Maior liga masculina de basquete do mundo, a NBA tem mulheres extremamente importantes em sua história e Jeanie Buss, presidente do Los Angeles Lakers há mais de uma década, é uma delas.
Jeanie assumiu o comando de operações do Lakers em 2013, após a morte de seu pai, Jerry Buss. Quatro anos mais tarde, ela se tornou a primeira mulher da história da liga a comandar de forma majoritária uma franquia campeã.
De lá para cá, a presidente tomou decisões questionáveis, mas muitas delas também ajudaram a levar o Lakers ao topo, como por exemplo, a contratação de LeBron James em 2018. Sem ele, nosso time dificilmente teria conquistado o título da Bolha em 2020 —feito que consolidou Jeanie Buss em seu papel de liderança.
Outro grande feito da chefe foi transformar o Lakers na franquia mais valiosa da NBA e uma das mais valiosas do mundo do esporte, em geral, ao vender 85% das ações por US$ 10 bilhões, mantendo, ao mesmo tempo, seu cargo como presidente e principal pessoa por trás das decisões do time.
Mas claro que o fato de ser mulher não a isenta de críticas; muito pelo contrário. A falta de competitividade do Lakers nas últimas temporadas tem sido frequentemente relacionada à sua gestão, o que faz parte da vida de quem tem esse nível de poder.
Mas são necessários argumentos válidos para sustentar essas críticas: falta de um pivô, baixa movimentação em offseason e trade deadline, necessidade de nomes mais consistentes para o banco, entre outras coisas que são justas.
O que não é justo é criticar as decisões de Jeanie Buss com a justificativa banal de que “ela é mulher”. Se fosse assim, homens não tomariam péssimas decisões, mas Nico Harrison, que trocou Luka Doncic para o Lakers, está aí para provar que gênero não tem nada a ver com isso.
Jeanie Buss é inspiração
A NBA está longe de ser a liga esportiva mais justa quando se trata de mulheres. Prova disso é o fato de que há muitos jogadores em atividade mesmo após serem condenados por violência doméstica, como Kevin Porter Jr., do Milwaukee Bucks; Miles Bridges, do Charlotte Hornets; e Jaxson Hayes, do próprio Lakers.
Os três, inclusive, ficaram elegíveis para extensão de contrato e tiveram seus salários aumentados mesmo após os casos de agressão contra mulheres virem à tona, com provas e testemunhas.
É extremamente desanimador, para mulheres, testemunhar essa realidade. Mas ao mesmo tempo, ver Jeanie Buss à frente da franquia mais valiosa da NBA, também serve como inspiração para seguirmos conquistando espaço dentro do esporte, seja como presidente de um time ou como uma simples torcedora apaixonada.