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    Antonio Collar

    29 de Fevereiro de 2024 postado por Antonio Collar

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    O fã do Los Angeles Lakers que dormiu mais cedo na quarta-feira (28) acordou hoje com a notícia da maior virada da equipe na temporada. A vitória sobre os Clippers, após estar perdendo por 21 pontos no último período, deixou lições para os 22 compromissos que ainda restam até abril.

    A mais importante talvez seja a consolidação de uma identidade, algo comentado por Anthony Davis depois de bater o Utah Jazz, no dia 15, antes da parada para o All-Star. Mesmo que o nono lugar da Conferência Oeste seja uma posição desconfortável e que não garante vaga direta nos Playoffs, o torcedor tem motivos para estar otimista.

    Depois de um janeiro atrapalhado, com apenas sete vitórias em 15 jogos, os Lakers reencontraram o bom basquete que rendeu o título da Copa NBA no final do ano passado. Em fevereiro, o time de Darvin Ham entrou em quadra 11 vezes e venceu oito, com somente três tropeços - em um deles, diante dos Warriors, LeBron James foi desfalque. Esta noite, a equipe recebe o Washington Wizards, dono da segunda pior campanha da liga, e tem a chance de melhorar ainda mais o aproveitamento.

    Mais do que um clássico instantâneo de temporada regular, o duelo contra os Clippers pode ter sido o ponto de virada definitivo de um grupo que já vinha apresentando sinais claros de evolução. Na noite de ontem, contra o rival direto da cidade e também um dos mais fortes candidatos ao título, vimos o melhor e o pior que os Lakers podem oferecer.

    Ataque empolga, mas defesa ainda preocupa

    Durante 36 minutos, o que se viu foi a pior versão. Mesmo desfalcados de Paul George e Ivica Zubac, os Clippers conseguiram marcar 30 ou mais pontos nos três primeiros quartos. E este tem sido justamente o maior ponto de preocupação para a comissão técnica roxa e dourada.

    Em fevereiro, os Lakers têm o 19º Defensive Rating do campeonato, com 115.8. Na prática, isso significa que a equipe leva 115.8 pontos de média a cada 100 posses. Entre os que estão em posições de classificação direta para os Playoffs, só o próprio Clippers (119.1) e Philadelphia 76ers (120.0) se saíram pior neste mês.

    Nos 12 minutos finais, no entanto, o problema foi superado. Mais do que o show de LeBron, que anotou 19 pontos e distribuiu quatro assistências, o setor defensivo foi fundamental para a virada. Os Clippers foram limitados a apenas 41% de aproveitamento nos arremessos (7-17) e 14.3% nas bolas triplas (1-7). O grupo de Tyronn Lue marcou 16 pontos, menos do que LeBron sozinho, e teve seis turnovers, mesmo número que havia cometido nos três primeiros períodos somados.

    No ataque, o time foi bem a noite inteira, acertando acima dos 50% dos arremessos em todos os quartos. O ponto fora da curva nos minutos finais apareceu nos chutes do perímetro, com nove acertos em 14 tentativas - LeBron acertou cinco dos oito que arriscou. Ofensivamente, aliás, os Lakers estão bem já faz algum tempo.

    Nas 11 partidas de fevereiro, Los Angeles conseguiu o 3º melhor Offensive Rating da competição, com 119.5 pontos a cada 100 posses. Somente Boston Celtics (124.6) e Oklahoma City Thunder (121.4) foram superiores ao longo do mês. A soma do Defensive e com o Offensive Rating gera aos Lakers um Net Rating de 3.8. Ou seja: a cada 100 posses nos últimos 11 jogos, uma média de 3.8 pontos a mais do que seus adversários. Neste ranking, o time fica em 12º, o que mostra bem o desequilíbrio entre os dois lados da quadra.

    As chaves para os Lakers subirem na tabela

    Ainda que a virada sobre os Clippers tenha ficado marcada pelo show de LeBron James nos instantes finais, a realidade do grupo é outra. Darvin Ham parece finalmente ter encontrado um quinteto inicial, e todos vêm correspondendo.

    Em fevereiro, quatro dos cinco titulares tiveram média superior a 15 pontos, enquanto Rui Hachimura chegou perto, com 14.5. LeBron e Davis lideraram no quesito, com 26.6 e 24.4, respectivamente, mas destaque para a melhora significativa de D’Angelo Russell: 20.0 pontos e 42.5% de aproveitamento nos chutes do perímetro. Austin Reaves contribuiu com 17.7 pontos.

    O sistema com dois armadores ao lado de LBJ também tem funcionado. No mês, o trio foi responsável por cerca de 22.9 assistências por noite, sendo 8.8 de LeBron, 7.7 de D’Angelo e 6.4 de Reaves. James e Russell aparecem no top 10 de assistências entre todos os jogadores da NBA em fevereiro, sendo os únicos dois a jogarem juntos.

    Do outro lado, a expectativa é de que as coisas evoluam com os retornos de Christian Wood e, principalmente, Jarred Vanderbilt. Um dos responsáveis pelo crescimento da equipe na reta final da temporada passada, Vando esteve à disposição em apenas 29 partidas em 2023-24. Com ele em quadra, o Defensive Rating do time é de 109.7, número que hoje faria os Lakers terem a segunda melhor defesa do campeonato, atrás dos Wolves (107.6).

    Lakers vão bem contra os adversários mais fortes

    Se terminar com uma das primeiras posições do Oeste já parece um objetivo impossível de alcançar, ao menos os torcedores podem se apegar ao bom aproveitamento contra os líderes. A vitória de ontem, inclusive, serviu também para consolidar a liderança por 3 a 1 nos quatro encontros com o Clippers, acabando de vez com o desequilíbrio que havia desde 2020 - a invencibilidade adversária chegou a durar 11 jogos no período.

    Dos seis times que hoje iriam para os Playoffs na conferência, somente o líder Minnesota Timberwolves e o atual campeão Denver Nuggets levam vantagem nos confrontos diretos contra LA. Confira abaixo o aproveitamento.

    Lakers contra os times dos Playoffs

    Lakers vs Timberwolves: 0-2

    Lakers vs Thunder: 2-1

    Lakers vs Nuggets: 0-2

    Lakers vs Clippers: 3-1

    Lakers vs Suns: 3-2

    Lakers vs Pelicans: 2-1

    Lakers em fevereiro

    Aproveitamento dos Lakers em fevereiro

    8 vitórias

    3 derrotas

    3º em Offensive Rating (119.5 pontos)

    19º em Defensive Rating (115.8)

    12º em Net Rating (3.8)


    Quinteto titular em fevereiro

    LeBron James: 26.6 pontos, 8.8 assistências e 5.4 rebotes

    Anthony Davis: 24.4 pontos, 3.3 assistências e 13.1 rebotes

    D'Angelo Russell: 20.0 pontos, 7.7 assistências e 3.9 rebotes

    Austin Reaves: 17.7 pontos, 6.4 assistências e 3.9 rebotes

    Rui Hachimura 14.5 pontos, 0.9 assistências e 4.5 rebotes

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