Faltando apenas oito jogos para o fim da temporada regular 2024-25, o Lakers está em contagem regressiva para garantir sua vaga nos playoffs — e, quem sabe, tentar um salto ousado na tabela da Conferência Oeste. Mas para isso, além de contar com as estrelas consagradas como LeBron James e Luka Doncic, o time precisará apostar em jogadores que, até pouco tempo atrás, passavam despercebidos.

É o caso de Jaxson Hayes, pivô que tem se mostrado cada vez mais essencial na rotação comandada por JJ Redick.

Um dos calendários mais difíceis da NBA

A reta final do Lakers não será simples. O time enfrenta o segundo calendário mais difícil da liga, com um aproveitamento combinado dos adversários de 59,3%. A agenda inclui duas partidas contra o Oklahoma City Thunder, duas contra o Houston Rockets e confrontos diretos contra Warriors e Mavericks — todos adversários diretos na briga por mando de quadra ou pela sobrevivência no play-in.

Com os jogos valendo muito, Redick precisará tomar decisões estratégicas e cirúrgicas. E entre elas, aumentar os minutos de Hayes pode ser uma das mais importantes.

Produção eficiente e impacto direto nas vitórias

Desde que Luka Doncic estreou com a camisa do Lakers, Jaxson Hayes vem recebendo mais minutos — e respondendo com impacto. Nesse período, ele tem médias de 9,2 pontos, 5,5 rebotes e 1 toco por jogo, além de um impressionante 78,6% de aproveitamento nos arremessos. Tudo isso em cerca de 23 minutos por partida.

Mas o que realmente chama atenção é o reflexo do tempo de quadra de Hayes nos resultados do time:

– Com Hayes jogando pelo menos 20 minutos: campanha de 11-2

– Com menos de 20 minutos: 3-4

– Quando Hayes joga mais de 25 minutos: 6-2

– Quando não joga: 0-4

Esses números mostram que, apesar de não ser uma estrela, Hayes se tornou um termômetro importante para o sucesso do time. Sua presença física, energia nos rebotes e papel como finalizador de pick-and-roll têm se encaixado perfeitamente no sistema de Redick.

Small ball ou jogo físico? Hora da decisão para Redick

Com a saída de Anthony Davis e a não-chegada de Mark Williams, o Lakers ficou com poucas opções de garrafão. Em algumas situações, JJ Redick tem apostado em formações mais leves, priorizando velocidade e espaçamento. Mas com adversários como Houston (melhor time da liga em rebotes) e OKC (que impõe muito contato físico no garrafão), o small ball pode ter um limite.

Hayes representa exatamente o oposto: força, envergadura e presença na proteção do aro. O que antes parecia um recurso pontual, agora vira uma necessidade tática — e possivelmente, um diferencial competitivo na hora que mais importa.