Uma das surpresas da temporada, Deandre Ayton virou preocupação no Lakers ao deixar a partida contra o Utah Jazz no intervalo e não retornar. A equipe sentiu sua ausência, mas contou com um segundo tempo muito sólido de Maxi Kleber para segurar a vitória fora de casa e evitar um desgaste ainda maior.

Entre no grupo do Lakers Brasil no Telegram e acompanhe os bastidores em tempo real

Ayton sente a perna e fica no vestiário após o intervalo

Ayton atuou normalmente no primeiro tempo em Utah, ajudando a dar físico e presença de garrafão para o Lakers. No entanto, ele não voltou do vestiário após o intervalo e foi rapidamente confirmado como baixa para o restante do jogo. Segundo JJ Redick, o pivô levou uma pancada na perna ainda na etapa inicial e tentou seguir em quadra, mancando em algumas posses, até que não teve mais condição de continuar.

“Eu não sei o que está acontecendo com ele”, admitiu Redick depois da partida. “Ele levou uma pancada na perna no primeiro tempo e estava mancando, tentando jogar assim, mas não conseguiu no segundo tempo.” O técnico evitou qualquer tipo de projeção sobre tempo de afastamento, preferindo aguardar avaliação completa do departamento médico antes de atualizar o status do camisa 2.

Hayes assume a vaga, mas Kleber é quem muda o jogo

Com Ayton fora, Jaxson Hayes foi chamado para iniciar o segundo tempo. Ele terminou a noite com 18 minutos, entregando aquilo que se espera dele: energia, corrida de quadra, proteção de aro básica e presença constante em cortes para a cesta. Foi uma solução imediata de estrutura, mantendo um pivô de ofício em quadra.

Mas o grande impacto veio mesmo de Maxi Kleber. Sem atuar no primeiro tempo, ele jogou todos os seus 14 minutos apenas na segunda etapa e foi ganhando espaço até fechar o jogo. Kleber apareceu com um toco fundamental no terceiro quarto, ajudou a segurar o garrafão em momentos de pressão e ainda contribuiu com uma cesta importante na reta final, quando o Jazz ensaiava reação.

Foi aquele tipo de atuação que vai além da linha estatística: boas coberturas defensivas, posicionamento correto em trocas, comunicação atrás e decisões simples e efetivas no ataque. Em uma noite em que o Lakers precisou improvisar sem o seu pivô titular, Kleber entregou exatamente o que a comissão técnica precisava para manter o plano de jogo de pé.

Próximo da fila se Ayton virar desfalque

Se os exames confirmarem que Ayton precisará de algum tempo fora, Kleber tende a ser o principal “próximo homem” na rotação de frontcourt, ganhando minutos mais consistentes ao lado de Hayes ou até em formações mais baixas, com maior mobilidade defensiva. O jogo em Utah foi um indicativo importante de que ele está pronto para segurar parte dessa carga.

“Todo mundo tem que estar pronto”, reforçou Redick no pós-jogo. “Eu não quero especular sobre o Ayton. A gente se sente confiante de que tem opções suficientes.” A mensagem é clara: o plano A segue sendo ter Ayton saudável, mas o técnico gostou do que viu das alternativas.

Sequência pesada e peso da NBA Cup

O momento da possível lesão não poderia ser mais sensível. O Lakers volta à quadra na terça-feira contra o Los Angeles Clippers e, na sexta, enfrenta o Dallas Mavericks. Ambos os jogos valem pela NBA Cup, torneio em que a equipe segue invicta e com boas chances de avançar à fase de mata-mata.

Ter Ayton disponível nessa sequência seria um reforço importante tanto pela profundidade de rotação quanto pelo encaixe físico contra dois times pesados de perímetro e garrafão. Caso ele fique fora, a responsabilidade recai ainda mais sobre Hayes e Kleber, que já mostraram em Utah que podem sustentar minutos de qualidade, mas agora podem ser testados em cenário de pressão maior.