Nas últimas semanas, a demissão de Chris Paul do Los Angeles Clippers agitou o mundo da NBA, principalmente por esse ser o último ano de sua carreira. O ídolo de 40 anos quis fazer sua despedida no time que ele causou mais impacto. Mas o que mais espanta são os motivos que levaram à sua dispensa.

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Bastidores da demissão de Chris Paul

Paul já sabia que teria poucos minutos em quadra, então ele queria contribuir de outras formas com o time, meio que atuando como ponte entre jogadores e comissão técnica —algo natural para alguém que tem experiência e espírito de liderança. 

Mas com uma campanha ruim desde o começo da temporada, Chris começou a cobrar tanto os jogadores, quanto os técnicos, além de fazer sugestões que pudessem melhorar o jogo do Clippers. Nada disso foi bem aceito.

Outro objetivo do armador era promover o entrosamento da equipe mesmo fora de quadra; ele estranhou muito o fato de os jogadores não terem uma amizade além do profissional. Chris Paul e sua esposa, então, organizaram um jantar antes da pré-temporada e convidaram o elenco; a maioria compareceu.

O jogador tentou reunir o time mais uma vez no Halloween, mas poucos jogadores aceitaram o convite, o que deixou o clima de divisão ainda mais evidente. Chris Paul não conseguiu ajudar o Clippers, muito menos promover o entrosamento que inegavelmente é necessário para ter sucesso em quada —e o Los Angeles Lakers é prova disso.

Lakers tem a química que CP3 queria no Clippers

Inconstante nas últimas temporadas, o Lakers claramente tinha um problema no vestiário durante a gestão de Darvin Ham. As coisas começaram a melhorar após a contratação de JJ Redick, que tem trabalhado muito essa questão de entrosamento. A chegada de Luka Doncic deixou tudo ainda melhor.

Os jogadores parecem estar mais à vontade uns com os outros, incluindo os recém-chegados Jake LaRavia, Marcus Smart e Deandre Ayton. O pivô, inclusive, preparou um almoço jamaicano para o time em sua casa com a ajuda de sua mãe. Além de um momento de descontração, ele também apresentou ao Lakers uma parte de sua própria cultura, já que é bahamense, mas filho de uma jamaicana.

O próprio Doncic, que compareceu ao almoço, também faz questão de fortalecer o vínculo. Além de brincar com todo mundo, ele já presenteou todos os funcionários do Lakers com bicicletas elétricas e tênis exclusivos de sua linha com a Nike. 

Quando há sintonia fora de quadra, é muito mais fácil estabelecer confiança dentro de quadra. O Clippers tem ótimos jogadores, como James Harden, Kawhi Leonard e Brook Lopez, mas a dinâmica não está funcionando. Isso fica evidente na campanha de 20 derrotas em 26 jogos. Após a saída de Chris Paul, inclusive, o time já soma quatro derrotas seguidas.

O Lakers, por outro lado, tem uma boa campanha de 18 vitórias em 25 partidas. É visível que o entrosamento ajuda no resultado positivo. Isso era uma das coisas que o armador de 40 anos buscava para o Clippers. 

Para sua própria sorte, nosso time é um dos elegíveis para contratá-lo e permitir que ele encerre sua carreira com dignidade, se sentindo parte de uma família.