente de tamanho.

    Fala aí!