Mesmo com a eliminação precoce nos playoffs, o Lakers ainda pode tirar lições valiosas ao observar o desempenho dos times que seguem vivos na briga pelo título da NBA. Com as finais de conferência em andamento, o nível de jogo está próximo do auge, e há sinais claros do que falta ao elenco de Los Angeles para voltar ao topo.

A seguir, destacamos três aprendizados que o Lakers deve levar em consideração enquanto planeja a próxima temporada.

1. Atleticismo é uma necessidade

Anthony Edwards, do Minnesota Timberwolves, tenta infiltração agressiva contra a marcação de Chet Holmgren, do Oklahoma City Thunder, durante partida dos playoffs da NBA 2024-25. Edwards segura firme a bola enquanto salta em direção à cesta, com Holmgren esticando o braço para tentar o bloqueio, em meio à torcida atenta ao fundo.

Desde a troca por Luka Doncic, ficou evidente que o Lakers perdeu parte de sua explosividade. Na série contra o Minnesota Timberwolves, essa deficiência ficou clara. Jogadores como Jaden McDaniels e Anthony Edwards dominaram fisicamente, e o elenco do Lakers não teve pernas para acompanhar.

Rob Pelinka já reconheceu a carência de alas defensivos. A solução passa por reforçar o time com atletas jovens, versáteis e com vigor físico, seja um pivô que finalize em ponte aérea, um ala com envergadura ou um armador veloz. O Lakers precisa de mais energia para competir.

2. Formações com dois pivôs estão em alta

Karl-Anthony Towns, do New York Knicks, executa uma enterrada poderosa durante partida contra o Boston Celtics, com Al Horford e Jayson Tatum observando a jogada. Towns aparece pendurado no aro, com expressão intensa, enquanto a torcida ao fundo vibra com a cena.

Os playoffs de 2025 mostraram que o uso de dois pivôs voltou a ser tendência. Times como Cavaliers, Thunder, Knicks e Wolves usam duplas no garrafão com eficiência. O Lakers terminou a temporada sem nenhum pivô confiável, recorrendo até a LeBron James como “5”.

O time precisa contratar pelo menos dois pivôs: um titular e outro para rotação. Idealmente, um deles deve ter mobilidade para dividir a quadra com outro jogador grande em formações alternativas.

3. O Lakers está mais distante do título do que parece

Ver Thunder e Wolves nas finais mostra que o Lakers ainda está distante da elite da NBA. Apesar de bons momentos na temporada, o time não manteve consistência e sofreu com o cansaço e a falta de alternativas ofensivas e defensivas.

LeBron James está na reta final da carreira, mas Doncic tem apenas 26 anos. O Lakers precisa ser estratégico e aceitar que o título pode não vir já na próxima temporada. Reforçar a base com juventude e intensidade deve ser a prioridade.

Com um elenco mais jovem, físico e melhor estruturado defensivamente, o potencial de Luka Doncic e LeBron James ainda pode ser aproveitado. Mas o caminho até o topo exigirá paciência, inteligência no mercado e, acima de tudo, decisões acertadas nesta offseason.