Los Angeles sempre foi uma cidade onde as estrelas brilham com mais intensidade. Mas, diante do cenário atual da NBA, talvez essa fórmula já não seja suficiente para alcançar o sucesso e o Lakers precisa refletir sobre isso com urgência.
O trio do Lakers segue prestigiado mas até quando?

Com Luka Doncic, LeBron James e Austin Reaves formando o núcleo central da equipe, a diretoria do Lakers tem mantido um discurso de confiança.
“O nível de confiança em Reaves, LeBron e Luka está no ponto mais alto”, declarou Rob Pelinka, gerente geral da franquia, ao fim da temporada.
A mensagem é clara: o projeto passa por esse trio. No entanto, os acontecimentos das Finais da NBA de 2025 dão um alerta sobre um caminho alternativo, mais eficiente e realista e que pode servir de inspiração para o que vem a seguir em Los Angeles.
Thunder e Pacers mostram o caminho: profundidade e versatilidade

Oklahoma City Thunder e Indiana Pacers chegaram às Finais com elencos que vão muito além de suas estrelas. São equipes construídas com profundidade, opções táticas variadas e uma rotação confiável de jogadores prontos para contribuir em qualquer cenário.
Nenhum técnico se viu obrigado a usar apenas cinco atletas em um tempo inteiro de jogo, como fez JJ Redick no segundo tempo do fatídico Jogo 4 contra o Timberwolves.
Essa diferença estrutural é gritante. Enquanto o Lakers lutava para confiar em seu banco, os finalistas da NBA aproveitavam o entrosamento e a flexibilidade de seus elencos para vencer séries duríssimas.
A lição esquecida do título de 2020

O mais curioso é que o próprio Lakers já seguiu esse modelo, com sucesso. O título de 2020 não veio graças a um "big three", mas sim a uma base sólida em torno de LeBron James e Anthony Davis.
Naquele ano, nove jogadores tiveram média superior a 15 minutos em pelo menos 15 jogos. KCP, Danny Green, Caruso, Kuzma e outros fizeram a diferença.
O que comprometeu esse projeto? A busca pelo encaixe forçado com Russell Westbrook em 2021, que custou a profundidade e a coesão daquele elenco campeão. Desde então, o Lakers tem buscado reencontrar o equilíbrio.
É hora de repensar o projeto?
O trio atual, Luka, LeBron e Reaves, é mais promissor do que o que envolvia Westbrook. Ainda assim, há incertezas. Austin Reaves terá um novo contrato em breve, e sua permanência impactará diretamente o teto financeiro da equipe.
Além disso, a estrutura ao redor deles ainda está longe do ideal.
O sucesso de Thunder e Pacers escancara um dilema: continuar apostando em um modelo centrado em estrelas ou reconstruir um elenco versátil, profundo e funcional?
O tempo está correndo, e o Lakers precisa decidir se insiste em um caminho que já dá sinais de limitação — ou se tem coragem de fazer diferente.
Você acredita que o Lakers precisa mudar seu modelo de construção de elenco?