Los Angeles Lakers e Dallas Mavericks se enfrentam pela primeira vez na temporada 2025-26 da NBA esta noite, em Los Angeles. Com Anthony Davis confirmado, será a primeira vez desde a troca que os times se enfrentam com Davis e Luka Doncic em quadra. Nas oportunidades anteriores, o pivô foi desfalque.
Ainda que AD retorne nesta noite, a caminhada dos dois times desde que a troca foi realizada, em fevereiro, tem sido bem diferente. Enquanto Luka segue escrevendo seu nome na história, o ex-jogador dos Lakers quase não conseguiu à disposição da comissão técnica.
O duelo desta sexta-feira (28) funciona como um lembrete bem visível do que cada lado fez com o que recebeu e do tamanho da diferença entre os resultados.
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Luka mudou tudo em Los Angeles
Em 41 jogos pelos Lakers, Luka Doncic entregou exatamente o que dele se esperava: domínio absoluto. São 30.4 pontos de média, controle completo do ataque e impacto direto no número que mais importa. Com ele disponível, os Lakers venceram 28 vezes e perderam apenas 13.
Isso aparece claramente na tabela. Nesta temporada, a equipe ocupa a segunda colocação do Oeste, com 13 vitórias e 4 derrotas. A presença de Luka elevou o time ao ponto de que LeBron James ficou de fora das primeiras 14 partidas e o aproveitamento seguiu sendo altíssimo.
Enquanto isso, Anthony Davis não conseguiu criar qualquer tipo de ritmo em Dallas. Entre lesões e limitações físicas, ele entrou em quadra apenas 14 vezes desde a troca e registrou média de 20.3 pontos. São números que até poderiam ser positivos, mas não compensam a ausência constante.
A última vez que AD jogou foi em 29 de outubro. Desde então, lidava com um problema na panturrilha, que parece ter sido resolvido para seu retorno nesta noite. Para completar a turbulência, o executivo que conduziu a troca, Nico Harrison, foi demitido este mês depois do começo desastroso dos Mavs.
Sobrou o arrependimento para Dallas
Com somente 5 vitórias e 14 derrotas, os Mavericks têm a segunda pior campanha do Oeste. A troca que deveria recolocar a franquia no caminho da competitividade acabou deixando o time sem estrela, sem identidade e sem perspectiva.
Dallas abriu mão de um talento geracional e recebeu um jogador que raramente conseguiu atuar. É o tipo de movimento que gera impacto por anos e, até agora, nenhum deles parece positivo.
Hoje, enquanto Luka segue comandando o ataque dos Lakers e AD permanece em busca de ritmo, o contraste fala por si. Um lado acertou no movimento. O outro já se encaminha para uma reconstrução no entorno de Cooper Flagg.