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    Lucas Fuson

    10 de Setembro de 2018 por Lucas Fuson

    O Los Angeles Lakers está numa situação difícil. Após negociar o fim do contrato de Loul Deng, o Lakers projeta ter US$ 38 milhões de espaço na folha salarial disponível no próximo verão para contratar alguma estrela que esteja como agente livre, o que é ótimo!

    Dispensando Deng, temos uma vaga disponível no elenco para esta temporada. De acordo com Ramona Shelburne da ESPN americana, a diretoria não tem nenhum "plano imediato" para preencher esta vaga, e é fácil ver porquê.

    Com menos de um mês para o início da temporada, as opções de agentes-livres estão cada vez menores. Enquanto restam alguns nomes intrigantes no mercado, não há nenhuma opção clara para completar o elenco. Na verdade, as opções ruins são mais óbvias do que as boas. Vamos analisar alguns dos jogadores que se encaixam nesse perfil e porquê Magic Johnson e Rob Pelinka devem riscar seus nomes da lista.

    Dwyane Wade

    Após Chris Paul e Carmelo Anthony assinarem com o Houston Rockets e LeBron com o Lakers, Dwyane Wade é o único membro do famoso grupo de agentes livres do “banana boat” que ainda não assinou com um novo time. Com a vaga no elenco do Lakers, temos a chance de reunir a dupla que foi dominante no Miami Heat.  Entretanto, além de vender camisas e aparecer nas fotos, não há nenhuma real razão para contratá-lo.

    Durante a série na primeira rodada dos playoffs, contra o Sixers, na última temporada, Wade mostrou que ainda tem um pouco de combustível para queimar e carregou o time na única vitória da equipe na série, anotando 28 pontos, 7 rebotes, 3 assistências e 2 roubos de bola. Foi uma atuação do jovem D-wade, mas mesmo ele no seu melhor não se encaixa ao elenco do Lakers.

    A maior fraqueza do time está nos arremessadores de três pontos. A melhor marca de Wade na carreira nesse quesito é de 31,7% de aproveitamento com uma média de 3,5 tentativas por jogo (2008-09). O suficiente para saber que arremesso de três nunca foi sua praia e não há motivos para acreditar que vai começar a ser agora, depois de quinze anos de carreira.

    Wade ainda é surpreendentemente decente na defesa, tendo uma marca positiva defensivamente entre +/- pela 13ª vez em sua carreira na última temporada, mas aos 33 anos é natural que sua eficácia defensiva diminua e o Lakers não precisa lidar com isso. Mesmo que tudo desse certo para o Wade e ele ganhasse um lugar na rotação do time de Luke Walton, criaria um problema diferente. O Lakers já investiu em jogadores que esperam ter papéis significativos no time nesta temporada e se estes jogadores verem que terão menos minutos em quadra por causa de Wade, poderá criar uma situação ruim no vestiário (com os veteranos) ou no desenvolvimento (com os jovens promissores), sem ainda mencionar uma possível situação desconfortável se Wade (amigo próximo de LeBron) fosse aquele que tivesse um papel menor ou menos minutos do que o esperado.

    Seria super legal ver Wade e LeBron juntos mais uma vez? Com certeza! Mas olhando criticamente, não faz sentido trazê-lo para a equipe de Los Angeles.

    Jamal Crawford

    Três vezes eleito o melhor sexto homem, Jamal Crawford quando arremessa é bola na certa. Mesmo com 38 anos, é um dos jogadores mais criativos com a bola nas mãos que a liga já viu. Ele é o "Uncle Drew" da vida real. No último verão, após sair do Hawks, ele e o Lakers tinham interesse mútuo. Segundo Marc J. Spears da ESPN, ele gostou da ideia de jogar com Lonzo Ball, de quem Crawford é fã declarado.

    As duas partes decidiram seguir caminhos separados, no entanto existe a chance de reavivar essa aproximação, já que Crawford é um agente livre irrestrito e o Lakers tem uma vaga aberta. Os fãs esperam que isso não seja o caso.

    Com certeza o Lakers necessita de um bom arremessador, mas não do tipo Crawford. Como já dito, ele é muito talentoso para driblar, mas suas jogadas normalmente o levam para arremessos contestados. De acordo com estatísticas da NBA, em 47,6% dos arremessos o defensor está de 60 a 120 cm dele. Destes, converteu apenas 39,7%. Além disso, 61% dos arremessos foram de variações de "pull up shots", que não é o ideal para um time que quer ter um ataque rápido.

    Sua defesa também não o ajuda, já que ele é um dos piores na liga neste quesito. Mesmo nunca sendo conhecido pela defesa, na temporada 2017-18 conseguiu ser ainda pior, com -5,37 de +/- ficou em último entre todos os jogadores da liga. Talvez Crawford não seja uma opção tão ruim para o 13° ou 14° jogador do banco, mas por ter rejeitado uma oferta de US$ 4,5 milhões sugere que ainda deseja ter minutos significativos em quadra. Infelizmente, Crawford, o Lakers não pode e nem deve lhe oferecer isso.

    Chris Bosh

    O sinal de alerta de Bosh tem mais a ver com a sua saúde do que com sua habilidade. Em 2017 foi forçado a se aposentar devido a um problema sanguíneo. Recentemente, ele tem dito que seu desejo é retornar as quadras e por mais improvável que seja, os médicos o liberaram para essa tarefa. Para isso, o Lakers seria o time favorito do 11 vezes all-star. Bosh não é somente um ex-companheiro de time de LeBron, como também tinha Pelinka como empresário durante sua carreira como jogador, e desde que Pelinka se tornou o GM do Lakers ele já visitou o centro de treinamento várias vezes.

    Mesmo que Bosh, que já tem 34 anos, volte a jogar em alto nível o risco que o acompanha está longe de ser aceitável. Mesmo que o tratamento diminua os coágulos em seu sangue, o procedimento faz com que o sangue se torne muito fino. Com isso, a NBA pode o impedir de jogar, pois se torna um risco caso se corte na quadra. Caso pare o tratamento, os coágulos voltam e podem ir aos pulmões, como aconteceu em 2015. Esse é a razão para suas chances de voltar a jogar serem baixíssimas. Mesmo que ele possa voltar, o Lakers deve pensar duas vezes antes de querer contratá-lo.

    Por mais legal que seria ver Chris Bosh em quadra novamente, ainda que seja com o manto roxo e dourado, sua vida é mais importante que o basquete.

    *Matéria original: Silver Screen and Roll.

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