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    Guilherme Borges

    09 de Maio de 2019 por Guilherme Borges

    Nos últimos dias, a comunidade do basquete apenas esperava uma notícia que parecia certa: “Ty Lue acaba de assinar com o Los Angeles Lakers”. Não aconteceu. Na verdade, o que ocorreu foi justamente o contrário, ou seja, o ex-técnico do Cleveland Cavaliers e o Lakers não atingiram um acordo e, segundo fontes, por dois motivos.

    O primeiro motivo, de acordo com o repórter Adrian Wojnarowski, é que a diretoria do time Angelino gostou muito de Jason Kidd quando o entrevistou e tinha a intenção de trazer o técnico para fazer parte da comissão. Lue, por sua vez, não gostou muito da ideia e queria que seu assistente técnico fosse Frank Vogel (ex Orlando Magic) ou Tom Thibodeau, ex-técnico do Minnesota Timberwolves. O segundo motivo seria uma questão de números. Tyron Lue gostaria que o Los Angeles Lakers tivesse oferecido um contrato de cinco anos e 18 milhões de dólares, ao passo que o Roxo e Dourado ofereceu um contrato de três anos.

    Apesar de todos esses “desencontros”, a diretoria do Lakers, em mais um sinal de desorganização, não teve consenso em relação a escolha do técnico. Isso porque, de acordo com Shams Charania, Jeanie Buss e Rob Pelinka estavam convencidos em oferecer o trabalho a Lue, nos seus termos, já na semana passada. Kurt Rambis e Linda Rambis, que têm feito parte desse “conselho diretor” (se é que se pode chamar assim), por outro lado, convenceram os outros dois e a decisão final foi que a franquia deveria seguir em frente sem ter o amigo de LeBron James no comando.

    Com isso, mantém-se a pergunta: quem então será o próximo técnico do Lakers? Fizemos uma rápida passada nos principais nomes que surgiram após Tyron Lue sair do páreo para vocês, saca só!

    Juwan Howard

    Sem Monty Williams (contratado pelo Phoneix Suns) e sem Tyron Lue, Juwan Howard se torna o óbvio favorito a ser técnico. Atualmente, o ex-jogador é assistente técnico do Miami Heat e acumula boas referências de todos os jogadores que tiveram contato com ele, inclusive de LeBron James, que foi seu companheiro de time durante as campanhas dos campeonatos do Miami Heat de 2012 e 2013. Juwan, contudo seria mais uma aposta. O assistente ainda não assumiu papel de técnico principal em nenhuma equipe na liga, e tal fato faz com que o Lakers possa ter os mesmos problemas que passou com a inexperiência de Luke Walton. O estilo de jogo e de “gestão de grupo” de Howard são desconhecidos, então ele seria uma incógnita. Contudo, a diretoria deve se perguntar: será que uma aposta com apenas dois anos de LeBron James garantido no elenco seria uma boa? Vamos esperar para ver.

    Jason Kidd

    Como dito anteriormente, Kidd impressionou o Lakers na única entrevista que teve com a diretoria e, inclusive, pode ter sido uma das razões pelas quais os californianos não chegaram a um acordo com Ty Lue. Nesse contexto, é óbvio que Kidd é um dos preferidos para ocupar o cargo. Apesar disso, o retrospecto de Jason como técnico é decepcionante. Dois times foram comandados por ele: Brooklyn Nets e Milwaukee Bucks. Esses times possuem algo em comum: ambos foram muito melhores após a demissão de Kidd. Com o Nets (2013-14), ex-jogador teve um recorde de 44 vitórias e 38 derrotas, contudo, nos playoffs seu time foi eliminado na segunda série, com 5 vitórias e 7 derrotas nas 12 partidas jogadas. Apesar dos números razoáveis, o basquete atual do Nets é muito mais surpreendente do que apresentou na época.

