O Lakers é um time com grandes necessidades — e isso nem chega a ser uma opinião polêmica. Depois de uma eliminação precoce nos playoffs na última temporada, a sensação é de que a campanha do Lakers caminha para um roteiro parecido, talvez até idêntico, se nada mudar de forma relevante.
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Em teoria, a trade deadline seria a chance perfeita para corrigir buracos claros do elenco. Só que, até aqui, o noticiário da semana não pinta o Lakers como um time perto de fechar qualquer negócio. E isso pode ser explicado por três fatores que se somam: falta de ativos, poucas soluções realmente transformadoras disponíveis e uma hesitação recorrente da diretoria em assumir compromissos que engessem o futuro.
A lógica de “ano de transição” existe
Existe uma lógica, no papel, para segurar as fichas. Este pode ser encarado como um ano de transição: o Lakers não parece estar a “uma peça” de virar candidato real ao título, e o time deve ter mais espaço salarial e mais recursos de Draft na próxima offseason para montar algo mais coerente ao redor de Luka Doncic e Austin Reaves.
O problema é que torcida e mercado não analisam isso da mesma forma. O histórico do front office — e especialmente de Rob Pelinka — de empurrar decisões para o próximo ciclo de transações pesa na leitura do momento. Quando a sensação é de “depois a gente resolve”, cada deadline sem ação vira combustível para a crítica.
O alvo ideal existe, mas o Lakers não consegue pagar

O melhor cenário seria achar alguém que ajude agora e continue ajudando depois, um perfil tipo Herb Jones. Só que é aí que bate a realidade: o Pelicans quer múltiplas escolhas de primeira rodada por Jones — algo que o Lakers simplesmente não consegue oferecer.
O tipo de movimento que o Lakers conseguiria bancar seria usar uma escolha de primeira rodada em um nome como Naji Marshall. Ele ajudaria numa necessidade grande, que é defesa na ala.
Mas o preço é alto por dois motivos: primeiro, consome flexibilidade futura; segundo, ele carrega uma falha que já aparece em outras peças do elenco — a inconsistência para matar arremessos de perímetro. Ou seja, melhora um problema e não necessariamente resolve o outro que define teto em playoff: espaçamento e volume de três confiável.
Não existe solução perfeita
Esse é o nó do mercado para o Lakers: não parece haver uma solução “perfeita” para as fraquezas do time. E, entre os nomes disponíveis, os que realmente mudariam o patamar custam mais do que a diretoria em Los Angeles pode pagar; os que o time consegue pagar não deixam a equipe com chances de título agora.
O Lakers tem alguns contratos expirantes que poderia incluir em trocas. Só que expirante geralmente ganha valor quando o outro lado quer se livrar de contratos de longo prazo — exatamente o tipo de acordo que o Lakers parece relutar em absorver.
Dá para argumentar que o time deveria topar esse tipo de acordo em alguns casos, mas os sinais indicam o contrário. Entre as restrições da liga sobre quais escolhas o time pode negociar e as restrições autoimpostas sobre quais contratos aceita receber, o Lakers fica num limbo: a tendência é permanecer parado, de novo, na trade deadline.