30 de Novembro de 2025 postado por Antonio Collar
Passados quase 20 jogos do começo da temporada, um nome que não está dentro de quadra pelo Los Angeles Lakers merece elogios: Rob Pelinka. Sim, ele mesmo, o General Manager e presidente de basquete da franquia.
De minha parte, acredito que Pelinka mereça até mesmo um pedido de desculpas. À frente dos Lakers desde 2017, sempre vi o trabalho de Pelinka com muitas reticências, apesar do título conquistado em 2020.
Ele deu algumas "sortes" no caminho, como o desejo de LeBron James de encerrar sua carreira em LA e, seis anos depois, a trapalhada de Nico Harrison ao trocar Luka Doncic por Anthony Davis. Ainda assim, pelo planejamento montado para 2025-26, Pelinka está de parabéns.
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Pelinka aprendeu com os erros
No passado, sempre tive críticas às montagens de grupo feitas por ele. No meu modo de ver, falhou muitas vezes na escolha das peças que formavam o elenco ao lado de LeBron e Davis, escolhendo mal seus defensores e especialmente os arremessadores.
Chegou a montar um grande time, campeão em 2020 e com grandes chances de repetir o feito em 2021. No entanto, depois da eliminação precoce nos Playoffs daquele ano, Pelinka parece ter avaliado mal a situação, se desfazendo de nomes importantes da rotação na busca por uma terceira estrela.
A chegada de Russell Westbrook em 2021 marcou uma ruptura nos Lakers. Antes um plantel sólido, o time passou a demonstrar muitas fragilidades, algo que custou caro naquela temporada, quando nem ao Play-in conseguimos avançar.
Pois depois disso Pelinka acertou a mão. Em 2023, buscou reforços que, naquele momento, foram muito importantes para o time. Um deles, Rui Hachimura, é titular até hoje. Ainda que os Lakers nunca mais tenham retornado às finais da NBA, ele conseguiu montar uma base de elenco, algo que vemos hoje.
Os acertos de Pelinka na offseason
Se em 2021 Pelinka parece ter lido muito mal as necessidades do Lakers após a eliminação nos Playoffs, em 2025 a lição foi aprendida. Com sérias restrições financeiras, ele foi ao mercado de maneira estratégica e, até agora, parece ter acertado nas principais escolhas.
Entre os acertos mais evidentes estão três nomes que elevaram o nível do time. Deandre Ayton devolveu ao Lakers uma presença real no garrafão, com proteção de aro, rebotes e eficiência ofensiva.
Jake LaRavia também merece destaque. Ele ocupou o espaço deixado por Dorian Finney-Smith e entregou exatamente o que se espera de um jogador 3-and-D. Discreto, mas essencial para manter o equilíbrio nas duas pontas da quadra.
Marcus Smart é outro ponto-chave. O veterano melhora o nível defensivo do banco, organiza a segunda unidade e traz a intensidade que sempre marcou sua carreira.





