Durante anos, Mark Cuban foi o maior defensor de Luka Doncic no Dallas Mavericks. Em 2020, chegou a declarar que “se divorciaria antes de trocar o esloveno”. No entanto, apenas cinco anos depois, a realidade mudou: Doncic agora defende o Lakers, e Cuban deixou claro que não torce mais por ele dentro das quadras.
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De fã número um a crítico declarado
Questionado recentemente se ainda é um torcedor fervoroso de Doncic, Cuban foi direto:
“Fora da quadra, amo o Luka de paixão. Dentro da quadra, f—-se ele. Não quero que ele se machuque nem nada.”
O ex-proprietário majoritário do Mavericks frisou que ainda gosta do jogador como pessoa, mas que não deseja vê-lo triunfar vestindo as cores do Lakers, franquia pela qual revelou antipatia.
“Eles têm as cores do meu colégio. Joguei fora todas as minhas roupas da escola. Espero que eles terminem 0-82”, disparou.
O legado de Doncic em Dallas
A relação de Cuban com Doncic é paradoxal: enquanto expressa amargura pelo presente, não há como negar o impacto do armador no passado do Mavericks. Em 422 jogos de temporada regular com a franquia, ele teve médias de 28,6 pontos, 8,7 rebotes, 8,3 assistências e 1,2 roubos. Também acumulou 80 triplos-duplos, muito à frente de Jason Kidd, que ocupa a segunda posição na história do time com 21.
Doncic levou o Mavericks a quatro playoffs em seis temporadas completas e, em 2024, conduziu a equipe até as Finais da NBA, algo que não acontecia desde 2011. Poucos meses depois, no entanto, foi negociado em uma troca surpreendente que o enviou para Los Angeles.
A nova realidade no Lakers
Agora, Doncic é a cara da reconstrução do Lakers, que busca o 18º título de sua história para igualar o Boston Celtics como maior campeão da liga. O esloveno assinou extensão de três anos e já mostrou química com LeBron James e os novos reforços, projetando uma temporada de alto nível em 2026.
Para Cuban, que continua como acionista minoritário do Mavericks, a possibilidade de ver Doncic conquistar em Los Angeles o que quase conseguiu em Dallas pode ser motivo de ressentimento. Afinal, não foi ele quem decidiu pela troca, e a cicatriz ainda parece aberta.