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    Renato Campos

    21 de Setembro de 2020 por Renato Campos

    O Lakers venceu de forma dramática o Nuggets no Jogo 2, abrindo uma vantagem de 2-0 nas Finais da Conferência Oeste graças a uma bola no fim do jogo de Anthony Davis.

    Apesar de toda euforia pela vitória, o Lakers não foi lá tão bem quanto na primeira partida da série. E aqui estão três lições desta vitória improvável.

    Anthony Davis é uma dor de cabeça para o Nuggets

    As pessoas não esquecerão tão cedo que Anthony Davis é um definidor de jogadas. Davis fez 37 pontos na vitória do Jogo 1, mas seus 31 pontos neste último, com certeza serão lembrados com muito mais carinho. Ele fez 22 pontos no segundo tempo de um total de 45 para o Lakers, acertando oito dos 16 arremessos do time durante esse período. Davis matou alguns arremessos longos de dois pontos contra Nikola Jokic, e foi totalmente imparável com dois pés na garrafão.

    Quando o time precisou de pontuações no final do jogo, todos os jogadores se voltaram para Davis. Ele matou uma bola 3 pontos no estouro do relógio (do mesmo lugar da bola que venceu o jogo) para colocar a equipe na frente por 100-92 com minutos por jogar, e em seguida, um excelente floater para recuperar a liderança em 102-101, e finalmente, o arremesso final.

    Pode ter parecido que Davis estava passivo no primeiro tempo enquanto o ataque do Lakers passava por LeBron James, mas ele estava apenas esperando sua vez até engrenar no segundo. Ninguém no Nuggets poderia marcá-lo. Paul Millsap era muito pequeno, Jokic muito lento e todos os outros nem mesmo dignos de consideração. O Lakers precisava de Davis para carregá-los no lado ofensivo, e ele o fez.

    Esta não era a maneira de defender Nikola Jokic

    O Lakers fez algumas escolhas estranhas para tentar conter Jokic e Jamal Murray trocando continuamente seus jogadores e forçando assim, um de seus menores a cobrir Jokic e um grande a proteger Murray. Na maioria das equipes, isso seria uma sentença de morte para tentar parar Murray, mas Davis forçou Murray a uma série de arremessos e passes ruins.

    No entanto, o outro lado do confronto provou ser problemático, já que Jokic marcou facilmente por cima de qualquer marcação em uma troca, mesmo que fosse Alex Caruso na maioria das vezes. Caruso é um excelente defensor, mas não quando está no post contra um gigante. Quando o Lakers tentou dobrar, eles permitiram que Jokic distribuisse passes fáceis. Um exemplo particularmente notório disso veio no final do terceiro quarto, quando Davis deixou Murray de lado para ajudar Caruso em Jokic, e Kyle Kuzma não conseguiu chegar a Murray rápido o suficiente para contestar os 3 pontos.

    Jokic é excelente, e ele marcará independentemente do que o Lakers fizer com ele, como foi evidenciado por ele desistir de Davis na posse ofensiva final do Denver. Mas o Lakers tornou as coisas muito fáceis para ele. Dwight Howard não foi tão eficaz quanto no domingo, mas considerando as dificuldades contínuas de JaVale McGee, começar com Howard deve continuar a ser uma conversa entre a comissão técnica. Mais do que isso, porém, o Lakers precisa ser disciplinado para manter um homem de garrafão em Jokic e fazê-lo trabalhar.

    O ataque do meio da quadra foi um desastre, especialmente no segundo tempo

    O Lakers viveu matando bolas dentro do garrafão ao longo da temporada. A maneira como eles compensam o fato de serem uma equipe ruim de arremessos, é dando uma alta porcentagem de seus arremessos o mais próximo possível da cesta. Durante a temporada regular, eles tentaram 39,8 por cento de seus arremessos perto do aro, quando a média da liga era de 35,2 por cento. Foi mais difícil matar as bolas próximas ao aro durante a pós-temporada - a média da liga caiu para 30,9 por cento - mas o Lakers ainda acerta 38,6% de seus arremessos de lá.

    No jogo 2, apenas 26 por cento dos chutes da equipe vieram próximo a cesta. No segundo tempo, eles tiveram apenas cinco arremessos perto da tabela e nove no total dentro do garrafão, em comparação a 11 na faixa intermediária e 16 da linha dos 3 pontos. O Lakers converteu uma alta porcentagem perto da cesta (13 de 19), mas o time se estava com frequência tentando arremessos de fora.

    A culpa por uma atuação não tão boa, pode ser compartilhada. James não partiu pra dentro como de costume, aparentemente contente em detonar o Denver do perímetro após começar quente com seus arremessos. Rajon Rondo foi desleixado na maioria dos minutos. Seus passes (exceto pela assistência de Davis na final dentro de campo) não criaram nenhuma vantagem, forçando o Lakers a forçar arremessos no estouro do relógio. O Lakers também teve pouco movimento fora da bola, assim não tiveram tantos cortes para a cesta resultando em lay-ups.

    Era quase tarde demais, no entanto, até que o heroísmo de Davis salvou o Lakers. Foi uma maneira divertida de vencer, não há como negar isso. Mas o Lakers precisa ficar de olho em seus erros para não cometê-los novamente no jogo 3.

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