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    Guilherme Borges

    31 de Outubro de 2017 por Guilherme Borges

    Campanha: 1 vitória e 2 derrotas

    Em mais uma semana de apenas três jogos, o Lakers enfrentou três adversários que estarão nos playoffs e as partidas foram “interessantes”, merecendo uma análise separada de cada. Para facilitar sua leitura, tenha em mente o seguinte roteiro: Resumo da partida; pontos positivos; pontos negativos. Será esse modelo que seguiremos em cada uma das análises. Preparados? Então, sobe a bola.

    Wizards 99 x 102 Lakers

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    Enfrentando um dos candidatos a finalista da conferência leste, as expectativas não eram muito altas para o time de Los Angeles. Em um jogo recheado de rivalidade produzida pela mídia, que insistiu em divulgar que John Wall iria “torturar” Lonzo durante o jogo (como se ele não fosse tentar fazer isso com qualquer outro jogador), o melhor ficou para o final, onde a partida acabou indo para o tempo extra.

    O Lakers começou bem a partida, terminando o primeiro quarto na frente (o que até então não tinha acontecido), e o mais importante: apresentando uma defesa consistente, mantendo o time adversário com apenas 18 pontos (41 FG%). Além disso, como conversamos no texto da análise prévia da segunda semana, o Lakers buscou se aproximar mais da cesta para o arremesso, o que funcionou, fazendo com que o time se tornasse mais eficiente, e marcando todos os pontos do quarto através de arremessos de pequena e curta distância. Infelizmente, durou apenas um quarto.

    No segundo e no terceiro quarto, o Lakers voltou a jogar o basquete dos outros jogos, com uma defesa fraca, e uma “chuva de bolas de 3” que não molha, já que elas não acertam o alvo. Foram TRINTA bolas de três durante todo o jogo, e apenas 7 convertidas em pontos (23.3 – 3P%). Apesar disso, o time de Washington não conseguiu se distanciar no placar, abrindo no máximo uma diferença de 10 pontos (também com aproveitamento ridículo de 23.1% nas bolas de 3). Os dois times pareciam gostar de amassar o aro. 

    No último quarto, o time do Lakers, através de uma rotação um pouco diferente (Lonzo, Ingram, KCP, Kuz e Randle), conseguiu voltar para o jogo, e manteve o bom momento, através das boas jogadas defensivas de Randle, até o tempo extra, e depois, até o final do jogo, que acabou em vitória para o time Angelino.

    Pontos positivos:

    A atuação no primeiro quarto demonstrou a efetividade do time quando ele seleciona melhor os arremessos; O Lakers não deixou o Wizards abrir uma larga diferença no placar, o que aconteceu em todos os outros jogos; O Luke Walton testou uma rotação diferente (como no jogo do Pelicans), e manteve ela até o fim, o que foi decisivo para a vitória; as atuações de Ingram, Randle, Kuzma e Lonzo foram decisivas na partida.

    Pontos negativos:

    No segundo e no terceiro quarto o Lakers esqueceu o jogo do primeiro quarto, e voltou a ser inconsistente na defesa, e apresentar um ataque estático; Brook Lopez não conseguiu entrar na partida.

    Confira os lances do jogo

    Raptors 101 x 92 Lakers

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    O primeiro tempo desse jogo serviu só para um fim: iludir os torcedores do Lakers. É verdade, e não adianta fingir, tenho certeza que todos os espectadores e torcedores do time de Los Angeles se iludiram com o primeiro tempo. O Lakers jogou o melhor primeiro tempo da era Luke Walton (exagerei. Ou não). Se fosse descrever tudo que o LAL fez nesse jogo de diferente dos outros, e que deu certo, eu gastaria muitos parágrafos e minutos do seu tempo. Mas eu encontrei uma maneira simples: O time fez o contrário do que fez em todos os jogos que foi mal. Rotações Fixas? Nem pensar! Tivemos Zo, Clarkson, KCP, Kuz e Randle; Hart, Clarkson, Brewer, Kuz e Randle; Zo, Hart, Brewer, Kuz e Randle; e assim por diante. Defesa fraca? Só nos primeiros e últimos minutos do primeiro tempo. E que tal, correr atrás do resultado? Não tivemos. O Lakers abriu sua maior vantagem sobre um time nessa temporada (a vantagem chegou a ser de dezessete pontos no segundo quarto). Seria bom se, ao menos esses 24 tivessem durado mais (“24” e “durado mais”. Estou falando dos minutos, de que(m) mais vocês acharam que eu estava falando?).

