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    Renato Campos

    16 de Julho de 2008 por Renato Campos

    A seleção brasileira iniciou o jogo contra a Grécia dando a entender que poderia superar os donos da casa. A ilusão só durou um quarto. Com uma defesa sufocante, os gregos passaram por cima da equipe verde-amarela na quarta-feira, venceram por 89 a 69 e garantiram o primeiro lugar do grupo A no Pré-Olímpico. Com a derrota, o Brasil vai enfrentar a forte Alemanha de Dirk Nowitzki nas quartas-de-final. Uma derrota na sexta-feira, com horário a ser definido por sorteio, significa o fim do sonho olímpico.



    O cestinha da Grécia foi Antonios Fotsis, com 18 pontos e 10 rebotes. Vasileios Spanoulis anotou 14 pontos. Pelo Brasil, Tiago Splitter foi o maior destaque, com 20 pontos e sete rebotes. Alex anotou 15 pontos, e os Marcelinhos Machado e Huertas fizeram 14 cada. Péssimo nos tiros de três, com aproveitamento de 26%, e cometendo 16 desperdícios contra sete do adversário, o Brasil não fez frente aos vice-campeões mundiais.


    No primeiro lance da partida, a marcação de perímetro brasileira já falhou, a exemplo do que vinha acontecendo nos jogos anteriores. Apesar de facilitar os chutes de três da Grécia, a equipe verde-amarela se impôs no ataque e equilibrou as ações. Na metade do período, Alex fez sua segunda falta, mas Moncho o manteve em quadra. Na seqüência, ele matou uma bola de três e cortou a vantagem grega para um ponto. Alex foi o cestinha do Brasil no período, com sete pontos, e o placar ficou em 18 a 17 a favor do time da casa.

    Fiasco no segundo tempo


    No segundo período, o cenário começou a piorar. A Grécia lançou Sofoklis Schortsianitis, o Baby Shaq, que logo cavou uma falta e pontuou em dois lances livres, abrindo cinco pontos de vantagem. O time da casa apertou muito a marcação, e os brasileiros começaram a reclamar da arbitragem. A pressão não fez bem ao Brasil, que se descontrolou no ataque e deixou o adversário abrir 11 pontos de vantagem.

    Huertas fez sua quarta falta antes do intervalo, e Marcelinho Machado só conseguiu fazer o seu primeiro ponto no fim do segundo período, num lance livre. A diferença caiu para seis pontos com dois lances do ala do Flamengo, mas ele perdeu uma bola boba no ataque, e a Grécia pontuou nas duas últimas posses, fechando o primeiro tempo em 40 a 30.

    Na volta para o terceiro período, a falta de concentração continuou. Moncho deu um descanso para Huertas e lançou Fúlvio. Com dois contra-ataques e um chute de três sem marcação, a Grécia abriu 15 pontos. Splitter e Batista tentaram manter o Brasil no jogo, mas a recuperação ficava difícil.

    O retrato do nervosismo do Brasil foi o passe de JP Batista para o vazio na lateral da quadra. O descontrole logo se traduziu no placar, e os gregos abriram 16 pontos. Ao fim do terceiro quarto, o placar era de 66 a 50.


    No último período, a Grécia não só administrou o resultado como ampliou a vantagem, que chegou a 20. A vitória inapelável deixa os gregos em situação confortável para enfrentar a Nova Zelândia nas quartas-de-final. Ao Brasil, resta agora encarar Nowitzki e Cia.

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