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    Guilherme Borges

    05 de Dezembro de 2017 por Guilherme Borges

    Campanha: 0-3

    Faz mais ou menos três temporadas que os fãs do Lakers ficam apenas esperando o momento do ano onde o time irá emplacar uma sequência de resultados negativos e se distanciar cada vez mais dos playoffs e das promessas feitas na agência livre. Nessa semana que passou, os torcedores começaram a se preocupar um pouco. Veja porque.

    Lakers 115 x 120 Clippers

    Esse jogo trouxe para nós, torcedores da franquia mais vitoriosa de LA um mix de emoções, contudo, a que mais nos machucou foi com certeza a saudade. Eu tenho certeza que você, assim como eu, fico com saudade das bolas de três milagrosas do Lou Williams, bem como de suas cavadas de falta, e de seu altíssimo aproveitamento do lance livre. Não tinha como sentir outra coisa, ele foi o herói dessa partida. Mas vamos com calma.

    É bem possível dizer que o jogo foi muito parelho. O Lakers buscava se recuperar de uma inesperada derrota para o Kings, e o Clippers queria reencontrar o caminho das vitórias. Depois de um fraco começo no primeiro quarto, nossa equipe conseguiu retomar a compostura e voltar para o jogo. Do final do primeiro até o último quarto o jogo foi de mudanças de placar, com o Lakers passando maior parte do tempo a frente. No final do jogo, contudo, nossa falta de experiência nos fez sofrer para pontuar, e nos custou a vitória.

    Em termos estatísticos, o Lakers fez uma apresentação dentro dos seus padrões. O maior incômodo da partida talvez tenham sido as faltas do time titular: praticamente o time todo foi minado com faltas, Lonzo e Lopez tiveram 4 cada, enquanto Ingram e Kuzma, 5. Esse alto número de faltas permitiu ao Clippers cobrar 30 lances livres, convertendo 28 deles. Destaque para Lou Williams que bateu 14 lances e converteu todos. No nosso time, o grande destaque foi para a volta de Larry Nance Jr. que recuperado da lesão, fez uma partida extraordinária do ponto de vista defensivo, sempre incomodando o adversário, fosse ele DeAndre Jordan ou Blake Griffin.

    Ao final da partida, depois de liderar por metade do último quarto, o Clippers tomou a frente, liderado pelos 12 pontos de Lou só no último quarto (42 ao todo), e seguiu na liderança até o final da partida.

    Pontos Negativos: 

    Quando um time tem um jogador com excelente aproveitamento de lance livre, e que já jogou na sua equipe, você não o manda pra linha 14 vezes, você usa seu conhecimento sobre esse jogador para marca-lo sem falta. Mas tudo bem, Lou sabe ser imparável quando está “quente”, nós conhecemos bem. O destaque negativo vai então para o final do jogo onde a inexperiência do time (e do técnico) nos custou a vitória.

    Pontos Positivos: 

    É muito interessante ver que, apesar da derrota, nós lideramos a partida estatisticamente praticamente em tudo: Arremessos de quadra (48,4% X 48,2%); Desperdícios de bola (16 X 17); Arremessos de três pontos (36,7% X 35,7%); Assistências (23 X 19); Roubos de bola (10 X 7); Pontos de contra ataque (23 X 13) e também pontos do banco, onde a volta de Kuzma nos colocou novamente como um dos bancos mais pontuadores da liga (52 X 20). Talvez os lances livres tenham decidido o jogo, já que nós batemos apenas 6 a menos que o time adversário (24 X 30), mas convertemos 12 a menos (16 X 28).

    Confira como foi este jogo

    Lakers 123 x 127 Warriors

    “É o jogo para dormir cedo”, eles disseram. Quem não viu, perdeu uma partida incrível, com direito a tempo extra; Ingram com o máximo de pontos da carreira (32); Lakers arremessando melhor do que o GSW da linha do lance livre (disseram que nesse dia choveu muito em LA); tudo isso mesmo sem Kuzma.

    Sim, o placar do jogo foi altíssimo, mas não se deixe enganar. A defesa foi forte, é só que o time com o segundo maior ritmo de jogo (Lakers – 105.32) enfrentou o quinto colocado nesse mesmo quesito (103.72). O resultado? Um jogo com muita defesa, e muito ataque, bonito de se ver.

    Se analisarmos o jogo em termos de liderança da partida, é seguro falar que o GSW esteve quase sempre na frente do placar. Apesar do jogo desmoralizante que o Warriors pode imprimir, o time de LA não se deixou intimidar, e continuou batalhando, literalmente, até o fim, quando o Lakers tomou a frente, mas permitiu o empate do Golden State. Tempo extra. Se para um time de jogadores recém-chegados na liga é difícil de finalizar os jogos, imagine jogar um tempo extra contra o atual campeão? Sem sombra de dúvidas a falta de experiência pesou.

    Com um começo muito difícil no tempo extra, o Lakers voltou para o jogo liderado pela excelente performance de Ingram. A inexperiência do time ficou evidente quando, com 14 segundos de jogo faltando, e com o GSW liderando apenas por um ponto, Curry foi para linha de lance livre e o inesperado aconteceu: ele errou o segundo lance, dando a oportunidade do rebote para o Lakers, que não conseguiu ficar com a laranja e teve que cometer outra falta com apenas 6 segundos no relógio. Foi o fim do jogo.

