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    Carlos de Aquino

    09 de Abril de 2020 por Carlos de Aquino

    Tão clássico e histórico quando a laranja mecânica da Holanda, o esquadrão brasileiro de 70 e o tiki-taka de Guardiola no Barcelona, Lakers e Celtics, como já foi dito nessa serie de textos, travaram incríveis duelos na década de 80.

    Nas finais de 85, por sua vez, o time comandado pela lenda Pat Riley tinha um grande desafio na sua frente, enfrentar o Boston Celtics no jogo 6 das finais da NBA. Seria fácil dar a vantagem ao time de Massachusetts, tendo em vista que o mesmo tinha o mando de quadra e todos contavam com uma atuação inspirada da sua maior estrela e atual MVP, Larry Bird.

    Porém, do outra lado da quadra estava o já duas vezes MVP das finais, Magic Johnson, o incansável James Worthy e o dominante pivô, e até então, melhor jogador em atividade na liga, Kareem Abdul-Jabbar.

    O time celta era o atual campeão da NBA e Larry Bird o MVP das finais de 84. Em 85, o time Angelino estava em vantagem nas partidas com o placar de 3x2, e o jogo 6 era na casa do time de Boston, valia a sobrevivência para os mandantes e a gloria máxima do basquete para o time de Los Angeles.

    Como um bom Lakers vs Celtics, o jogo foi disputado e os atletas mostraram desde o subir da bola o porquê deles estarem disputando as finais da NBA; brigaram e lutaram por cada posse de bola; por essa mesma razão, houveram alguns desentendimentos dentro de quadra, fosse com atletas do time adversário ou com os árbitros, mas nada que não se espera de uma final entre duas camisas pesadas em quadra.

    Os destaques ficam com os três nomes já anteriormente citados, Magic com triplo-duplo 10 pontos 10 rebotes 14 assistências e Worthy 28 pontos 3 rebotes 3 assistências, enfim o dono da noite, com 29 pontos 7 rebotes e 4 assistências, mas com um algo a mais que só os números não conseguem descrever, a frieza e eficiência de um homem que quando pegava a bola no poste baixo, todos sabiam o que iria fazer, todavia, ninguém o conseguiu parar naqueles minutos finais. Um homem que tem até hoje o movimento de arremesso e ligado a ele, pois ninguém conseguiu faze-lo com tamanha classe, o mesmo homem que nessa noite de 9 de junho de 1985, sagrou-se campeão, um homem que vestiu e honrou o manto roxo e dourado, e pela palavras do seu então técnico, Pat Riley, que tão bem o define: 

    "Quando um homem quebra recordes e vence campeonatos, enfrentando tremendas críticas e grandes responsabilidades, por que julgar? Vamos brindá-lo como o melhor jogador de todos os tempos". - Pat Riley

    Senhoras e senhores, o MVP das finais, Kareem Abdul-Jabbar.

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