    Depois do primeiro tempo, parecia que a transmissão tinha virado um “reprise” dos outros jogos. Lentamente a liderança foi embora, assim como todo o resto. Rotações fixas? Tivemos elas de novo. Aliás, o técnico do Lakers fez questão de matar o bom momento que tínhamos no final do terceiro quarto e no começo do quarto, colocando o morno time titular de volta em quadra. Defesa e ataques fracos? Me respondam vocês, já que o Raptors teve uma sequência de 14-0 do sétimo até o terceiro minuto do último quarto. O Lakers ainda foi melhor do que em outras partidas (como por exemplo, a do Clippers), mas, comparando com o primeiro tempo, o segundo foi um tanto decepcionante, assim como a derrota.

    Pontos positivos:

    Tudo que foi apresentado no primeiro tempo pode ser considerado positivo. Mas, saindo dessa análise geral, podemos dizer que, entre os jogadores, Kuzma e Randle foram os pontos altos da noite; e, analisando o time como um todo, é possível dizer de fato que houve uma melhora defensiva.

    Pontos negativos:

    O segundo tempo foi ruim. Além disso, o Luke Walton deu passos para trás e, “na hora h”, matou o momento do time com uma rotação “dormente”; e a produção ofensiva se tornou uma sequência de lances individuais, forçados, praticamente no final do tempo da posse de bola.

    Confira os lances do jogo

    Lakers 81 x 96 Jazz

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    Esse jogo demonstrou de maneira clara a maior deficiência do Lakers: Consistência. A presença dela pelo outro time, e a falta pelo time da Califórnia. O Jazz não tem jogadores estrelados (pelo menos não tão estrelados quanto alguns que nosso time enfrentou até agora), mas, mesmo assim, é um time muito equilibrado e bem treinado. Goubert e Favors formam uma consistente dupla no garrafão; Rubio evoluiu muito em seus arremessos de quadra; e, o primeiro anista Donovan Mitchell parece ser um pontuador nato. E isso é tudo que é necessário para ganhar do Lakers. O Jazz não fez nenhuma grande jogada, e não precisou de momentum, nem de empurrão da torcida para ganhar o jogo. O time de Salt Lake passou o jogo inteiro a frente no placar, intacto, sem ser ameaçado.

    Desse jogo, é possível dizer que o Lakers é melhor contra times que têm estrelas, e que estão sujeitos às instabilidades delas (como Pelicans, Wizards e Raptors, onde o lakers fez 1-2, mas poderia facilmente ter feito 2-1 ou até 3-0), do que contra times que não “explodem” durante o jogo, mas que jogam um basquete eficiente contando com o erro de outros jogadores (como Nuggets, Pistons e o próprio Jazz). Além disso, outro ponto que se tornou evidente: o ataque se tornou a parte da quadra que temos mais dificuldade. Enquanto a defesa tem gradual e lentamente melhorado, o ataque tem caminhado em sentido contrário. Os lances individuais têm predominado sobre a proposta de rodar a bola; os ataques no estouro do cronômetro forçando um arremesso marcado viraram regra; e o baixo aproveitamento nas bolas de 3 pontos (22,7% nesse jogo) fazem parte da rotina do ataque.

    Pontos positivos:

    É difícil encontrar um ponto positivo em um jogo onde o Lakers ficou atrás no placar e tomou 15 pontos de vantagem, mas “em terra de cego, quem tem um olho é rei”, ou seja, a defesa, ainda que mediana, foi um ponto positivo. Além disso o Brandon Ingram fez uma partida razoável com 16 pts e 50% de aproveitamento nos arremessos

    Pontos negativos:

    Mais uma vez, o ataque deixou a desejar; Com exceção do Brandon, todos os outros titulares tiveram uma baixa produção, tanto ofensiva quanto defensiva.

    Confira os lances do jogo

    A semana 3 está para começar e o Lakers tem muito que melhorar é verdade. Apesar disso, nada está decidido no Oeste, e alguns times que eram cotados como favoritos estão tropeçando. Quem sabe não conseguimos aproveitar um pouco, e somar umas vitórias. O que acham? Mais uma vez queremos saber a opinião de vocês?

    Fala aí!