O Lakers não possui atualmente tantos ativos de troca atraentes quanto outras equipes da NBA. Rui Hachimura vive uma de suas melhores temporadas e pode gerar interesse, assim como a única escolha de primeira rodada futura que a franquia tem permissão para negociar. Fora isso, porém, o arsenal de peças negociáveis é limitado, algo que complica qualquer tentativa de transformar o elenco em um verdadeiro candidato ao título.

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Marcus Smart chama atenção no mercado, mas Lakers deve mantê-lo

Marcus Smart controlando o ataque do Lakers.

Para realizar uma troca realmente transformadora, o Lakers teria de considerar envolver mais nomes além dos tradicionalmente cogitados como Hachimura, Gabe Vincent, Maxi Kleber, Dalton Knecht e Jarred Vanderbilt. E justamente nesse cenário entra o veterano Marcus Smart, que de acordo com o insider Jake Fischer, recebeu interesse recente de outra franquia: o Milwaukee Bucks.

"Marcus Smart é outro armador de mentalidade defensiva que os Bucks já observaram anteriormente, segundo fontes", relatou Fischer. Ele completou: "Mas é difícil imaginar que o Lakers o coloque à disposição, depois de tê-lo adquirido por um valor favorável via buyout, e considerando que o time ainda enfrenta problemas defensivos no ponto de ataque."

Por que Smart tem valor para o Lakers?

Marcus Smart na defesa do Lakers

Apesar de ter perdido tempo por conta de algumas lesões, Smart tem impactado significativamente as partidas quando está disponível. Seus números não são chamativos à primeira vista. 10.3 pontos em 42.1% de aproveitamento, apenas 30.5% nas bolas de três, além de 3 assistências, 2.4 rebotes e 1.6 roubos por jogo em 27.2 minutos.

Porém, seu impacto vai muito além do box-score. Smart possui o segundo melhor net rating on-court do elenco, atrás apenas de Maxi Kleber, que joga menos da metade de seus minutos. Isso reforça a importância do ex-Defensive Player of the Year para um time que sofre especialmente contra ataques velozes e criadores de elite no perímetro.

O dilema: mantê-lo ou incluí-lo em uma troca?

Embora algumas equipes vejam Smart como peça ideal para dar um passo adiante, seu valor contratual complica qualquer negociação. Ele recebe US$ 5.1 milhões nesta temporada, um salário baixo demais para compor trocas por nomes de impacto, tornando-o mais peça complementar do que peça central em um pacote.

Para o Lakers, isso significa duas coisas:

Smart tem grande valor técnico, mas baixo valor de mercado.

Envolvê-lo em trocas exige criatividade e provavelmente incluir múltiplos jogadores menores.

Ainda assim, não é difícil entender por que outras equipes mostram interesse. O Lakers possui uma das piores defesas de ponto de ataque da conferência, e sempre que Smart está em quadra, o time se organiza melhor, limita erros e aumenta sua competitividade. Perder esse tipo de peça exigiria uma compensação substancial.

O que o Lakers realmente quer e pode buscar?

A diretoria sabe que falta ao elenco um ala atlético 3D, capaz de trazer:

defesa no perímetro,

velocidade,

tamanho,

e arremesso de três consistente.

É esse tipo de jogador que transformaria o time de bom para sério candidato. E para obtê-lo, o Lakers possivelmente terá de explorar opções mais profundas, talvez sacrificando um jogador que inicialmente preferia manter.

O futuro próximo

Com a abertura total do mercado de trocas após 15 de dezembro e a aproximação do trade deadline em 5 de fevereiro, os rumores tendem a aumentar. Smart pode continuar chamando atenção, mas o Lakers precisa decidir: vale mais reforçar o elenco com uma peça maior ou manter o pilar defensivo que ele representa?

A resposta determinará até onde o Lakers pode chegar nesta temporada, e qual será o custo para alcançar esse teto.