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    Renato Campos

    26 de Janeiro de 2026 postado por Renato Campos

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    O Lakers tem uma campanha de 2-1 na atual road trip de oito jogos, após superar uma desvantagem de 15 pontos no meio do quarto período e vencer o Mavericks por 116-110 no último sábado. A virada reforçou uma característica que o time tem precisado resgatar com urgência nas últimas semanas: competir até o fim, sem deixar que um trecho ruim defina a noite. Agora, porém, o desafio muda de cara. O próximo adversário é um Bulls jovem que gosta de acelerar, e que pode oferecer mais dificuldades do que a campanha de 23-22 parece indicar.

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    Por que o Bulls pode ser um problema

    Existe um tipo de confronto que costuma colocar o Lakers em alerta: jogos contra equipes que transformam qualquer erro em uma sequência e que não precisam de meia quadra perfeita para pontuar. O Bulls entra exatamente nessa categoria. É um time que gosta de sair em transição, acelerar após rebotes e aproveitar turnovers para pegar a defesa desarrumada. Isso por si só já cria um contraste com o que o Lakers vem tentando fazer: controlar o ritmo, escolher melhor os arremessos e reduzir desperdícios.

    Por isso, o recado principal do jogo anterior não é apenas a virada em si, mas a forma como ela aconteceu. Para vencer depois de estar 15 pontos atrás no 4º período, L.A. precisou apertar a defesa, movimentar a bola e executar com mais disciplina. Contra um adversário que corre como o Bulls, essa disciplina precisa aparecer antes do jogo “pegar fogo”, porque recuperar desvantagens contra times jovens e intensos pode virar um exercício de risco alto: uma sequência ruim volta rápido do outro lado.

    Viagem atrasada: tempestade de inverno mexe na logística

    Além da preparação normal entre jogos, o Lakers teve um complicador fora de quadra: o voo para a próxima cidade foi atrasado por causa de uma forte tempestade de inverno que atingiu grande parte do país. A equipe só conseguiu decolar no domingo à tarde, o que afeta rotinas que, na NBA, costumam ser tratadas como parte do desempenho: recuperação, sono, tratamento, vídeo e até o “ritual” de preparação coletiva.

    Não é o tipo de detalhe que, sozinho, explica resultado, mas pesa quando o time já está lidando com rotação mexida e desfalques. Para um elenco que precisa de energia defensiva para sustentar bons minutos, qualquer ajuste na logística pode significar menos tempo útil para chegar no ritmo ideal — especialmente nos primeiros 12 minutos do jogo, quando equipes jovens tentam impor intensidade e empurrar o adversário para um jogo corrido.

    Desfalques: Reaves e Thiero seguem fora

    Austin Reaves

    Em quadra, o Lakers continua sem Austin Reaves e também sem o calouro Adou Thiero. A ausência de Reaves costuma mexer com a engrenagem ofensiva do time, porque ele ajuda tanto como criador secundário quanto como jogador capaz de manter a posse “viva” sem perder estrutura. Sem ele, é comum que algumas posses fiquem mais previsíveis, e a margem para turnovers aumenta — exatamente o tipo de combustível que um time correria para usar em transição.

    No caso de Thiero, a perda não é apenas estatística. Em geral, jogadores jovens de energia tendem a ajudar em pequenas tarefas: disputar rebotes longos, pressionar bola, trocar marcações com vigor, cobrir espaço em closeouts e segurar alguns minutos de intensidade quando o time precisa de fôlego. Contra um Bulls atlético, essas “posses invisíveis” podem separar um jogo controlado de um jogo em que o adversário emenda uma sequência de corrida e bandeja.

    Jake LaRavia é dúvida, e o encaixe dele pode ser importante

    Jake LaRavia

    Além dos desfalques já confirmados, o Lakers tem um ponto de interrogação: Jake LaRavia é dúvida por causa de uma contusão no quadríceps esquerdo. Ele oscilou nesta temporada, mas no sábado entregou uma contribuição valiosa, com 13 pontos e seis rebotes. Em jogos de road trip, esse tipo de produção importa porque segura rotações, protege o time contra quedas de energia e dá alternativas quando as primeiras opções ofensivas não estão fluindo.

    O possível desfalque também mexe com o tipo de quinteto que o Lakers consegue colocar em quadra. Contra um adversário com comprimento, atleticismo e poder de fogo ofensivo, ter mais um jogador capaz de ajudar no rebote, ocupar espaço físico e ainda punir quando sobra arremesso pode ser uma peça útil para estabilizar o jogo. Se LaRavia não atuar, L.A. perde uma opção que ajuda a “preencher” minutos com tamanho e competitividade, o que pode aumentar a carga sobre outras peças da rotação.

    O que o Lakers precisa priorizar para não entrar no ritmo do Bulls

    O confronto tende a exigir um plano simples na teoria e rigoroso na execução. Primeiro, cuidar da bola. Se o Lakers repetir o tipo de turnovers que custou caro no terceiro quarto contra o Mavericks, o Bulls terá o tipo de jogo que mais gosta: correr, pontuar antes da defesa montar e empilhar confiança.

    Segundo, balanceamento defensivo. Não basta apenas contestar o arremesso; é preciso terminar a posse pronto para voltar, porque times jovens punem qualquer hesitação. Terceiro, rebote. Controlar o rebote limita segundas chances e também reduz transição, já que rebote defensivo bem garantido permite que o time escolha quando acelerar e quando segurar.

    Por fim, o ataque precisa ter movimento e propósito. Em noites de viagem e rotação reduzida, é comum ver ataques mais estáticos, o que aumenta dificuldade e gera frustração. E frustração, na NBA, costuma virar erro de decisão: um passe a mais no lugar errado, um drible desnecessário, uma tentativa de “resolver sozinho”. Contra um adversário que vive de ritmo, esse tipo de detalhe vira ponto fácil do outro lado.

    Depois de uma vitória de virada que mostrou poder de reação, o próximo passo para o Lakers é transformar o que foi urgência no 4º quarto em consistência desde o começo, especialmente em um confronto que tende a ser acelerado e fisicamente exigente.

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