Quase vinte dias após a troca de Luka Doncic para o Lakers, a diretoria do Dallas Mavericks ainda não conseguiu dar um motivo convincente aos torcedores para ter realizado a negociação.

Mas de acordo com uma reportagem do New York Times, os executivos da franquia do Texas “morriam de medo” do esloveno, e um dos episódios que contribuiu para isso foi quando ele misturou uma limonada com chá doce.

Os funcionários do time consideraram a bebida “calórica demais”. Isso teria acontecido durante a temporada de estreia do esloveno em Dallas. Outros hábitos já citados, como beber cerveja e fumar narguilé, também alarmavam a diretoria, que insistia para que ele melhorasse seu condicionamento físico.

Há rumores, inclusive, de que uma lesão no pulso que o fez perder cinco jogos em novembro do ano passado teria sido inventada para que ele aproveitasse o tempo para entrar em forma.

Justificativas ainda não fazem sentido

De acordo com a reportagem, Luka Doncic já teria “hábitos preocupantes” desde que foi draftado pela franquia, em 2018. Mas antes da troca acontecer, essa preocupação nunca havia sido mencionada antes —pelo contrário.

O esloveno sempre manteve um alto nível de jogo, com médias superiores a 27 pontos, oito rebotes e oito assistências por partida e, até sofrer a lesão na panturrilha em dezembro, nunca havia ficado abaixo da marca de 60 jogos por temporada.

No ano passado, inclusive, o armador teve um jogo de 73 pontos e liderou o time até as Finais da NBA, perdendo para o Boston Celtics em cinco jogos. Ao vencer as Finais do Oeste, Luka ainda foi nomeado MVP da série contra o Minnesota Timberwolves.

E se essa preocupação sempre existiu, não faria o menor sentido “encorajar” as práticas. Em 2022, por exemplo, o próprio Dallas Mavericks enviou um carregamento de cerveja para a casa do esloveno às vésperas do Ano-Novo.