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    Ricardo Romanelli

    22 de Maio de 2019 por Ricardo Romanelli

    Pat Riley é uma das maiores mentes que a NBA já viu. Técnico do Lakers nos anos 80, quando ganhou quatro títulos no comando da equipe, ele depois foi treinador do New York Knicks e do Miami Heat, antes de se tornar dirigente deste último. No comando da franquia de Miami, orquestrou a troca que levou Shaquille O'neal do Lakers em 2004 e rendeu um título em 2006, e depois fez o trabalho de planejamento que levou à formação do time com LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh, que venceu dois títulos e chegou a quatro finais entre 2011 e 2014. 

    Com tamanho currículo, ele seria um nome perfeito para assumir o posto de Magic Johnson no comando da franquia. No entanto, apesar de seu nome ser citado em especulações, ele garante que nunca foi sondado para a vaga. Riley declarou em entrevista a Jackie MacMullan (ESPN):

    "Pensei sobre retornar ao Lakers, por motivos sentimentais. Mas nunca vieram atrás de mim. Ninguém fez contato comigo. Tenho uns 20 amigos que gostariam muito que eu voltasse, mas ninguém perguntou." - Pat Riley.

    É difícil saber se Riley realmente teria aceitado ou como seria essa dinâmica, já que a relação entre ele e LeBron estava bastante desgastada quando o astro deixou o Heat para voltar ao Cleveland Cavaliers em 2014. Apesar disso, é mais um exemplo de como o Lakers perdeu uma oportunidade de melhorar simplesmente por omissão. 

    Na mesma entrevista, Riley comentou ainda a atual estrutura de poder do Lakers:

    "Eles tinham o Magic. Quando você tem alguém numa posição como a que ele estava, você deixa a franquia nas mãos dele, e só tem uma pessoa que pode te falar não, que é o dono. É da mesma forma aqui em Miami. Se Micky Arison [dono do Heat] diz não, é não. Agora, isso não significa que eu não tenha poder. Mas quando outros encontram maneiras de ganhar influência para fazer isso ou aquilo, se torna um pouco mais perigoso." - Pat Riley.

    Os comentários de Riley são claramente dirigidos ao confuso núcleo que Jeanie Buss formou ao seu redor desde a saída de Magic. Apesar de muitas pessoas opinando no processo decisório, não há divisão de funções clara entre elas, e muito menos hierarquia. Com certeza não é a melhor forma de se gerir uma organização de US$ 4 bilhões em valor estimado. 

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