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    o_que_quer_byron_scott_com_suas_mudancas

    O fato que marcou até o momento a longa jornada fora de casa do Lakers, tirando as belas homenagens que Kobe vem recebendo dos times adversários, foi a mudança que o treinador Byron Scott promoveu na equipe, ao colocar no banco o armador D’Angelo Russell e o ala Julius Randle.

    Nas entrevistas que deram sobre o ocorrido, o que me preocupou foi o fato de que pouca ou nenhuma explicação parece ter sido dada aos jogadores afetados. Randle foi questionado sobre esta nova realidade e foi sincero na resposta em relação ao seu sentimento. “Como um competidor, você nunca vai ficar eufórico sobre isso (estar no banco). Está fora do meu controle”.  Teria o técnico Scott falado com ele sobre a mudança, se tinha relação com suas performances nos jogos? “Eu não sei. Não é uma decisão minha então não sei”.

    Russell foi questionado da mesma forma que Randle e demonstrou surpresa pela decisão do treinador. “Eu senti que estava conseguindo melhorar quando isto aconteceu”, disse o novato. “Mas não acho que é algo que vai atrapalhar meu aprendizado. As coisas são assim, não há nada que eu possa fazer”.

    D’Angelo continuou dizendo que isto também era novidade para ele. “Nunca estive nesta posição, então não sei como isso irá me afetar. Não esperava que acontecesse desta forma. Se eu sou o problema ou a mudança que o time precisa para ficar melhor, acho que será válido”, completou.

    O treinador Byron Scott deu uma explicação pouco esclarecedora sobre o fato. “Estamos com 3 vitórias e 17 derrotas, algo não está funcionando. Eu quis colocar sangue novo, ver como os jogadores vão se sair. De 5 à 10 jogos a partir de agora, talvez ocorra alguma mudança novamente. Talvez façamos o que fizemos no ano passado, diferentes rotações. Preciso encontrar 5 peças que funcionem bem juntas. Isto não estava acontecendo com o time titular”, finalizou.

    Acredito que estas mudanças devam ser faladas pessoalmente com o jogador, a fim de garantir o bom andamento do clima dentro do vestiário. Scott anunciou a mudança em uma reunião do time, para todos, mas um diálogo com cada atleta poderia tê-los preparado para a nova realidade. Informações sobre planos de jogo e tática explicando a decisão também tem efeito positivo, algo que Scott com seu jeito “das antigas” parece ignorar. Fazendo um paralelo para o futebol, o principal elogio dos atletas dirigidos por Tite, atual campeão brasileiro de futebol, é a transparência nas decisões e o envolvimento tático dos jogadores.

    A mudança em si pode até ser válida, apesar da resposta pouco clara sobre os motivos dada por Scott. Nos últimos jogos a “segunda unidade” não estava sendo capaz de manter o time no jogo. Ontem, contra o Raptors, o jogo foi mais equilibrado. O próprio Russell admitiu que viu certa vantagem em sua atual posição. “Houve mais movimentação de bola”, disse o novato. “Sem desrespeito ao Kobe, mas você tem mais oportunidade”, revelou Russell, em tom respeitoso, mas dando a entender que Bryant domina determinados aspectos do jogo, como os arremessos.

    Quando jogam com Kobe, parece que acabam recorrendo muito à ele. Achei que contra o Raptors eles jogaram mais soltos. Ainda cometeram erros e isto vai acontecer. São jovens. Quero que continuem jogando duro como fizeram em Toronto. @ByronScott

    É prudente esperar o efeito das mudanças com o passar dos jogos e ver o desdobramento nos números, mas vale ressaltar que Scott precisa ser mais comunicativo em suas decisões, para que não transpareça que os jogadores estão perdidos sob o seu comando.

    E você, o que achou das mudanças? Viu alguma melhoria, seja no time ou no desempenho dos jogadores afetados? Vamos debater!

    Fala aí!