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    Guilherme Borges

    14 de Abril de 2020 por Guilherme Borges

    A data de 13 de abril de 2016 é marcada pela despedida esportiva mais inacreditável que o mundo ja viu. Não tivesse acontecido na frente de milhões de olhares, talvez muitos achariam que foi apenas um surto coletivo de ilusão. Não foi.

    "Kobe, posso te pedir uma coisa? Faça 50 pontos no seu último jogo?"

    "De jeito nenhum." Esse diálogo entre Kobe e Shaq, parceiros de longa data apesar da truncada história entre ambos, aconteceu uma semana antes do último jogo de Kobe Bryant. Verdade, Kobe não realizou o pedido. Não fez 50. Fez 60. O menino que começou na liga arremessando "air-balls", terminou como um adulto selando seu legado com 60 pontos. SESSENTA.

    Da entrada de Kobe no estádio até o seu icônico "mamba out", tudo no jogo aconteceu de uma forma muito lendária. O discurso de Magic, que ainda não tinha sido presidente do Lakers e era o sonho de lider da franquia de todo torcedor, foi incrível; o fato de Kobe não acertar os primeiros arremessos, foi desesperador e; o fato de a última jogada da carreira de Kobe Bryant, conhecido como fominha, ter sido uma assistência para Jordan Clarkson é, no mínimo, irônico.

    Eu lembro de cada detalhe desse dia. Lembro de abandonar meus estudos para prova do dia seguinte e sentar no sofá em frente a TV com um irmão que a vida me deu e chorar ao ver Kobe mais uma vez não decepcionando e convertendo arremesso após arremesso, de uma maneira inacreditável, para ganhar o jogo. E eu, que vi ele fazendo isso tantas vezes, simplesmente sabia que, mesmo faltando fôlego, perna e a força de antigamente, os arremessos de Kobe não ousariam não cair e passar pela rede. Eles não tinham outra opção. Tenho certeza que todas as vezes que Kobe tomou para si a responsabilidade de fazer o arremesso do jogo ele estava pensando: "bola, você não tem outra opção. Você vai entrar naquela cesta." O Lakers precisou uma última vez dele pra vencer. Ele não decepcionou e nos deu a vitória. O ditado diz que "a primeira impressão é a que fica." Kobe nunca seguiu as regras da vida. Ele fez as próprias. Sua história ia acabar do seu jeito. E, meu amigo, no caso dele, a última impressão é a que lembraremos. Se você ainda não viu esse jogo, sendo um Laker ou não, aproveite este tempo de quarentena para ver. Você nao irá se arrepender

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