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    Guilherme Borges

    07 de Janeiro de 2018 por Guilherme Borges

    O natal não trouxe bons presentes para nosso time. Depois de uma semana muito difícil, onde o Lakers enfrentou o Warriors duas vezes, o Rockets e o Portland, o time da Califórnia planejava reencontrar o caminho das vitórias contra adversários mais fracos (Timberwolves, Grizzlies e Clippers). Não foi bem o que aconteceu. Acompanhe aí mais um resumo da semana!


    Lakers 104 x 121 Timberwolves

    Os jogos de natais sempre envolvem muitos holofotes na NBA. Esse, em especial, teria como uma das principais atrações a primeira participação de Lonzo Ball em um jogo de natal. A história não permitiu. Com uma lesão no ombro, o armador titular da nossa equipe foi desfalque para esse jogo (e para o resto da semana). Além dele, Lopez continuou fora, e Ingram também não pode ser utilizado. Essa situação dificultou muito nossa atuação.

    Com um time titular completamente alternativo (Clarkson; Hart; KCP; Kuzma e Bogut), e com apenas um jogador que é considerado, de fato, titular (KCP), o Lakers até que conseguiu enfrentar o time do Timberwolves de igual para igual no primeiro tempo da partida, ficando apenas um ponto atrás no placar. Depois, tivemos um segundo quarto onde alguns reservas (Ennis, Caruso e Randle), misturados entre Kuzma, Clarkson e KCP chegaram até mesmo a passar na frente no placar (duas bolas de três seguidas, uma de KCP, e outra de Kuzma aos 1:07 do segundo quarto nos deram a primeira liderança da partida, 50X49).

    No terceiro quarto a partida ainda não nos escapou, mas no último período, o jogo extremamente físico do time de Minnesota deixou o Roxo e Dourado para trás. O Lakers até passou a frente novamente nos primeiros segundos do último período, mas depois ficou em torno de 3 minutos sem pontuar, o que permitiu o time visitante abrir uma vantagem que já não foi mais alcançada por nós.

    Pontos positivos: É importante que se diga: são poucos, aliás, provavelmente só Cleveland e o Golden State Warriors conseguiriam continuar mantendo um padrão de jogo sem 4 dos seus titulares. Mesmo tendo apenas KCP, o Lakers conseguiu manter um certo padrão, principalmente em pontos de contra ataque onde 10 roubos e bola geraram 22 pontos. Além disso, mesmo com banco reduzido, ainda tivemos maior contribuição dos nossos reservas do que a equipe visitante (36X32). É bem verdade que sem Lopez nós não temos tanto potencial ofensivo vindo dos pivôs, contudo, vale ressaltar que os rebotes ofensivos foram destaque dessa partida (principalmente porque Lopez se posiciona mais na linha dos três pontos quando o time está no ataque), nos permitindo pegar 6 a mais do que nosso adversário nesse quesito (13X7).

    Em termos de performances individuais, Kuzma foi novamente o destaque com 31 pontos em 41 minutos, se juntando a Lebron James como o único calouro a ter um jogo de 30+ pontos no natal. Vale também destacar que Radle, apesar de jogar poucos minutos (apenas 18), novamente contribuiu com sua energia, e ainda somou 16 pontos em 70% (7/10) dos arremessos de quadra.


    Lakers 99 x 109 Grizzlies

    Esse jogo foi muito parecido com o anterior, em alguns aspectos, e ao mesmo tempo, muito diferente, em outros. Ainda sem Lonzo e Lopez, o Lakers teve somente a volta de Ingram ao time titular.

    As semelhanças com o jogo passado ficam na dinâmica do jogo: tivemos um início “desengonçado”, por conta de uma rotação totalmente disléxica; períodos do meio fortes, onde reagimos e chegamos a ultrapassar no placar (sendo que só não terminamos o terceiro quarto na frente por conta do endiabrado T.Evans que fez uma cesta com dois segundos restantes no período); e um último quarto decepcionante, culminando com a derrota.

