07 de Outubro de 2021 postado por Renato Campos
A pouco mais de 10 dias para o início da temporada da NBA, as questões extra quadra tem sido mais discutidas do que as apresentações dos times na pré-temporada da liga. Durante o "Media Day" dos times, a pergunta que mais foi feita pelos jornalistas era relacionada a vacina contra a COVID-19. A NBA anunciou que 95 por cento de seus jogadores já estão vacinados e aptos a atuarem em qualquer cidade dos Estados Unidos, mas alguns nomes continuam firmes em serem contra a campanha.
No centro de tudo, Kyrie Irving é o nome mais forte contra a vacinação e parece irredutível em relação a sua decisão. Irving participou do Media Day do Nets de sua casa, através do aplicativo Zoom e disse que não iria se pronunciar em relação ao seu status de vacinação.
De lá pra cá, Irving perdeu treinos e deve ficar de fora dos jogos do time quando eles atuarem em Brooklyn, justamente porque Nova Iorque é uma cidade que não permite que não vacinados estejam dentro de arenas e ambientes fechados.
Até onde a decisão de Irving afeta a liga como um todo, além do seu time Brooklyn Nets?
A franquia se pronunciou essa semana de que não sabe como vai proceder em relação a Kyrie caso ele não se vacine. Se eles quiserem fazer um esforço gigantesco para ter o jogador em quadra sem se vacinar, eles teriam que mudar toda sua logistica e treinar cerca de 24 quilômetros da sua arena Barklays Center no Brooklyn. Mas a franquia já confirmou que essa não é uma opção.
A questão divide opiniões dos torcedores e dos próprios jogadores. Se por um lado muitos acreditam que a vacina não é uma decisão particular e sim uma causa de todos, outros acreditam que cada um sabe o que fazer com seus corpos.
Fato é, que se Kyrie Irving não mudar sua decisão, toda liga perde e não apenas o Nets. Como um dos times candidatos a título, deve ser no mínimo frustrante para seus companheiros terem que lidar com essa questão antes mesmo da temporada começar. Como um todo, a liga perde em competitividade em uma temporada que promete ser uma das mais equilibradas dos últimos anos.
Por trás de uma suposta defesa de seus direitos, Kyrie e outros parecem não enxergar a sociedade que os cerca e lidam de forma individualista e no mínimo egocêntrica. Em tempos difíceis, um pouco de empatia não faz mal a ninguém.



