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    Renato Campos

    10 de Outubro de 2021 por Renato Campos

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    Na última semana, o ex-técnico e hoje analista Mark Jackson, levantou a questão de como LeBron James mudou as regras do jogo se tratando da capacitação dos jogadores da NBA ao longo dos anos. Jackson enfatizou o quão importante é para os jogadores terem controle sobre suas vidas e suas decisões, o que Lebron estabilizou, mas que segundo ele, não recebe crédito suficiente.

    “LeBron James mudou o jogo, e ele não recebe crédito suficiente por isso. Ele mudou o jogo não apenas como jogador de basquete, mas também como homem de negócios. Ele permitiu que os caras percebessem o poder que eles têm”, disse Jackson em uma recente aparição no Club Shay Shay.

    Desde então, vimos Kevin Durant decidir jogar no Warriors e desistir do time da Bay Area anos depois para jogar no Nets. Vimos James Harden deixar o Rockets, para se juntar a Durant e muitos outros exemplos de jogadores que ditaram seus futuros para um cenário onde estariam mais confortáveis.

    Mais recentemente, Russell Westbrook não forçou uma troca para o Lakers, mas disse a diretoria do Wizards que gostaria muito de jogar pelo time de sua cidade, caso tivesse a oportunidade. Com uma negociação boa para ambos os lados, a troca foi feita.

    Embora seja uma vitória para a classe de jogadores, nem sempre os planos dão muito certo. O caso Ben Simmons tem sido um baita exemplo de uma postura um tanto quanto controversa se tratando do posicionamento do jogador que busca seu futuro tendo como base apenas sua decisão.

    Simmons é personagem de uns dos impasses mais bizarros da liga nos últimos anos. O jogador não mudou sua decisão de que não vai jogar pelo Sixers esta temporada e a diretoria não quer simplesmente abrir mão do jogador por qualquer negócio. Pelo que parece, as tentativas frustradas de uma troca, mostram um cenário nebuloso para um jogador que foi muito mal nos últimos playoffs e que acabou sendo exposto a uma realidade de que seu valor está longe do que ele próprio imaginava. 

    Outro exemplo que se desdobrou no final da offseason, foi o do armador Dennis Schroder. O então armador do Lakers teria recusado um contrato milionário de US$ 84 milhões e acabou fechando com o Celtics um contrato de um ano por algo em torno de US$ 5 milhões. Muito menos do que ele próprio esperava.

    Por muitas das vezes, empoderamento precisa vir aliado com jogo de cintura. Nos dois casos acima, e muito mais na situação de Ben Simmons, isso parece não ter sido considerado. Simmons tem inúmeras qualidades, mas seu posicionamento o faz hoje um jogador que acreditava que encontraria um novo time com facilidade, mas sofre com a dura realidade do seu mercado.

    Os jogadores devem lutar por seus direitos e buscar melhores condições de trabalho, mas um pouco de bom senso, humildade e jogo de cintura, deve se fazer necessário.

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