O mês de dezembro terminou como um verdadeiro alerta vermelho para o Lakers. Depois de iniciar a temporada com uma excelente campanha de 15–4, o time entrou em uma espiral preocupante de falhas defensivas, derrotas acumuladas e sinais cada vez mais claros de que sua estrutura tática está se desmontando. O ponto final desse colapso foi a derrota por 128 a 106 para o Detroit Pistons, uma das piores equipes da liga, que explorou com facilidade todos os pontos vulneráveis do elenco angelino.
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Com essa derrota, o Lakers encerrou dezembro com um preocupante 5–7, uma marca que por si só já seria motivo de inquietação, mas que ganha contornos ainda mais graves quando observamos o que está por trás dela: um colapso defensivo quase completo. Em números, a queda é difícil de ignorar, e quase impossível de justificar.
Um dos piores times defensivos da NBA em dezembro
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Em dezembro, o Lakers registrou o 29º melhor defensive rating da liga, com alarmantes 122.4 pontos cedidos por 100 posses de bola. Apenas um time inteiro foi pior. Em outras estatísticas, o cenário não melhora:
29º em pontos de contra-ataque cedidos;
28º em pontos cedidos após turnovers;
74 pontos no garrafão sofridos contra Detroit, contra apenas 44 marcados;
31 pontos em transição cedidos no mesmo jogo;
30 pontos gerados por 21 turnovers cometidos.
Os números não são apenas ruins, são o tipo de estatística que costuma derrubar times na classificação, corroer confiança interna e acender discussões urgentes em comissões técnicas e diretorias. E, de certa forma, dezembro confirmou todos os temores que pairavam sobre o Lakers antes mesmo da temporada começar.
Problemas antigos, consequências novas
A falta de velocidade, a carência de defensores de qualidade no perímetro e a ausência de jogadores com envergadura e explosão, falhas que muitos analistas apontaram durante a offseason, finalmente cobraram a conta. Times jovens, rápidos e agressivos vêm simplesmente atropelando o Lakers em transição.
O ataque não consegue acompanhar a sangria defensiva
Em temporadas anteriores, o Lakers ao menos compensava suas falhas de execução com garra, intensidade e ajustes de segunda metade. Neste dezembro, porém, o time pareceu emocionalmente drenado, sem resposta, sem reação e sem conter a sangria em momento algum.
O ataque, por melhor que seja em alguns momentos, não é forte o bastante para compensar tantos pontos cedidos. Mesmo com Luka e LeBron, a falta de controle defensivo transforma cada erro ofensivo em dois pontos para o rival.
O fantasma do play-in retorna com força
A NBA não perdoa defesas frágeis. E para o Lakers, esse aviso já foi dado diversas vezes nos últimos anos.
Desde o título de 2020, o time precisou disputar o play-in em: 2021, 2023 e 2024.
Agora, após dezembro, essa possibilidade volta a aparecer, e com mais força do que nunca. Se o Lakers não corrigir rapidamente sua postura defensiva, não apenas voltará ao play-in, como corre o risco de entrar nele sem confiança, desgastado e pressionado por uma temporada que prometia mais.
O que resta saber é: o Lakers terá força para estancar a sangria e reencontrar sua identidade defensiva, ou este final de ano ficará marcado como o mês em que a temporada começou a escapar pelas mãos?