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    Guilherme Borges

    26 de Outubro de 2017 por Guilherme Borges

    O Lakers terá três jogos nessa segunda semana da temporada.Após a vitória contra o Wizards, o time enfrenta o Toronto na sexta feira (27/10), e termina a semana enfrentando Jazz no domingo. No texto da primeira semana nós conversamos sobre defesa (meia quadra e transição) e ataque.

    Sim, o time continua deficiente nessa áreas, mas nossa intenção não é analisar de novo, pontos que já colocamos, mas sim, apresentar novas perspectivas. Ou seja, nós não estamos ignorando fatos importantes, somente trazendo alguns novos. Agora sim, prontos. Vamos?

    Vitórias

    Calma, antes que você fique bravo, façamos um combinado. Aqui eu proponho que o time foque em vencer, mas fica combinado entre nós que, caso o Lakers não ganhe, mas jogue bem, a meta foi atingida, ok? Ótimo!

    Pois bem. O Lakers irá enfrentar nessa semana três times que com certeza estarão nos playoffs. Contra times desse calibre, é impossível jogar mal e ganhar. É bem possível, contudo, jogar bem, e perder. Por isso, o Lakers tem que focar mesmo em jogar bem. MAS, porque se contentar em "só" jogar bem, se podemos sonhar com a vitória? Trocando em miúdos: ganhar, contra um time de playoffs, significa jogar bem, ou, pelo menos, melhor do que ele (o que já é grande feito). Então, que tal focar na vitória, e caso ela não venha, pelo menos nós jogamos bem? Sim, isso faz sentido para um time em desenvolvimento.

    Selecionar Melhor os Arremessos

    A lógica é simples: movimentar a bola, encontrar os arremessos livres, e convertê-los. Pode parecer simples, mas com um time tão inexperiente, algo tão básico pode ser complicado. Nos dois jogos que o Lakers perdeu, o time adversário abriu distância no placar já no primeiro quarto. Eu sei, grande parte disso é por conta de uma defesa fraquíssima, contudo, eu gostaria de conversar com vocês sobre os erros no ataque. Com exceção do jogo contra o Suns, o time titular tem arremessado mal, principalmente no começo do jogo. O que acontece: O Ingram força jogadas de 1 contra 1, enquanto KCP, Lonzo e Lopez tentam bolas de 3; os jogadores erram os arremessos, perdem a confiança, e passam o resto do jogo amassando o aro, mesmo nos arremessos livres. Esse estilo pode dar certo no futuro, o time tem capacidade para isso. Futuro: diferente de agora. Para um começo de jogo, porque não colocar o Brook dentro do garrafão, com arremessos de curta distância e alta porcentagem? Ou então, o BI usar sua envergadura para umas bandejas facéis; o Lonzo abusar um pouco mais do Floater? Isso é tanto maturidade dos jogadores, quanto responsabilidade do técnico, o que nos leva ao nosso último ponto.

    Luke Walton

    Escolhi esse ponto a dedo, para satisfazer a alegria de vocês, leitores. Sim, eu acompanho os comentários, e senti uma certa inquietação quanto ao trabalho do Luke. Por isso, vamos jogar gasolina nessa fogueira! Primeira observação importante: basquete não é futebol. No basquete, dificilmente um técnico será mandado embora após uma temporada e três jogos (que é o tempo do Luke). Despedir o técnico agora seria derrubar a primeira peça do dominó que o Lakers vem montando há, pelo menos, 4 anos. A diretoria não parece gostar dessa ideia. Antes de criticar o técnico, é importante defendê-lo, e para isso, gostaria de refrescar a memória de vocês: primeiro, o Luke é o Brandon Ingram dos técnicos. Esse é somente o segundo ano dele como ténico principal de uma equipe, e além disso, ele é muito mais novo que os demais técnicos da Liga. Talvez seja verdade que um ténico experiente seria melhor para desenvolver essa garotada, mas ainda é muito cedo para tal afirmação. Outra observação - Luke já mostrou seu potencial no começo da temporada passada quando, antes das lesões, o Lakers conseguiu um retrospecto de 6 vitórias em 4 derrotas nas 10 primeiras partidas da temporada. Então, é necessário ter calma com ele, mas algumas coisas já devem começar a mudar. Primeiramente, as rotações engessadas. Aqui eu não preciso me alongar já que o último jogo trouxe um exemplo vivo disso. A rotação que praticamente foi responsável pela virada do Lakers era composta de: Josh Hart, Ingram, Clarkson, Kuzma e Randle. Não só uma rotação diferente, nunca usada, mas também com jogadores em posições diferentes, e nunca ocupadas, como o Randle, que entrou como Center nessa rotação, e fez o melhor jogo da temporada. Se o objetivo do Lakers é evoluir, porque não testar diferentes rotações? Não vou entrar no mérito de qual jogador merece ser titular, mas, porque não testar o Kuzma de PF no começo? Ou então, Clarkson de Titular? Que tal o Randle como Center mais vezes? Não é necessário perder fazendo as mesmas coisas de sempre, se podemos ter a chance de ganhar evoluindo e trazendo variações do que temos.

    Por último, é importante que se diga que o Lakers não é o Golden State; o Randle não é o Green; e o Ingram não é o Durant. Talvez tenha chegado a hora de começar a pensar em um estilo de jogo que beneficie melhor as qualidades dos nossos jogadores, bem como suas fraquezas. Por um exemplo, será essencial jogar em um ritmo tão acelerado com jogadores tão inexperientes?

    Bom, a segunda semana começa hoje a noite, e a nós, só resta torcer. E às vezes, comentar. Então, comentem aí. O que acaharam da nossa conversa? Será que o Lakers soma mais vitórias? Queremos saber o que vocês pensam

    Fala aí!