O Lakers derrotou o Warriors por 105-99 no sábado à noite e, de cara, ganhou algo que vinha faltando: um arremessador que a defesa adversária realmente respeita. O Lakers está entre os dez piores times da NBA em bolas de três convertidas e aproveitamento nesta temporada, e enxergou na trade deadline a chance de corrigir parte desse problema ao trazer Luke Kennard. O impacto foi imediato.

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Na sua primeira partida com a camisa roxa e dourada, Kennard fez 10 pontos, além de 2 rebotes, 2 assistências e 1 roubo em 26 minutos. Ele acertou 4 de 7 nos arremessos e converteu 2 bolas de três, mostrando por que sua presença muda a forma como o adversário defende.

O Lakers precisava de um “floor spacer” confiável e encontrou

Kennard, de 29 anos, chega com reputação de jogador de elite no perímetro: ele acertou 49,7% de três em Atlanta e tem mais de 44% de aproveitamento na carreira. Para um time que sofreu a temporada inteira com espaçamento irregular, isso não é detalhe — é uma mudança de espaçamento. O adversário passa a hesitar em ajudar demais no garrafão, e as leituras ofensivas ficam mais limpas.

Além disso, Kennard está em contrato expirante, ou seja, tem motivação extra para produzir e buscar um novo acordo. Ele tem tudo para encarar esse trecho como vitrine, e o Lakers espera transformar essa urgência em pontos reais no placar.

Mesmo sem Luka, Kennard trouxe soluções

Luka Doncic não jogou por conta de uma lesão na coxa, mas o encaixe futuro parece evidente. Luka é um dos melhores criadores do mundo e um especialista em gerar triplas da zona morta: ele atrai ajuda no pick-and-roll e solta a bola no canto quando a defesa colapsa. Colocar Kennard nesses spots é, para o Lakers, a promessa de “colheita fácil” quando o time estiver completo.

E Kennard não foi apenas estático esperando passe. Quando a marcação correu para tirá-lo da linha de três, ele mostrou que consegue colocar a bola no chão, fazer uma leitura a mais e até pontuar no mid-range. Ter mais um jogador capaz de tomar decisões ofensivas é especialmente valioso em noites em que uma estrela está fora.

Redick e Kennard: conexão Duke e encaixe de sistema

Há também um fator de contexto: JJ Redick tem perfil de técnico que tende a maximizar arremessadores e movimentos fora da bola, e ele conhece Kennard há anos, com a ligação de Duke. A expectativa é que Redick o coloque em ações que valorizem seus pontos fortes: staggers, handoffs, relocations e chutes rápidos antes da defesa se organizar.

O ponto de atenção: defesa

O pacote vem com a conta a pagar. O arremesso e o espaçamento de Kennard precisam compensar sua defesa abaixo do ideal. Em playoff, times bons atacam o elo mais fraco repetidamente, e esse será o teste real: o Lakers vai precisar protegê-lo com esquema, matchups e minutos bem geridos. O Warriors não conseguiu explorar isso ao máximo, mas adversários mais completos provavelmente vão tentar.