    O Bucks, por sua vez, teve Kidd como seu técnico principal por três temporadas e meia, já que em seu último ano ele permaneceu no cargo apenas durante 45 jogos. Com esse time, seu retrospecto é de 139 vitórias e 152 derrotas, e nos playoffs, o time não chegou a ganhar nenhuma série, perdendo as duas que disputou sob o comando do técnico (2x4 em ambas). Atualmente o time de Milwaukee, com a chegada do técnico Mike Budenholzer está na final da conferência leste. Um “ponto positivo” para o treinador? Bom, alguns o consideram como técnico que “descobriu” (deu a oportunidade e acreditou) em Giannis Antetokounmpo, o que, muito provavelmente é super valorizado, mas endossado pelo fato de que o próprio astro pediu para a diretoria que o técnico fosse mantido. Kidd se limitaria, no máximo, a um bom gestor de elenco, sendo certo que sua vinda deveria ser acompanhada de um técnico “mais experiente” para compor a comissão.

    Outros nomes: Lionel Hollins, Mike Woodson e Frank Vogel

    Esses três nomes pintam como novidade na corrida por técnico. Lionel Hollins tem um longo histórico como assistente técnico tanto na NCAA quanto na NBA. Como técnico, ele dirigiu o time do Memphis Grizzlies (2009-2013) e, assim como Kidd, o Nets (2014-2016). Ambos os trabalhos de Hollins como técnico principal não foram bons e ele seria um dos nomes mais fracos para a posição, principalmente por estar longe das atividades de técnico há três anos e por não ter demonstrado resultado quando preciso.

    Se Lionel seria um nome ruim, Mike Woodson seria horrível. Woodson é mais um técnico veterano (atua desde a temporada 1996-97) e acumula passagens de assistente por vários times da NBA. Como técnico principal, Woodson esteve no comando do Atlanta Hawks por seis temporadas (onde, em apenas duas ficou com campanhas positivas) e do New York Knicks de Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire, marcado por insucesso e por relacionamentos conturbados. Em outras palavras, Woodson é um técnico antigo, com retrospecto negativo, tanto em relação a atuação do time, como em relação a seu trato com elenco, ou seja, tudo o que o Lakers não precisa agora.

    O “último” nome da lista, seria Frank Vogel. Frank, como dissemos, já havia aparecido como um possível assistente técnico para Ty Lue, mas é a primeira vez que seu nome surge como possibilidade para técnico principal. Frank também foi técnico assistente durante anos na NBA, e assumiu seu primeiro time como principal no meio da temporada 2010-11, o Indiana Pacers, onde lá permaneceu até 2015-16. Vogel é um dos poucos dessa lista que possui mais campanhas positivas do que negativas, tendo inclusive duas finais de conferência leste com o Pacers de Paul George (duas derrotas para o Miami Heat de LeBron James & Cia), mas, mesmo assim, seus últimos dois trabalhos com o Orlando Magic (temporada 2016-17 e 2017-18) não foram muito bons, o que fez com que ele se afastasse da função de técnico por um tempo. Vale lembrar que Vogel já trabalhou para o Lakers em 2005 e 2006, como olheiro, e já tem entrevista marcada com a diretoria nesta terça-feira. 

    Vogel talvez não seja o melhor nome para ocupar o cargo de técnico, contudo, sua adição como assistente seria algo muito positivo, já que ele tem um histórico de participar de times com uma boa mentalidade defensiva e com relativo sucesso. De todos os nomes surgidos, talvez uma combinação de Juwan Howard como principal e Frank Vogel como assistente seja o caminho mais “seguro” (e provável) para o Lakers: um técnico com bom relacionamento com LeBron James, de estilo mais solto, e um assistente veterano com boa experiência em playoffs e com mentalidade defensiva. Não se enganem, essa dupla não seria ideal, e de certa forma, seria até uma aposta. Mesmo assim, talvez seja a melhor opção, considerando os nomes que a diretoria do time de Los Angeles está analisando.

    Assim, de todos os nomes e combinações possíveis, é muito difícil saber qual será o próximo técnico do Roxo e Dourado. A bagunça se instalou de vez na diretoria, e isso tem feito com que os passos seguintes do Lakers sejam difíceis de prever. Não é possível nem ao menos garantir que o nome surgirá dessa lista que acabamos de apresentar, contudo, uma coisa é certa: o tempo urge, a impaciência é grande e LeBron não está ficando mais novo.

    Fala aí!