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    O que a chegada de Magic Johnson significa ou representa para o momento atual do Lakers e também para o futuro? Esta é uma pergunta que gerou muitos debates entre os torcedores e alguns pontos são importantes de serem analisados.

    Como será em relação à Jim Buss?

    Magic Johnson sempre foi muito claro em seus posicionamentos sobre Jim. Desde elogios quando ocorreram as trocas que trouxeram Steve Nash e Dwight Howard até as fortes críticas em relação à contratação dos treinadores Mike D’Antoni e Mike Brown.

    Jim Buss já entrou em contato com Magic Johnson para saber suas intenções e Magic deixou claro que chegou para ajudar, que as questões do passado podem ficar lá mesmo. Eles irão se encontrar em uma reunião após o All-Star Game, junto com Mitch Kupchak, onde irão repassar tudo que envolveu as recentes escolhas feitas pelo time de operações de basquete.

    Vejo Magic como um cara muito honesto, ele está aqui para ajudar. Ele é um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos. Quem não iria querer valorizar sua opinião? Estou empolgado para trabalhar com Magic por muitos anos. @JimBuss

    E a promessa de que deixaria o cargo caso o Lakers não chegasse às Finais de Conferência do Oeste (feita em 2014) e que expiraria este ano? Mistério. Jeanie Buss tem poderes administrativos para exigir a saída de Jim, mas isto poderia causar um atrito que traria ainda mais turbulência para a franquia. Se Jim estiver mesmo empolgado com a chegada de Johnson, pode querer ficar mais tempo no cargo.

    Qual o futuro de Mitch Kupchak?

    Magic tem apreço por Mitch, afinal, Kupchak começou a fazer parte da diretoria executiva de basquete em 1986, período de glória de Jonhson no Lakers. Mitch tem bons trabalhos à frente do Lakers desde o ano 2000, quando se tornou o grande tomador de decisões das operações de basquete, mas, ocorrem questionamentos sobre sua habilidade no mundo atual da NBA.

    De acordo com fontes com conhecimento sobre o assunto, Magic tem ouvido de agentes de jogadores e executivos de outros times pela Liga de que, o perfil “certinho” de Kupchak provavelmente custou ao Lakers algumas ótimas oportunidades de reforçar o time.

    Isaiah Thomas, hoje no Boston Celtics, declarou ao jornalista Zach Lowe em 2014 o desejo de jogar no Lakers. “Eu sempre me vi jogando no Lakers”, disse Thomas. Como o Lakers estava esperando uma resposta de Carmelo Anthony, Isaiah aceitou uma oferta de 4 anos pelo valor de U$28 milhões no total feita pelo Suns.

    No mesmo ano, o Lakers demonstrou interesse em Kyle Lowry, mas não fizeram uma proposta para ele também por aguardar Anthony. No ano seguinte, a diretoria acabou optando por não renovar com Kent Bazemore, mesmo vendo potencial no jogador, pois estava atrás de LaMarcus Aldridge, Greg Monroe e DeAndre Jordan. Posteriormente, Bazemore aceitou uma proposta inferior do Hawks por questões de lealdade e o Lakers ficou na mão novamente.

    Trevor Ariza é outro que tinha interesse em retornar, mas sem uma negociação efetiva, acabou optando por aceitar uma oferta do Rockets de 4 anos pelo valor total de U$32 milhões e hoje é peça fundamental no time do Texas. O comportamento “dentro da caixa” de Kupchak foi evidenciado por um agente de jogador. 

    Ele é o único gerente geral na Liga que não faz tentativas antes das 9:01 p.m na primeira noite do mercado de contratações. Então, quando ele liga para demonstrar interesse, não tem nada encaminhado.

    A NBA tem uma regra onde tratativas para contratação de jogadores só podem ser feitas oficialmente após o início do período de contratações, porém, existem formas de conseguir verificar interesses e possibilidades sem quebrar as regras ou ser politicamente incorreto. Desta forma, o Lakers não começaria atrás de outras equipes nas negociações.

    Talvez por este motivo, o Lakers agiu rápido nas contratações de Luol Deng e Timofey Mosgov. Antes de dar qualquer chance à outras equipes, o Lakers ofereceu contratos altamente lucrativos aos dois jogadores. Mosgov aceitou a oferta de 4 anos pelo total de U$64 milhões e Deng, apesar de ter ouvido propostas de outros times, preferiu o L.A. por contar com um ano a mais de contrato, são 4 anos no valor de U$72 milhões.

    Na época e principalmente hoje estas contratações são muito questionadas, afinal, Mosgov está perdendo espaço para o novato Ivica Zubac e também para Tarik Black. O deenvolvimento de Brandon Ingram também pode ter impacto no tempo de jogo de Luol Deng. Como ficaria a situação das duas recentes contratações do Lakers? As consequências não se resumem somente à tempo em quadra, como veremos à seguir.

    Qual o impacto das decisões recentes de operações de basquete para o futuro?

    Deng e Mosgov podem ser veteranos com boas influências no vestiário, mas dentro de quadra a situação tem se mostrado diferente. Deng é o 114º na Liga em diferencial de pontos e Mosgov o 396º. Este ranking mostra a diferença de pontos que um time tem (para mais ou menos) em relação ao adversário quando um determinado jogador está em quadra. Deng está em uma posição ruim para o valor de seu contrato, mas quando Mosgov está em quadra, o Lakers tem ficado muito atrás no placar.

    Se este panorama continuar, como os contratos de Mosgov e Deng podem afetar o futuro? Três das últimas escolhas do Lakers no Draft, Julius Randle, D'Angelo Russell e Brandon Ingram, em breve estarão elegíveis à extensões contratuais, começando com Randle neste próximo verão (e então Russell em 2018 e Ingram em 2019). Com um bom planejamento, o Lakers pode ser capaz de ter espaço para contratar um jogador renomado nesta próxima janela de negociações, como Blake Griffin ou Gordon Hayward. A questão é, se o Lakers gastar por volta de U$20 ou U$30 milhões para isso, as extensões para os jovens jogadores vão deixar a folha salarial bem apertada para futuras movimentações, justamente pelos contratos de Mosgov e Deng.

    Seria a hora de aproveitar os bons momentos de Nick Young e Lou Williams e negociá-los? Porque negociar Deng ou Mosgov seria mais complicado sem incluir jovens revelações como Larry Nance Jr. ou Ivica Zubac. Até a data limite de 23 de fevereiro para trocas, Magic Johnson já pode começar a provar seu valor pensando nestas situações.

    Resumo da ópera

    Além de todas as questões relacionadas às operações de basquete, Johnson terá um papel fundamental em ser a ponte entre Jeanie Buss e a dupla Mitch/Jim. Jeanie quase não se envolve nas decisões relacionadas ao time. Com Magic como conselheiro, Jeanie conta com um aliado com trânsito nas operações de basquete para saber melhor o conteúdo que leva as decisões de negociações/contratações. No fim das contas, Magic Johnson pode ser peça fundamental novamente para levar o Lakers de volta às glórias, assim como fez na década de 80.

    Fonte: Ramona Shelburne/ESPN

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