O basquete jogado na NBA mudou bastante nos últimos anos, e isso não é novidade para os torcedores que acompanham os jogos. Desde as boas campanhas do Golden State Warriors, os arremessos de três e os lances livres começaram a fazer mais diferença nas partidas. Quem concorda com essa análise é o ex-pivô Jim Chones, campeão pelo Los Angeles Lakers em 1980 e um dos jogadores altos que possuíam melhor aproveitamento nos arremessos livres na época.
Em uma entrevista exclusiva ao blog Betway Insider, de palpites na NBA, o antigo camisa 9 do Lakers criticou o comportamento de alguns atletas diante dos lances livres. Chones acredita que jogadores de posições mais próximas do garrafão, como o pivô, não costumam dar a importância devida aos arremessos livres. Por serem mais altos, eles acreditam que não precisam treinar esse aspecto, mas o ex-jogador afirma que isso é um erro, pois um ou dois pontos podem fazer diferença nas partidas.
Essa é uma opinião que faz sentido, e alguns números da NBA comprovam isso. Os jogadores com piores aproveitamentos nos lances livres costumam ser os mais altos, e quase sempre jogam na posição de pivô. Esse é o caso, por exemplo, do ala-pivô Ben Wallace, campeão em 2004 com o Pistons diante do Lakers. Durante toda a carreira, o jogador teve um aproveitamento de apenas 41,4% nos lances livres. Alguns jogadores que fizeram história no Lakers, como Wilt Chamberlain e Shaquille O'Neal, também entram para essa estatística.
Porém, nos anos 70, 80 e 90, esse estilo de jogo mais lento favorecia os atletas altos que não arremessavam bem. Algo que mudou no basquete moderno, principalmente nos últimos anos. Na conversa com a Betway, site de apostas da NBA, Jim Chones deu algumas dicas de como fazer o lance livre perfeito. O ex-jogador acredita que segundo alguns passos básicos, e muito treinamento, é possível garantir um bom aproveitamento. Chones encerrou a carreira acertando 78,3% dos arremessos livres, apesar de ter 2,11 metros de altura.
Um novo estilo
Alguns jogadores e torcedores podem até criticar o basquete moderno, mas esse é o estilo que está funcionando em quadra. O próprio Lakers campeão em 2020, por exemplo, começou a usar mais dos arremessos de três para conseguir desafiar os rivais. As jogadas individuais de LeBron James com certeza foram mais importantes, porém essa não foi a única tática utilizada por Frank Vogel para desbancar o Miami Heat na série final por 4 a 2.
Os títulos e o domínio do Golden State Warriors entre 2015 e 2019 mudaram a NBA para sempre. A grande efetividade de Stephen Curry, que tem um aproveitamento de 90,6% nos lances livres, foi muito usada para vencer os jogos. Isso valorizou os jogadores mais completos, principalmente os de estatura alta. Ser pivô não é mais desculpa para errar um lance livre. As equipes estão buscando atletas que podem fazer a diferença em qualquer minuto na quadra.
A próxima temporada da NBA promete manter essa tendência, e não apenas dos arremessos, mas também dos jogos mais velozes e dinâmicos. Aquele estilo de jogo mais lento e pensado, comum nos anos 80 e 90, perdeu espaço para o modelo atual. O Lakers tem buscado se adaptar a isso, e a promessa é de jogos excelentes até as finais marcadas para junho de 2022.
De olho nos gigantes
Algumas equipes já conseguiram entender as mudanças na NBA e aproveitaram isso para garantir bons resultados. O melhor exemplo é o Milwaukee Bucks, atual campeão e dono de um dos melhores jogadores da liga. Estamos falando do grego Giannis Antetokounmpo, que mesmo com 2,11 metros de altura possui um aproveitamento nos lances livres acima dos 70%. O estilo de jogo do ala-pivô garantiu não apenas o título da equipe neste ano, como também o MVP das finais.
O curioso é que durante os playoffs Giannis teve algumas dificuldades para converter lances livres e fez a equipe sofrer por conta disso. Ele está acostumado a ser alvo de faltas, e isso significa que a jogada costuma acontecer com certa frequência. Porém, após acertar a jogada, ele fez diferença em quadra, principalmente contra o Phoenix Suns.
A NBA dita o ritmo do basquete mundial, e a tendência hoje é de velocidade e dinâmica. Além disso, os arremessos e os lances livres precisam ser pontos garantidos. Quanto melhor o aproveitamento dos jogadores, maior é a hipótese de vitória nas quadras atualmente.



