A temporada do Lakers tem sido marcada pela inconsistência, em boa parte causada por uma sequência de lesões que bagunçou rotações e impediu o time de construir qualquer continuidade real.

LeBron James perdeu os 14 primeiros jogos do ano e já ficou fora de 18 partidas no total. Austin Reaves também passou por um longo período ausente, desfalcando a equipe em 19 jogos consecutivos antes de voltar recentemente. Para completar, Luka Doncic ficou fora dos quatro compromissos finais antes do All-Star break por conta de um problema no tendão da coxa.

O resultado foi um Lakers quase nunca operando em força máxima. Agora, porém, esse cenário finalmente mudou.

Entre no grupo do Lakers Brasil no Telegram

Lakers recebe raro “injury report” antes de encarar o Clippers

austin-reaves

De acordo com Dave McMenamin (ESPN), o Lakers terá um relatório de lesões completamente limpo para o duelo desta sexta-feira contra o rival da cidade, o Los Angeles Clippers. É algo que praticamente não aconteceu na temporada até aqui.

Doncic chegou a tentar voltar antes da pausa, contra o ex-time Dallas Mavericks, dizendo que estava “quase lá”, mas acabou preservado. Sua presença nos eventos do All-Star Weekend, ainda que limitada, somada às atualizações recentes, confirmou que ele continuava na rota para um retorno completo agora, depois da pausa.

Deandre Ayton, que ficou fora de três dos últimos quatro jogos antes do break por conta de dores no joelho, também não aparece mais no injury report e está liberado.

Reaves é outro caso importante: ele atuou em apenas cinco partidas desde que voltou da lesão na panturrilha, sofrida no fim de dezembro e que o tirou de ação por todo o mês de janeiro. Nesse retorno, vinha sob restrição de minutos e, em boa parte do tempo, saindo do banco.

Agora, a limitação foi não existe mais.

“O Austin não vai ter restrição de minutos e, até uns 35 ou 45 segundos atrás, parece que teremos todo mundo disponível amanhã”, brincou o técnico JJ Redick, em declaração repercutida pelo Silver Screen and Roll.

Com núcleo saudável, Lakers enfim pode testar seu “time de verdade”

As lesões atrapalharam profundamente a construção de química do Lakers neste ano. Até aqui, Doncic, LeBron e Reaves dividiram a quadra em apenas 10 jogos, e só em oito deles os três estiveram 100% saudáveis do início ao fim.

O confronto desta sexta contra o Clippers deve marcar apenas a 11ª oportunidade de ver o trio junto, em condições plenas, com o time se preparando para a reta final de 28 partidas da temporada regular.

Mesmo com todos esses problemas, o Lakers chega ao pós-All-Star com campanha de 33–21, ocupando a quinta posição do Oeste, em uma conferência extremamente equilibrada. Agora, com o elenco completo, a franquia tem uma janela crucial para:

  • estabilizar rotações ao redor de Luka e LeBron;
  • construir química entre o trio Luka–LeBron–Reaves e as novas peças, como Luke Kennard e Deandre Ayton;
  • ajustar identidades ofensiva e defensiva de forma contínua, sem interrupções constantes por lesão.

Com titulares saudáveis, Lakers também pode focar em desenvolvimento

A melhora no cenário físico da equipe principal também abriu espaço para o Lakers olhar com mais calma para o desenvolvimento dos jovens. Na quinta-feira, a franquia designou Bronny James e o novato Adou Thiero – que ele próprio estava voltando de uma lesão de longo prazo – para o afiliado da G League, o South Bay Lakers, antes de uma sequência de dois jogos contra o Texas Legends.

Pouco antes do All-Star break, Bronny já havia se juntado aos two-ways Drew Timme, Nick Smith Jr. e Chris Mañon na vitória do South Bay sobre o San Diego Clippers, ganhando minutos significativos e experiência em quadra.

Com o núcleo formado por Doncic, LeBron, Reaves e o restante da rotação principal enfim saudável, o Lakers tem uma rara oportunidade de:

  • dar rodagem estruturada aos jovens na G League, sem depender deles por necessidade emergencial na NBA;
  • manter um padrão de jogo na equipe principal, já que o elenco não está mais sendo desmontado por ausências noite após noite;
  • criar impulso real rumo à reta final, em vez de apenas “sobreviver” até os playoffs.

Num ano em que a narrativa foi, por muito tempo, “o que esse time seria se estivesse inteiro?”, o Lakers começa, enfim, a ter uma chance concreta de responder essa pergunta dentro de quadra.