Parece que já faz tempo desde a última vez que o Lakers realmente foi agressivo no mercado de trocas. Pouco mais de um ano após o período em que Rob Pelinka “colocou as fichas na mesa” na trade deadline — na tentativa de adquirir (e depois não concretizar) Mark Williams — novas informações ajudam a explicar como o time estava pensando a posição de pivô ao redor de Luka Doncic.
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Naquele momento, a missão do Lakers era clara: criar um ambiente e um elenco capazes de reforçar a confiança para que Luka assinasse sua extensão. E, ao buscar um upgrade de pivô, a franquia teria colocado o próprio Luka no centro da discussão, perguntando diretamente que tipo de jogador ele queria ao seu lado e, como agora veio à tona, até nomes específicos para a diretoria ir atrás.
O que Jovan Buha disse sobre a conversa no escritório de Pelinka
Em uma livestream recente, o repórter que cobre o Lakers, Jovan Buha, detalhou quais pivôs Luka teria citado como preferências para jogar junto. Segundo Buha, após a troca por Luka, houve uma reunião no escritório de Pelinka em que a diretoria perguntou: “Com quais pivôs você quer jogar?”.
Buha afirmou que alguns dos nomes na lista eram Walker Kessler, Jalen Duren e Nic Claxton, e que o Lakers teria tentado buscar os três em um pacote que envolvia Dalton Knecht, sem sucesso. Ainda de acordo com ele, o único jogador que o time conseguiu nessa linha foi Mark Williams, que estaria mais abaixo na lista de preferência. Buha também disse que Onyeka Okongwu fazia parte da lista, mas que o Lakers não conseguiu a negociação.
Por que essa lista é um contexto novo (mesmo com rumores antigos)
O Lakers já havia sido ligado a alguns desses pivôs em diferentes momentos, antes e depois da chegada de Luka. A novidade aqui é ver todos os nomes “juntos”, enquadrados como parte de uma wishlist atribuída ao próprio Doncic. Isso muda o peso do debate por um motivo simples: quando um astro participa da escolha de perfil — e até de alvos — a franquia ganha mais clareza sobre o tipo de basquete que quer jogar e sobre quais peças têm maior chance de maximizar seu principal jogador.
Também chama atenção a coerência da lista. Os nomes citados seguem uma linha bem definida: pivôs com mobilidade, capacidade de finalizar acima do aro, proteger a cesta e cobrir espaço defensivamente. Em outras palavras, pivôs que fazem o “trabalho de pivô de time grande” sem exigir a bola para pontuar, o que é exatamente o tipo de parceiro que costuma potencializar criadores como Luka.
Walker Kessler: alvo recorrente e o desafio de negociar com o Jazz
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Walker Kessler é um nome que aparece há anos como possível alvo do Lakers. O interesse seria compreensível: ele oferece presença de aro, tamanho, rebote e leitura defensiva — atributos valorizados por qualquer contender que queira fechar jogos com consistência atrás.
O problema, como o histórico recente sugere, é o custo e a disposição do Jazz em negociar. Mesmo quando há rumores de interesse, a outra ponta precisa estar aberta a conversas — e o Jazz, em geral, não tem fama de “facilitar” para rivais, especialmente em peças jovens e com valor de mercado. Para o Lakers, Kessler seria uma solução com encaixe óbvio ao lado de Luka, mas justamente por isso tende a custar caro em ativos.
Jalen Duren: juventude, físico e um valor que só subiu
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Jalen Duren entra como um caso ainda mais difícil. Buha mencionou que houve tentativa do Lakers no passado, mas que o Pistons não quis abrir mão. A justificativa fica ainda mais forte se o jogador vem em ano de evolução, porque a franquia passa a enxergar o atleta como parte do núcleo — ou, no mínimo, como ativo que só sai por um retorno considerável.
Para Luka, Duren representaria um tipo de parceria que faz estrago: ameaça constante no lob, força no rebote e presença física para absorver contato, liberando Doncic para controlar o jogo com passes e manipulação de ajuda defensiva. Para o Lakers, porém, o custo de tirar um pivô jovem e produtivo de um time que quer crescer pode ser simplesmente proibitivo.
