Novos relatos sobre os bastidores do Lakers revelam que o relacionamento entre LeBron James e Russell Westbrook nunca foi realmente harmonioso, apesar das aparências públicas. Enquanto LeBron dizia apoiar Westbrook durante o turbulento período do armador em Los Angeles, fontes próximas ao vestiário afirmam que, por trás das câmeras, o astro tentava articular outra direção para o time.

LeBron queria Kyrie Irving de volta, e o preço seria Westbrook

Segundo fontes próximas ao time, LeBron pressionou discretamente pela contratação de Kyrie Irving, seu ex-companheiro de Cleveland Cavaliers, ainda que publicamente negasse qualquer interesse. A negociação, caso acontecesse, exigiria o envio de Westbrook em uma troca, algo que LeBron nunca admitiu abertamente.

Em entrevistas, ele repetia o bordão “Let Russ be Russ”, insinuando que apoiava o armador e queria que ele jogasse com liberdade. Nos bastidores, porém, o apoio parecia mais político do que genuíno. A relação entre os dois, segundo relatos, esfriou rapidamente.

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O episódio com Will Smith e a reação de Westbrook

Westbrook e LeBron durante aquecimento do Lakers.

Um dos episódios mais simbólicos dessa tensão aconteceu durante um evento do Lakers em que Will Smith seria o convidado especial. Antes da chegada do ator, LeBron e Anthony Davis deixaram o local abruptamente, retornando minutos depois de forma performática, sorrisos, brincadeiras e citações de filmes. LeBron dominou a conversa, fazendo perguntas e recitando falas de À Procura da Felicidade.

De acordo com testemunhas, Westbrook observou a cena com incredulidade. Após o evento, teria desabafado a um companheiro de equipe: “Eu odeio essa falsidade. Simplesmente não consigo lidar com isso.”

Autenticidade ou encenação?

Com o tempo, Westbrook começou a enxergar LeBron como alguém que tentava construir uma imagem pública calculada, muitas vezes distante da realidade. Ele se incomodava com momentos em que o astro parecia se contradizer ou agir de forma ensaiada: dizer que The Godfather era seu filme favorito sem saber citar uma única fala, levar o livro The Autobiography of Malcolm X para entrevistas sem nunca comentar sobre o conteúdo, e até afirmar que previu o jogo dos 81 pontos de Kobe Bryant.

Essas atitudes, segundo pessoas próximas, reforçaram em Westbrook a percepção de que LeBron James era inautêntico, alguém mais preocupado em manter o controle da narrativa do que em ser verdadeiro com os companheiros.

Mesmo com o fim da parceria, a passagem de Westbrook pelo Lakers ainda é lembrada como um dos períodos mais tensos da era LeBron em Los Angeles. E esses relatos apenas reforçam o quanto a atmosfera nos bastidores estava longe de ser tão harmoniosa quanto as entrevistas faziam parecer.