Em sua estreia na temporada, após perder 14 jogos por conta de uma ciática, LeBron James anotou apenas 11 pontos, mas distribuiu 12 assistências na vitória por 140 a 125 sobre o Utah Jazz, em uma atuação em que Luka Doncic comandou o placar com 37 pontos.

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Luka assume o comando, LeBron muda o jogo no passe

Parte da torcida chegou a cogitar que, com Doncic como opção número 1 e o time embalado, o Lakers poderia “seguir em frente” sem depender tanto de LeBron. O jogo contra o Jazz mostrou como essa leitura é rasa: mesmo pontuando pouco, ele segue sendo um dos cérebros mais influentes da liga.

O resumo da dupla contra o Jazz:

LeBron James: 11 pontos, 12 assistências, 30 minutos;

Luka Doncic: 37 pontos, 5 rebotes, 10 assistências.

Doncic esteve “on fire” do início ao fim, atacando trocas, punindo em stepbacks e encontrando companheiros em transição. Já LeBron, ainda sem a explosão de outros anos, escolheu o papel de maestro: desacelerando quando o time precisava respirar, acelerando quando via mismatchs e encontrando o homem livre nas dobras em cima de Luka.

LeBron volta após dor ciática e ainda busca ritmo

LeBron perdeu os 14 primeiros jogos da temporada por conta de um quadro de uma dor ciática, um problema nervoso na região das costas que limita mobilidade e explosão. Aos 40 anos, é natural que o corpo peça mais tempo para engrenar.

Contra o Jazz, deu para notar que faltou um pouco de força em algumas infiltrações, ele escolheu bem quando atacar o aro e quando soltar a bola rápido, compensou a falta de ritmo com leitura e controle do ataque.

Nada disso é surpresa para um jogador que, na temporada passada, terminou em 6º na votação de MVP e foi All-NBA Second Team. O que muda agora é o contexto: com Doncic e Austin Reaves carregando grande parte da pontuação, LeBron não precisa forçar nada para impactar o jogo.

Versão “armador cerebral” de LeBron potencializa o elenco

O grande diferencial desse novo Lakers é que LeBron pode, de fato, se adaptar ao que o time precisa em cada noite:

. se o jogo pede pontuação, ele ainda pode empilhar 25–30 pontos;

. se o jogo pede controle, ele vira o organizador primário;

. se Luka está pegando fogo, como contra o Jazz, LeBron vira o “conector”, ligando todo mundo.

Frente ao Utah, o foco foi o passe. Das 12 assistências, 6 vieram no último quarto, justamente quando o Jazz tentava encurtar a diferença. O timing dos passes — bola extra para o perímetro, corte em backdoor, achando o homem livre na zona morta — matou qualquer tentativa de reação.

Luka elogia encaixe e projeta crescimento de LeBron

Após o jogo, Luka Doncic falou sobre a volta do companheiro:

“É ótimo. Faz muito tempo que ele não jogava basquete, então acho que, para um primeiro jogo, ele pareceu incrível. Ele vai continuar pegando ritmo e vai ajudar a gente demais”, disse o esloveno.

A fala de Luka resume bem o cenário: o Lakers já era um time muito forte sem LeBron; com ele, mesmo “meia bomba” fisicamente, o ataque ganha outra camada de complexidade. E isso só tende a aumentar conforme o condicionamento do veterano melhora.

Com LeBron, o teto do Lakers segue mais alto que nunca

A vitória sobre o Jazz reforça dois pontos importantes:

. Doncic já é claramente a primeira opção ofensiva;

. LeBron, mesmo com 11 pontos, ainda muda o nível do time.

Para as defesas adversárias, o dilema é pesado: dobrar em Luka e dar espaço para LeBron jogar 4 x 3 como playmaker, ou marcar LeBron no mano a mano e viver com o esloveno atacando mismatches o jogo inteiro. No meio disso, Reaves e os chutadores se beneficiam do caos que os dois geram.

Para quem achou que dava para “seguir sem LeBron”, a estreia deixou claro: com ele saudável, mesmo mais seletivo na pontuação, o Lakers continua sendo um dos elencos com maior teto da NBA.