Nic Claxton: favorito de torcida, mas ainda precisando mostrar todo potencial
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Nic Claxton é frequentemente apontado por torcedores como “o pivô do futuro” em cenários hipotéticos, porque o perfil combina com o que times modernos buscam: mobilidade, proteção de aro, capacidade de trocar em perímetro em algumas posses e finalizações eficientes sem precisar de jogadas desenhadas para ele.
Porém, não vimos muito em termos de reportagens realmente robustas conectando Claxton ao Lakers. Ou seja: faz sentido como encaixe, mas isso não significa que tenha existido negociação concreta. Ainda assim, o fato de Buha citá-lo como parte da lista atribuída a Luka reacende o assunto e coloca Claxton novamente na categoria “pivô ideal para jogar com Doncic”.
Onyeka Okongwu: ligação já mencionada e um perfil bem valorizado
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Onyeka Okongwu também foi citado como alvo. E isso conversa com reportagens anteriores de que o Lakers teria procurado o Hawks para entender a situação do jogador. Okongwu oferece energia, capacidade atlética e potencial defensivo, além de funcionar bem como finalizador em movimento — exatamente o tipo de big que ganha valor quando joga com um criador do calibre de Luka.
O obstáculo aqui é o mesmo dos demais: esse tipo de pivô é valioso, e times não entregam fácil. Mesmo quando existe abertura, a negociação tende a pedir um “prêmio” em ativos (jovens, escolhas de Draft, contratos úteis), especialmente quando o mercado sabe que o Lakers está à procura de um pivô que pegue lob e ajude no aro.
Mark Williams: o único que “veio”, mas com status abaixo na lista
O caso Mark Williams aparece como contraste. O Lakers tentou trazê-lo e, segundo o relato, ele estaria mais abaixo na lista de preferências atribuída a Luka. Isso não quer dizer que Williams não possa funcionar; significa apenas que, dentro do “mapa de opções”, ele teria sido uma alternativa mais acessível em comparação com alvos mais caros ou mais protegidos por suas franquias.
Essa dinâmica é comum em trade deadline: o time mira o topo da prateleira, descobre que o custo é altíssimo, e precisa decidir entre pagar o preço (mesmo que doa) ou descer um degrau para tentar uma solução viável sem desmontar tudo. O recado aqui é que o Lakers parece ter tentado agir, mas encontrou um mercado onde pivôs desse perfil são escassos — e, quando aparecem, custam muito.
O ponto central: pivô “lob-catcher” custa caro, e o mercado sabe disso
Todos os nomes citados fazem sentido como parceiros de Doncic, e existe um motivo: Luka eleva pivôs. Um big que bloqueie bem, role forte para a cesta, finalize com consistência e sustente a defesa transforma o ataque em uma máquina de eficiência e ainda corrige problemas de proteção de aro e rebote.
O problema é que a liga inteira sabe disso. Pivô atlético, que protege o aro e ainda não compromete em trocas, virou um dos recursos mais disputados do mercado. E quando o mercado identifica uma necessidade clara — “o Lakers está buscando um pivô que pegue lob” — o preço sobe automaticamente.
Envolver Luka pode ser a estratégia correta
Se esses foram realmente os nomes apontados por Luka, a conclusão natural é que a franquia tem um guia bem claro do tipo de pivô que deve perseguir. Envolver o astro nessas conversas não é “dar poder demais”; é reduzir erro de avaliação e aumentar a chance de gastar ativos em um jogador que maximize o numero 77.
O desafio do Lakers passa a ser transformar essa clareza em ação: encontrar a oportunidade certa, no timing certo, e com o custo que não inviabilize o restante do elenco. Porque, para montar um contender, não basta acertar o pivô — é preciso manter arremesso, defesa de ala e profundidade. E é aí que a agressividade no mercado, que parecia ter esfriado, volta a ser cobrada.