    As diferenças ficaram por conta das performances individuais: onde no jogo passado brilhou Kuzma e Randle, nesse, faltou; onde faltou Ingram, KCP e Larry no outro jogo, nesse eles apareceram. Aliás, Ingram teve um bom aproveitamento da linha de três pontos (45.5% 5-11). Até Bogut apareceu mais, cumprindo um bom papel rotacionando a bola e também pegando rebotes (9). Larry também contribuiu com 12 pontos (71.4% 5-7) e 9 rebotes, flertando com um duplo-duplo.

    Pontos Positivos: As performances individuais nesse jogo foram interessantes. Além disso conseguimos conter a estrela do outro lado, Marc Gasol, e dominamos a “tábua”, pegando 17 rebotes a mais que o time adversário (64 X 47), número esse que é mais impressionante ainda quando comparamos os rebotes ofensivos, já que podemos considerar que nossa vantagem se deu principalmente no rebote ofensivo (22 X 5, justamente a diferença de 17). O número de desperdícios de bola também não foi alto, apenas 11.

    Pontos Negativos: Adivinhem quais foram os pontos negativos? O nosso bom e velho aproveitamento nos arremessos de quadra (37.6%), e também dos lances livres (63.6%). Além disso, o time acumulou 26 faltas e não encontrou solução para T. Evans, que teve fez um excelente jogo.


    Lakers 106 x 121 Clippers

    Esse foi, disparado, o nosso pior jogo da semana. A volta de Blake Griffin, e a falta de nossos titulares foi demais para suportar. Enfrentamos, com certeza, o time mais fraco da semana, e tivemos, sem sombra de dúvidas, nossa pior performance.

    Se nos outros dois jogos da semana, tivemos uma certa dinâmica de jogo, chegando até mesmo a ficar na frente do placar, nesse, fomos completamente dominados. O Clippers não precisou correr atrás do placar um minuto sequer, e, mais do que isso, logo no primeiro quarto já abriu uma vantagem dominante, precisando apenas administrar o resultado no restante da partida. O time com o qual Luke Walton começou o jogo (Hart, Ingram, KCP, Kuzma e Randle), apesar de ter apresentado performances individuais aceitáveis (com exceção de Hart, que não foi muito bem), não conseguiu encaixar e conter a equipe adversária.

    A superioridade no garrafão que foi presente nos outros jogos, nesse deixou a desejar. Muito porque o rival da cidade entrou com um garrafão mais forte, e mais dominante (Griffin e Jordan). Foram 49 rebotes para o Clippers, e apenas 35 para o Lakers. Isso possibilitou ao Clippers uma rotação de dentro para fora (do garrafão para a linha de três pontos), o que poderia ter sido mais prejudicial ainda se nossos adversários tivessem apresentado um melhor aproveitamento dos três pontos (apenas 28.1% - 9/32).

    Pontos Positivos: Em um jogo de tamanho domínio da equipe adversária, não é fácil é encontrar muitos pontos positivos. As performances individuais, principalmente a de Clarkson (com 20 pontos em um aproveitamento de 56.3%; 9-16; e 8 assistências), foram realmente o destaque do time, já que em termos de coesão de equipe, o Lakers deixou muito a desejar. Vale lembrar também, que o número de desperdícios de bola foi, mais uma vez, limitado a apenas 12.

    Pontos negativos: A performance da equipe não foi boa. São vários pontos que poderiam ser destacados como negativos, mas eu quero focar, principalmente, na deficiência do garrafão, o que, em boa parte, deve ser colocada na conta do Luke Walton, que começou com um garrafão bem mais baixo. Mesmo com a ausência de Brook Lopez, o técnico do Lakers poderia ter começado o jogo com Bogut, como uma tentativa de igualar o tamanho do garrafão. Além disso, as faltas cometidas em Griffin, e Lou Williams, deram ao Clippers 24 pontos fáceis na linha do lance livre.

    A semana que inaugura o ano de 2018 também não será fácil, e o Lakers pode contar com a volta da equipe titular. Será que conseguimos voltar a vencer? Deixe seu comentário!

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