    Pontos Negativos: 

    Quando um time em construção enfrenta o atual campeão ninguém espera muito, por isso é difícil falar em “pontos negativos” já que o Lakers superou quase todas as expectativas (só faltou ganhar). Mas mesmo assim, como eu sou o chato dos pontos negativos, aqui vai: nós perdemos feio na batalha dos rebotes. Foram 49 para a equipe adversária, 12 no lado ofensivo, e apenas 34 para nós, dos quais apenas 7 foram ofensivos. Em outras palavras, o Lakers permitiu que o time com o maior armamento de três da liga tivesse doze oportunidades (36 pontos em potencial) de atacar duas vezes seguidas, sem precisar defender. Para um time do nível do GSW, isso é fatal.

    Pontos Positivos:

    Quando um time naturalmente não tem um bom aproveitamento dos arremessos de quadra, para ter a chance de ganhar um jogo, não é necessário que ele arremesse muito acima de sua média, mas sim, que ele alcance dois objetivos: Defenda bem; e tenha um aproveitamento de arremessos melhor (ou o mais próximo disso) que o time adversário. Por incrível que pareça o Lakers conseguiu fazer ambos: O Warrios arremessou 50% (47/94), enquanto nós 49,5% (47/95); demos o mesmo número de assistência que eles (30) e tivemos também um aproveitamento parecido dos 3 pontos (12/30 – 40% X 9/24 – 37,5%). Mais: tivemos mais pontos dentro do garrafão (68 X 52); o mesmo número de pontos de contra ataque (19); nosso banco se sobressaiu muito (49 X 24); e nós ganhamos a batalha dos lances livres (20/25 – 80% X 21/28 – 75%) – o que demonstra que esse quesito pode nos dar chance real de ganhar jogos caso consigamos melhorar. Tudo isso só no ataque.

    Na defesa, tivemos mais tocos do que o time adversário (5 X 4), mais roubadas de bola (12 X 10), e forçamos 22 desperdícios de bola (enquanto tivemos apenas 17). Em termos estatísticos, contudo, o Warriors aproveitou mais os contra-ataques (fizeram 37,25% dos pontos disponíveis em contra-ataque, enquanto nós apenas 28,78%). Nossa, mas se jogamos tão bem, porque perdemos? Bom, nosso adversário foi o Golden State, e isso já diz tudo.

    Como foi este jogo

    Lakers 100 x 115 Nuggets

    Mais uma vez, o jogo mais decepcionante da semana ficou para o fim. Com o Nuggets jogando sem Jokic e Sem Millsap, o Lakers não conseguiu repetir a boa atuação do primeiro jogo contra o time do Colorado, e estendeu mais ainda a sequência de derrotas.

    Já no começo do jogo aconteceu o que virou padrão em todas as partidas contra o Lakers: um jogador do time adversário se recupera das péssimas partidas que vinha fazendo e joga um dos melhores jogos da carreira. Foi assim com Jamal Murray. Apesar da excelente atuação do armador, é fato que nós tínhamos que ter ganhado esse jogo.

    A primeira metade da partida foi bem melhor para o time do Nuggets, enquanto na segunda, o Lakers retomou o controle, conforme esperado. No final, contudo, mais uma vez, perdemos a oportunidade de ganhar o jogo. Voltamos nesse jogo, a apresentar uma fraca defesa do lado oposto ao da bola, o que permitiu que o time de Denver tivesse um aproveitamento aceitável das bolas de 3 pontos (38,7%). Apesar de limitar as segundas oportunidades do adversário, e ter muitas (pegamos 52 rebotes, 17 ofensivos), o ataque de meia quadra, que vem sendo um problema irritante para nossa equipe, continuou estagnado, e não conseguimos envolver o time adversário. A partida não foi tão ruim, é verdade, mas devemos considerar que o time do Nuggets estava bem “capenga”, e não conseguimos ganhar.

    Pontos Negativos: 

    Eu venho ressaltando aqui o quanto é difícil finalizar partidas para um time novo. Ok. Mas fazer apenas uma cesta dos últimos 4:52 minutos do último quarto até o final do jogo é muita incompetência. A comissão técnica não pode usar a idade dos garotos como desculpa para um ataque ineficiente nos finais das partidas, e não pode não se atentar a isso porque o jeito de aprender, é melhorando. Quantas partidas nós poderíamos ter ganhado se não fosse por um erro, ofensivo ou defensivo nos últimos minutos?

    Pontos Positivos:

    Rebotes tem sido uma dificuldade para o Lakers: Lopez não é um pivô “reboteiro” e Larry Nance Jr até essa semana estava fora da equipe. Apesar disso, nessa partida nós conseguimos, não só pegar muitos rebotes (52), mas também limitar o time adversário a apenas 39. Nossos lances livres tem sido uma fraqueza tão grande que quando arremessamos 15/21 (71,4%), esse quesito também pode ser apontado como positivo.

    A semana foi difícil, eu sei. Mas nós temos que continuar apoiando e torcendo pelo nosso time. E aí, como vai ser a semana que vem? Mostra ai nos comentários o quanto você acredita em nossa equipe!

    Fala aí!