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    Guilherme Borges

    01 de Dezembro de 2018 por Guilherme Borges

    O jogo era muito precupante. A equipe do Dallas Mavericks, adversária da vez desse confronto, é nosso rival direto para uma vaga nos playoffs. Além disso, nessa temprada, todas as vezes que o Los Angeles Lakers jogou duas partidas em sequência o resultado não foi o mais agradável. Para piorar a situação, no começo do embate, então, parecia que seria mais um pesadelo. Quando o LAL se enfia em buracos no primeiro quarto, é difícil sair. Nessa noite, contudo, a situação se reverteu.

    O primeiro período foi como estamos bem acostumados: defendendo e atacando mal e sofrendo com a boa defesa adversária. o Lakers começou a partida perdendo de 10 pontos (32 x 22) e com seu principal jogador, LeBron James, com 2 faltas e arremessando 1/6. Além disso, Kyle Kuzma e Lonzo Ball também não encontraram ritmo ofensivo nos primeiros doze minutos do confronto. O Mavericks jogou nosso jogo, com uma boa transição e muitas cestas dentro do garrafão. Tyson Chandler, que ocupou o lugar de JaVale McGee, também com muitas faltas, começou bem. 

    No segundo quarto os adversários pareciam que iam continuar massacrando o time da casa, já que iniciaram abrindo ainda mais a diferença no placar (41 x 26). Foi aí que nossa reação começou. Com um esforço defensivo que até agora ainda não foi visto nessa temporada, a equipe Angelina pareceu muito mais com o que gostaríamos que ela parecesse. Após uma sequência de dez pontos seguidos a diferença passou a ser apenas cinco (45 x 40). Apesar de conseguirmos derrubar ainda mais a vantagem em alguns momentos, o segundo quarto terminou com essa diferença de cinco pontos (58x53).

    No terceiro período, apesar de algumas marcações estranhas da arbitragem e do nosso problema de faltas com McGee e Lonzo, o elenco continuou com o pé no acelerador. Chandler assumiu a responsabilidade e fez boa partida. Kuzma alternou bons e maus momentos (mais bons do que maus), Brandon Ingram apareceu bem e LeBron chamou o jogo. Faltando nove minutos para acabar o quarto o astro encaixou sua primeira bola de longa distância da partida que nos colocou apenas a um ponto dos adversários (60 x 59). Na posse seguinte, roubada de bola de Lonzo e ponto nosso. Passamos a frente (61 x 59). Na metade do terceiro quarto parecia que o jogo nos escaparia novamente quano o Mavericks voltou a frente. De novo, boas defesas e aparições repentinas de Ingram e Kuzma no ataque nos colocaram por cima novamente e assim nos mantiveram. O quarto terminou 80 x 77 para o Lakers.

    No derradeiro período o jogo continuou bom. Os times seguiam trocando cestas e Harison Barnes estava muito bem de longa distância (4/6 dos três pontos para o jogador). Os problemas de falta de Lonzo e McGee fizeram com que Luke explorasse uma rotação com James, Josh Hart, Kentavious Caldwell-Pope, Ingram e Chandler, que correspondeu e seguiu segurando a bronca. As bolas de três cairam mais, o time melhorou no ataque e subiu o ritmo defensivo, Kuzma dominou os rebotes (foram doze ao todo na partida) e, com cinco minutos para jogar, estávamos com surpreendentes onze pontos na frente (100 x 89). Nossa diferença pulou para 16 faltando 3:30 para o final  (107 x 91) e aí foi só administrar o resultado. Com dois minutos e meio do fim, LeBron finalizou o adversário com uma bola de três de bem longe e deixou o placar ainda mais elástico (111 x 93). Depois disso, Luke Walton colocou o terceiro time em quadra e o Mavs continuou com os titulares tentando voltar, mas, nada feito. O jogo encerrou 114 x 103 para o Lakers. Mais uma vitória angelina.

    Apesar das expulsões por falta de McGee e Lonzo, todo o elenco jogou bem e brilhou em algum momento. Foi um esforço coletivo sendo que KCP, Ingram, Kuzma, Ball, James e Chandler, todos ficaram com pelo menos dois dígitos de pontuação. Chandler teve uma partida fenomenal anotando um duplo duplo com 13 pontos (6/6 de aproveitamento) e 12 rebotes. Lonzo fez todo o trabalho de inteligência defensiva e acabou com cinco roubos de bola, continuando ainda com sua postura muito mais agressiva. O time se recuperou de um péssimo começo, o que até agora ainda não tinha acontecido, e foi muito próximo do que gostaríamos de ver todos os jogos. Vamos esperar que isso se mantenha.

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