Austin Reaves acabou de viver aquele tipo de fim de semana que muda a forma como um jogador é visto dentro da liga. Em dois dias, em back-to-back, ele saiu definitivamente da caixinha de “coadjuvante de luxo” e se firmou como uma das peças mais importantes da engrenagem ofensiva do Lakers. Não que a gente já não soubesse disso.

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Contra o Pelicans, 31 pontos

Na sexta-feira, diante do New Orleans Pelicans, Reaves já tinha dado o primeiro recado de que o fim de semana não seria normal. Em uma vitória importante pela Copa da NBA, ele foi simplesmente absurdo:

. 31 pontos

. 9/16 nos arremessos de quadra

. 7 assistências

Mais do que os números, impressionou a forma como ele comandou o ataque quando Luka Doncic descansava e como puniu a defesa quando estava ao lado do esloveno. Agressivo atacando o aro, confortável criando a partir do pick-and-roll e, principalmente, totalmente à vontade assumindo responsabilidade em jogo grande.

Contra o Bucks, confirmação em back-to-back pesado

Se sexta já tinha sido grande, sábado foi a confirmação. Em plena Milwaukee, contra Giannis Antetokounmpo e um Milwaukee Bucks que tentou reagir várias vezes no segundo tempo, Reaves manteve o nível como se não existisse desgaste. O boxscore contra o Bucks fala por si:

. 25 pontos

. 9/17 nos arremessos de quadra

. 5/9 nas bolas de três

. 8 assistências

. 6 rebotes

. 1 roubo de bola

Foi ele quem, no quarto período, matou a maior parte das tentativas de reação de Milwaukee. Com Luka Doncic no banco em alguns momentos, Reaves assumiu completamente o ataque: converteu bolas de três em sequência, controlou o relógio, leu a defesa e impôs o ritmo que o Lakers precisava para manter a vantagem sempre em um patamar seguro.

Leitura de jogo madura e impacto coletivo

O mais impressionante do fim de semana de Reaves não é apenas a soma dos pontos e assistências, mas como ele chegou até lá. Contra o Bucks, ele leu a defesa o tempo todo: atacou closeouts quando a defesa vinha desequilibrada, usou o pick-and-roll para atacar o matchup mais frágil e encontrou constantemente o passe extra quando a marcação colapsava em cima de Luka Doncic.

Sempre que Milwaukee mandava ajuda agressiva em Luka, Reaves se posicionava no espaço certo da quadra, recebia a bola e, a partir dali, tomava a decisão correta: às vezes arremessando, às vezes atacando o closeout, às vezes encontrando um companheiro ainda mais livre. Esse tipo de leitura madura se refletiu diretamente no aproveitamento coletivo do Lakers na vitória contra o Bucks:

. 49,4% nos arremessos de quadra

. 39,4% nas bolas de três

Em duas noites seguidas, Reaves mostrou que não é apenas aquele “cara que ajuda” ao lado das estrelas. Ele é, de fato, uma peça de organização ofensiva: alguém capaz de criar, pontuar e controlar um jogo grande, em cenário de desgaste, fora de casa e contra adversários de qualidade.

Para um Lakers que mira alto na temporada e que ainda aguarda o retorno histórico de LeBron James, ver Reaves dar esse salto em consistência e protagonismo é uma das melhores notícias possíveis. Com Luka Doncic em nível de MVP e Reaves atuando como esse verdadeiro co-criador, o teto ofensivo do time sobe de patamar.