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    Você que acompanha o lakersbrasil.com terá agora a oportunidade única de acompanhar a primeira parte de uma entrevista exclusiva com Mitch Kupchak, o gerente do Lakers nas operações de basquete, realizada em Los Angeles pelo Lakers.com, site oficial do L.A. Mitch fala sobre a troca que trouxe Trevor Ariza para o Lakers, faz avaliações sobre Ronny Turiaf e análises sobre o banco de reservas e Playoff's.

    Lakers.com: Fale sobre o processo de avaliação, e depois a aquisição de Trevor Ariza.

    Kupchak: Nós temos conhecimento de Trevor desde seus dias na UCLA, apesar de ter jogado somente um ano lá. Ele teve um bom primeiro ano com o New York sendo uma escolha de 2º round. Ainda jovem, ele praticamente estabeleceu uma credibilidade, mesmo como jogador que não foi escolhido no 1º round do Draft. Ele foi trocado para o Orlando, onde o vimos jogar ano passado, o que nos tornou familiar do seu jogo. Apesar de ser jovem e ainda estar se desenvolvendo, você não sabe se continuará neste caminho de desenvolvimento ou irá se perder no processo, mas, conhecemos Trevor muito bem. Penso que neste ano a contratação de Rashard Lewis afetou o possível tempo de jogo que ele poderia ter, e que o ajudaria a se desenvolver, algo que o tornou dispensável para o Orlando Magic. Do nosso ponto de vista, avaliamos que tínhamos uma duplicação na nossa posição de ala, com Brian Cook e Vladimir Radmanovic exercendo a mesma função como arremessadores. Um ou outro estaria jogando, mas, os dois ao mesmo tempo não. Sentimos que, com 13 jogadores, tirando Coby Karl e Javaris Crittenton, que são novatos, teríamos pelo menos um jogador que iria querer jogar. Os novatos querem jogar, mas eles entendem se isso não acontece. Veteranos realmente não entendem o porque de não estarem jogando. Então, outra razão para fazermos a troca seria reduzir o elenco de 15 para 14 jogadores, tornando mais fácil de administrar o grupo para nossos técnicos, no que diz respeito à determinar tempo de jogo. Por vezes, um jogador descontente pode contaminar um vestiário todo, apesar que não pensaria nisso acontecendo com Brian Cook ou Mo Evans, ambos são muito profissionais e muito queridos pelo nosso time.

    Nos sentimos falta do atleticismo de Mo Evans, mas sabemos que Trevor Ariza é tão atlético quanto. Ele pode fazer pontos como Mo pode, porém, sentimos que defensivamente Trevor pode nos dar um pouco mais, até mesmo pela sua idade, do que poderia Mo Evans. Também tem outra razão que é a financeira, flexibilidade adiante, pois temos muitos jogadores com passe livre para o próximo verão e que podemos decidir em recontratar. Eles são Kwame Brown, Sasha Vujacic e Ronny Turiaf. Essa nunca é a razão principal quando se faz um negócio (troca), mas é um lado que saiu favorecido, sabendo que teremos maior flexibilidade no futuro. É assim que olhamos a negociação por Trevor Ariza.

    Lakers.com: Qual sua avaliação sobre as apresentações de Trevor Ariza até então?

    Kupchak: Ele iniciou alguns jogos como titular, algo que realmente não esperávamos, e, francamente, eu não sentia que ele entenderia nosso esquema ofensivo em no mínimo um mês. Sendo assim, ele fez uma contribuição além do que eu previa. Luke Walton ter se machucado foi um fator. Eu penso que Trevor não teria sido titular se Luke estivesse saudável, ele foi beneficiado pela má sorte de Luke, mas é assim que são as coisas. Entrando como titular ele realmente nos deu uma boa ajuda, além do que prevíamos.

    Lakers.com: Ronny Turiaf foi uma força anteriormente, agora têm sido pouco usado, porque?

    Kupchak: Isso é um exemplo de como as coisas acontecem nesta Liga. No começo do campeonato Lamar Odom estava na lista de jogadores contundidos e precisávamos de um jogador naquela posição. Ronny teve um ótimo período de treinamentos, iniciou o campeonato como titular e fez um tremendo trabalho. Na época que Lamar voltou, Ronny teve uma leve torção no tornozelo e ficou de fora, machucado. O tempo que ele acabou perdendo praticamente interrompeu seu crescimento, mas, ele já está no caminho para voltar como estava antes. Agora temos Lamar, e ele irá ser titular invariavelmente. Nós ainda olhamos nas estatísticas do jogo e vemos Ronny como parte integral deste time, não só neste ano, como os que estão por vir.

    Lakers.com: O banco vinha sendo uma força que levou o time no começo do campeonato; recentemente não vêm sendo tão efetivo.

    Kupchak: Uma coisa que preciso apontar é que Andrew Bynum era um jogador que vinha do banco pelos primeiros 7 à 10 jogos do campeonato, e penso que, ele era uma grande injeção vindo desta posição, e jogando contra pivôs reservas. Quando Kwame se machucou, ele se tornou titular, e não tínhamos os serviços de Kwame mais, sendo assim, não tínhamos mais Andrew vindo do banco com os outros jogadores reservas. Agora nós temos Kwame, eu não sei como isso vai ficar no sentido de quem vai começar no lugar de quem no resto do ano, mas, assumindo que não ocorram mudanças, estamos esperançosos para que Kwame faça parte do banco e forneça o mesmo tipo de contribuição que Andrew nos deu ano passado.

    A temporada da NBA não guarda segredos, e os times da Liga irão tomar nota de qual banco é efetivo e farão ajustes ao longo do campeonato. Assim como um jogador que começa um ano em uma direção, e na metade do caminho pode ir para outra, nosso banco terá que fazer ajustes, pois com as boas atuações eles ganharam notoriedade e haverá mais pressão por resultados. Agora, é responsabilidade deles fazer estes ajustes e continuar nos proporcionando a mesma energia que imprimiram até agora.

    Lakers.com: Como isso se transfere para a pós-temporada, quando a rotação fica mais estreita?

    Kupchak: Não tenha dúvidas que o jogo fica mais cadenciado e que cada posse de bola é mais valiosa. Os técnicos geralmente tomam maior controle do jogo, ocorrem mais pedidos de tempo, e estes tempos são mais longos devido a televisão. Os jogadores quase não ficam livres e também não descansam muito, não precisam. Você também irá jogar com seus melhores jogadores, mas também deseja que estes atletas estejam saudáveis e descansados na pós-temporada (Playoff's). É por isso que é importante você ter um banco com 9, 10 jogadores durante a temporada. Se alguém se machuca, o outro pode entrar e manter a química rolando despercebidamente. Eles (reservas) podem descansar Kobe, Fisher, alguns de nossos jogadores mais veteranos, e, quando os Playoff's começarem eles estarão descansados e saudáveis.

    Eu realmente espero uma rotação menor nos Playoff's. Você não vai ver 10, 12 jogadores em uma partida de Playoff, a não ser que seja um jogo que já esteja definido no 3º quarto. Essa é a tônica de um jogo de Playoff. Mas, é janeiro e não estamos jogando os Playoff's ainda. Esperamos estar lá e isso é algo que recai sobre nossos técnicos, essa responsabilidade.

    Esperamos que tenham gostado, a equipe do lakersbrasil.com irá trazer em breve a 2ª parte desta entrevista exclusiva, onde Mitch ainda fala sobre jogadores veteranos, novatos e também sobre Andrew Bynum!! GO LAKERS GO!!


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