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    Guilherme Borges

    06 de Agosto de 2020 por Guilherme Borges

    Todos nós já sabemos: o Lakers garantiu o primeiro lugar na conferência oeste e enfrentará o oitavo colocado no primeiro round dos playoffs. Mesmo assim, os 4 jogos restantes são importantes por duas principais razões: ritmo de jogo e rotações.

    Assim como todas as outras equipes da NBA, o Lakers ficou quatro meses sem jogar em razão da pandemia que assolou o mundo. Isso fez com que os jogadores perdessem o ritmo de jogo e, para o LAL, o impacto dessa parada tem sido extremamente negativo, piorando a performance do time que, na bolha, está tendo a menor média de pontos por jogos de todos os times e o pior aproveitamento em arremessos (99.3 ppg, 39.8 FG% e 25.2 3pt%). Mas, além de ritmo de jogo, as performances aquém do esperado podem estar sendo causadas também pelas novas rotações que o Lakers está sendo forçado a utilizar.

    Desde o recomeço da temporada, o maior de LA perdeu Avery Bradley e Rajon Rondo e, em contrapartida, adicionou Dion Waiters e JR Smith ao elenco. Com mudanças tão drásticas o técnico Frank Vogel ainda está tentando encontrar a nova identidade do time e, para tanto, vem fazendo diferentes testes nas rotações. Esses diferentes testes são essenciais para que o time esteja pronto para os playoffs. Agora é a hora de amassar o aro e errar tudo o que se tem para errar.

    No jogo de hoje então, é isso que veremos de novo: um time que, em meio aos testes e à recuperação de ritmo, tenta sair com a vitória, o que não é nada fácil tendo em vista que o adversário será o Houston Rockets. Hoje, aliás, o jogo ganha um importância maior por dois motivos: o primeiro é as novas rotações que terão que ser introduzidas. O Rockets joga com um estilo completamente único na liga, um small ball exagerado, onde jogadores como PJ Tucker, Robert Convington e James Harden marcam os pivôs e os ala-pivôs dos adversários. Esse cenário forçará a comissão técnica a explorar ainda mais as opções rotativas do elenco, tendo em vista que o Rockets - ou outros times que jogam com small ball em algum momento da partida - é um possível adversário de playoffs. É um jogo para por a prova nossa defesa de perímetro e passar raiva com as inúmeras bolas de 3 que com certeza o Rockets irá converter, portanto, tenham paciência; o segundo motivo é a tabela. Uma vitória pelo time Angelino aumenta a chance de jogar o Rockets para o "lado de lá" da chave dos playoffs, fazendo com que a equipe Texana tenha que enfrentar o Clippers numa primeira ou segunda rodada. E isso é importante pois, por encaixe, o Rockets é um time que pode dar muito trabalho para o Clippers e desgasta-los para um eventual confronto com o Lakers.

    Enfim, como tem sido praxe na bolha, o resultado tem uma importância merante formal (a tabela). O importante mesmo é que o Lakers se encontre, ganhe identidade de novo e que Frank Vogel possa dissecar todas as opções de rotações do elenco, nem que o preço a ser pago para isso seja um basquete aparentemente pouco inspirado e que parece ter a intenção de levar o aro para casa. Agora, temos o luxo de poder errar. Com o campeonato em risco, não.

    ATUALIZAÇÃO 14h30: LeBron James será poupado da partida contra o Rockets, enquanto que Russell Westbrook possivelmente desfalca o time de Houston. Diante do desfalque, Frank Vogel deve promover Kyle Kuzma ou Dion Waiters ao time titular. 

    Pré-Jogo

    Local: The Arena (Orlando, FL)

    Horário: 22h00 de Brasília

    Transmissão: SporTV e NBA League Pass

    Quintetos

    Lakers: McGee, Davis, Kuzma (Waiters), Green, Caldwell-Pope

    Rockets: Covington, Tucker, Green, House Jr. e Harden.

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