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    Antonio Collar

    21 de Junho de 2024 postado por Antonio Collar

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    Depois de uma longa novela, na quinta-feira (20) finalmente veio a confirmação: JJ Redick será o novo treinador dos Lakers. O ex-jogador, que trabalhou como comentarista nas finais da NBA deste ano, chegou a um acordo para comandar a equipe pelas próximas quatro temporadas. Com 15 anos de experiência como atleta na liga, além de uma marcante passagem por Duke no basquete universitário, Redick fará sua estreia como técnico.

    Sem sucesso na investida por Dan Hurley, bicampeão da NCAA por UConn, Rob Pelinka voltou sua atenção ao primeiro nome que havia ganhado força publicamente. Desta vez, o negócio foi fechado, e Los Angeles finalmente tem um treinador para 2025. Mas e agora, com JJ contratado, quais são os desafios que a diretoria dos Lakers ainda precisa superar se quiser brigar pelo título? Aqui vão alguns pontos

    1. Renovação com LeBron James

    Como todos sabem, LeBron James e JJ Redick se tornaram sócios de podcast nos últimos meses. Os dois comandam o programa chamado Mind The Game desde março, onde discutem e analisam questões técnicas e táticas do esporte. Ainda assim, a contratação de Redick como treinador não é garantia de que LeBron permanecerá - ainda que pareça um belo indício.

    Segundo diferentes insiders da imprensa norte-americana, James não tomou parte na busca por um novo treinador. Diferente do que muitos imaginam, a contratação de Redick trata-se de uma convicção de Pelinka e visa o futuro da equipe a longo prazo, já para quando o camisa 23 estiver aposentado.

    Desta forma, a primeira missão dos Lakers na offseason será a renovação de contrato do quatro vezes MVP. O Rei se tornará agente livre nos próximos dias e, embora a tendência hoje seja de permanência, ele será um dos nomes mais cobiçados desta janela.

    2. Encontrar um novo armador

    Ninguém em Los Angeles viveu mais altos e baixos em 2024 do que D'Angelo Russell. O armador começou a temporada cotado para ser negociado em meio, mas a partir de janeiro transformou-se em um dos armadores mais eficientes da NBA, e a diretoria optou por mantê-lo. O problema é que nos Playoffs a história foi a mesma de 2024: nos momentos de decisão, D'Lo desapareceu e deixou o ataque carente.

    Assim como LeBron, Russell tem uma Player Option e já informou que deve recusá-la para explorar novas opções no mercado. Sem seus US$ 18 milhões de salário, os Lakers terão de buscar um novo armador para 2025. Entre os nomes que estarão disponíveis no mercado, o maior destaque fica com James Harden.

    3. Encontrar um ala versátil

    D'Angelo Russell levou boa parte da culpa nos momentos de dificuldade na série contra o Denver Nuggets, mas a verdade é que faltaram alternativas ao elenco. Na posição de alas, especialmente. Rui Hachimura não conseguiu repetir o desempenho dos Playoffs de 2023, e Jarred Vanderbilt passou boa parte do ano lidando com lesões.

    Um objetivo de Rob Pelinka neste verão norte-americano precisa ser encontrar um ala que consiga ser efetivo tanto na defesa quanto no ataque, mesmo que o volume ofensivo não seja do mesmo nível das estrelas. Dos nomes que devem estar à disposição no mercado, o melhor com certeza é OG Anunoby, que deve custar caro.

    4. Aproveitar o Draft

    A turma deste ano não é das melhores, verdade. Os Lakers não têm escolhas de loteria, verdade também. Ainda assim, Rob Pelinka precisa ter muito cuidado com o que fará com as picks de número 17 e 55. Para além da questão de escolher ou não Bronny James, é hora de saber ser estratégico com o evento.

    Em um time que passará novamente por uma espécie de reconstrução, ter duas escolhas de Draft à disposição pode ser uma boa moeda de troca na busca por reforços de impacto imediato. Hoje, talvez este pareça um caminho melhor do que apostar em jovens para serem desenvolvidos a longo prazo. Com LeBron James e Anthony Davis saudáveis, a prioridade tem de ser competir imediatamente.

    5. Um reserva (ou mais) para Anthony Davis

    Lembra daquela discussão se Anthony Davis deveria jogar como pivô? Depois de duas temporadas jogando na posição de número quatro, AD oficialmente abraçou ser o último homem da formação nos anos mais recentes. Em 2024, porém, Pelinka falhou em encontrar um substituto para o camisa 3.

    No ano que passou, o único reserva da função foi Jaxson Hayes, muito pouco para substituir alguém com as obrigações de Davis em ambos os lados da quadra. No mais, Darvin Ham precisava recorrer a formações mais baixas quando tirava o pivô por uns minutos. Será preciso mais do que isso para brigar pelo título em 2025.

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