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    Paola Zanon

    18 de Junho de 2024 postado por Paola Zanon

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    O Boston Celtics acaba de conquistar seu 18º título da NBA, e pela temporada que fez em 2023-24, não poderia ser diferente.

    Dos 82 jogos da fase regular, foram 64 vitórias e apenas 18 derrotas que consolidaram o maior rival do Lakers com a melhor campanha da liga.

    Na pós-temporada, apenas três derrotas: Jogo 2, contra o Miami Heat na primeira rodada; Jogo 2, contra o Cleveland Cavaliers nas semifinais do Leste; e Jogo 4, contra o Dallas Mavericks pelas Finais da NBA. Ao todo, foram 101 jogos e apenas 21 derrotas.

    O Lakers, por outro lado, passou longe de ter uma temporada tão consistente quanto a de seus rivais. Após 47 vitórias na fase regular, o time conseguiu uma vaga nos Playoffs depois de disputá-la no Play-in com o New Orleans Pelicans.

    Logo na primeira rodada, o time sofreu com o fantasma que o varreu das Finais do Oeste em 2023. Apesar de não ter sido uma nova varrida para o Denver Nuggets, o Lakers não conseguiu avançar, e logo as mudanças já começaram a aparecer, principalmente com a demissão de Darvin Ham.

    Mas o que mais será necessário para que o Lakers faça uma temporada consistente no próximo ano?

    O Boston Celtics encontrou sucesso na continuidade

    Antes do título deste ano, o Boston Celtics viveu um período de 16 anos de seca — sua última conquista havia sido em 2008. Mas há pelo menos oito anos, a franquia vinha trabalhando em um projeto de longo prazo.

    Duas escolhas altas de Draft possibilitaram as chegadas de Jaylen Brown em 2016 e de Jayson Tatum em 2017, como duas das maiores promessas da NBA. Esse foi o salto inicial que o time deu para voltar a competir em alto nível — a dupla nunca ficou de fora dos Playoffs, por exemplo.

    Mas mais do que o investimento depositado nas duas jovens estrelas, que foram se moldando ao time cada vez mais, o Celtics tem optado por manter as coisas "em família".

    Técnico da equipe desde 2013, Brad Stevens foi demitido em 2021, mas voltou com outra função: general manager. E toda a familiaridade do ex-treinador com o time foi essencial para que o projeto de longo prazo fosse para frente.

    No lugar dele, foi contratado Ime Udoka, que levou o time às Finais da NBA pela primeira vez desde 2010, perdendo em seis jogos para o Golden State Warriors. Mas quando um relacionamento "impróprio" com uma funcionária da franquia veio à tona, o treinador foi suspenso e, mais tarde, desligado.

    Foi aí que as coisas voltaram a ficar "em família": Joe Mazzulla assumiu inicialmente como técnico interino, tendo sido efetivado no começo da atual temporada. Apesar da pouca idade, o treinador já fazia parte da equipe técnica desde 2019, quando Stevens ainda era o principal.

    Além de toda a familiaridade na direção e na equipe técnica, um trabalho de continuidade aconteceu também em quadra. Hoje, a rotação do time é formada, principalmente, por jogadores que foram draftados pelo Celtics — ou que já estão lá há alguns anos. Mas ainda haviam algumas deficiências a serem corrigidas, por isso as contratações de Kristaps Porzingis e Jrue Holiday, dois jogadores experientes, foram tão importantes.

    A diferença entre montar e construir

    Esse trabalho do Boston Celtics a longo prazo e investimento em escolhas altas de Draft não acontecem em Los Angeles desde a chegada de Kobe Bryant em 1996 — essa foi a última grande estrela criada pelo Lakers. E deu muito certo, foram cinco títulos na conta dele.

    LeBron James e Anthony Davis já chegaram ao elenco com uma bagagem bem-sucedida. E nos últimos anos, a franquia tem apostado em trazer grandes estrelas em vez de criar grandes estrelas.

    O Boston Celtics não montou um time campeão. O Boston Celtics vem construindo um time campeão desde sua aparição nas Finais da NBA em 2010.

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