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    Felipe Amaro

    30 de Março de 2018 por Felipe Amaro

    Big Three. Nove em cada dez pessoas, quando perguntadas sobre o que é necessário para ser campeão na NBA atual, responderão isso. É basicamente uma obrigação: duas estrelas, um jogador complementar de qualidades muitas vezes ofuscadas pelos dois primeiros. Se puder ter três estrelas, melhor ainda. Houston, Golden State, Boston, Cleveland, Oklahoma, Minnesota... todas essas franquias se encaixam ou ao menos tentaram se encaixar no quesito no início de temporada. E o Lakers também tenta entrar nessa história.

    Com a chegada de uma estrela, Randle deve partir

    Se você não caiu neste site de paraquedas e acompanha minimamente a NBA, já deve saber que o objetivo da diretoria é atrair duas estrelas para Los Angeles (mais precisamente, Paul George e LeBron James). Se isso realmente acontecer, é quase certo que Julius Randle dará adeus. Segundo o Insider Bobby Marks, da ESPN americana, o mercado de Randle estará na casa dos 12 a 14 milhões. Ótimo, mas com George e James o Lakers não será capaz de mantê-lo. Mas e se não conseguirmos ninguém?

    Randle 'Beast' Mode

    É aqui que fica interessante. Não é segredo para ninguém que Brandon Ingram e Lonzo Ball são os caras da franquia, basicamente. Magic Johnson já chegou a chamar Ingram de “Mr. Intocável”, para se vir o nível. Sem nenhuma estrela aterrissando aqui, a atenção vai toda em cima deles. Randle seria a peça “complementar” desse conto, ou como queira chamar. Cercado de desconfiança no início do ano, Julius ativou o modo “ano de contrato”, e, desde que virou titular, angaria essas médias:


    Encontrar quem te dê 19 pontos em apenas 13 arremessos e 30 minutos de quadra não é fácil. E já são 41 jogos, exatamente a metade de uma temporada jogando nesse nível. Randle consegue ser muito produtivo com poucas oportunidades. É ou não é uma ótima terceira opção? E comparando com os dos outros times, fica ainda melhor. Óbvio, ter Clint Capela, peça número três em Houston, é tentador. Mas com contrato restrito, o quanto será necessário para consegui-lo? E outra: será que sem Chris Paul e James Harden o ajudando nos corta-luz ele será tão eficiente assim?

    Que tal Andrew Wiggins? Ou Klay Thompson? Bom, Klay tem contrato até 2019 e provavelmente não irá querer sair do Warriors. Já Wiggins acabou de assinar um contrato máximo em Minnesota, e pra produzir necessita bastante da bola nas mãos. Do elenco do Wolves, é ele quem mais tenta arremessos por partida. Mais que Jimmy Butler, mais que Karl-Anthony Towns, por incrível que pareça. Tudo isso para ter o 40° pior TS% de toda a NBA. É preferível apostar em Julius Randle nessa (ainda que ele seja o único a se apostar aqui, porque a aquisição dos dois primeiros parece algo irreal).

    Procurar uma segunda estrela pode ser precipitado

    Melhor: Lonzo Ball não é o tipo de armador que vai chutar tudo que vê para pontuar. Há ainda mais espaço para o resto do elenco, incluindo Randle. Se o ala-pivô mantiver a eficiência, e com ainda mais oportunidades, procurar uma segunda estrela na FA talvez seja precipitado. Um trio com Lonzo, Ingram e Randle pode ser muito interessante pensando no futuro da franquia. Interessante demais para deixar passar. Talvez estejamos sendo bastante precipitados com esses 41 jogos. Talvez Julius só esteja jogando bem por estar em seu ano de contrato. Ou talvez ele realmente seja pra valer. Isso, só o tempo dirá. Prefiro ficar em cima do muro.

    Randle vs. Cavs: 36 pontos, 14 rebotes e 7 assistências

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