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    Ricardo Romanelli

    30 de Janeiro de 2018 por Ricardo Romanelli

    Uma das grandes pautas do Lakers nesta temporada tem sido a grande disponibilidade de dinheiro que o time vai ter para gastar com agentes livres na offseason. Ao ter dois grandes contratos expirantes, em Brook Lopez e Kentavious Caldwell-Pope, o Lakers se cacifou para ser uma das franquias que vai atrair jogadores ao final da atual campanha, em que poucas outras equipes terão dinheiro para gastar no mercado.

    Uma premissa bastante comum é de que o Lakers precisa fazer isso “agora ou nunca”, porque nas próximas temporadas vai ter que dar extensões aos contratos de calouro de seus jovens jogadores, comprometendo a folha salarial para os anos seguintes. Acontece que não é bem assim. O Lakers possui flexibilidade e margem de manobra suficientes para permanecer competitivo e tentar adicionar um contrato máximo à folha de pagamento até 2020, e ainda assim estender os contratos seus jovens talentos.

    O autor deste raciocínio é Reed, um advogado dos EUA, fã do Lakers e grande entender do funcionamento das regras salariais da NBA. Ele comumente publica suas opiniões, como essa, em sua conta no Twitter: @Reed_NBA.

    O que pode ser feito

    Primeiramente, vamos analisar os salários comprometidos, escolhas de Draft e previsões de extensões contratuais para os próximos 4 anos do Lakers. Os salários estão em milhões, e fazemos as seguintes presunções:

    Lonzo Ball e Brandon Ingram ganharão extensões máximas

    Julius Randle renova na casa de US$ 12 milhões anuais

    Larry Nance renova em valores próximos a Mid-Level Exception

    Thomas Bryant renova por algo em torno de US$ 6 milhões, e Ivica Zubac não renova (apenas um dos dois deve ficar, então se for Zubac, é só inverter a conta).

    Kuzma e Hart assinam extensões maiores do que o cap hold médio para eles em 2021

    O teto salarial da liga está nas previsões oficiais para os próximos dois anos, e depois foi aplicado um aumento de US$ 3 milhões/ano.

    O que a tabela mostra é que, se o Lakers não conseguir contratar os jogadores que deseja nessa temporada, a franquia não pode se desesperar. Se for fazendo contratos de um ano para preencher o elenco, mantendo a flexibilidade salarial, terá boas oportunidades com os jogadores que se tornarem agentes livres até a temporada de 2020 na NBA, sem precisar se desfazer de nenhum de seus jovens atletas para tal. Pelo contrário: quanto mais temporadas passarem e eles forem amadurecendo, mais atrativo o time se tornará para que outros atletas se juntem ao time.

    Neste caso, também ajuda não utilizar a “stretch provision” no contrato de Luol Deng, eis que seu salário expira logo quando entraria a extensão do vínculo de Ingram. Esta provisão só seria útil caso o Lakers tivesse opção de assinar com algum grande jogador antes do final do contrato de Deng.

    Qual o melhor plano?

    No longo prazo, o Lakers precisa se perguntar: qual o melhor plano? Adicionar estrelas agora a um núcleo jovem na casa dos 20 anos, ou deixa-los amadurecer para adicionar estrelas que os complementem em 2-3 anos?

    A resposta é simples: você não pode recusar uma estrela se quiser assinar com o time já nesta offseason, mas deve se manter competitivo no mercado caso não dê certo, e o Lakers tem toda condição de fazer isso. O melhor caminho para a franquia é ser paciente. Se não conseguir um All-Star nesta offseason, que guarde o espaço disponível para o ano seguinte.

    Vale lembrar que, neste formato, ao fazer contratos curtos com role players, o Lakers estaria sempre com boas moedas de troca na mão. Na ocasião de aparecer um All-Star disponível para troca no mercado, poucas moedas de troca são melhores que contratos expirantes, e poderemos ter vários deles nos próximos anos.

    Apenas para refletir, é importante frisar que, até 2021, praticamente todos os grandes jogadores da NBA serão agentes livres em um momento ou outro. É crucial que a equipe se mantenha flexível até lá, então o plano é um só: não se desesperar e manter as opções abertas. O Lakers tem muito mais alternativas do que se coloca. O plano não é “dois agentes livres ou nada”, e também não é necessário trocar jovens talentos para se manter flexível.

    A diretoria do Lakers sabe disso, obviamente, e recentemente Rob Pelinka deu uma entrevista que vai no sentido deste cenário que demonstramos. Infelizmente existem ainda muitas forças, de dentro e de fora da comunidade do Lakers, que se esforçam para pintar um cenário caótico em contrário, seja por discordância de decisões da atual diretoria, seja por desejarem que o Lakers falhe em suas ações.

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