Pela primeira vez desde que entrou na NBA, em 2003, a pergunta “LeBron James será All-Star?” não parece apenas retórica. Por 21 temporadas seguidas, a resposta sempre foi óbvia. Desde seu segundo ano na liga, ele nunca ficou de fora do jogo das estrelas, um feito sem paralelo na história.
Jogadores lendários tiveram sequências longas, mas ninguém chegou perto do domínio absoluto de LeBron no evento. Agora, porém, o cenário é diferente. Pela primeira vez, há elementos concretos que colocam em dúvida algo que sempre pareceu garantido.
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Lesão e nova função podem deixar LeBron de fora?
O primeiro sinal de que 2025-26 não é uma temporada comum veio ainda em outubro: LeBron perdeu os primeiros 14 jogos dos Lakers, a ausência mais longa de sua carreira logo no início de um calendário. E durante esse período, o time encontrou uma identidade própria, com Luka Doncic assumindo o controle do ataque e outros jogadores crescendo em responsabilidade.
Diante desta situação, o retorno de LeBron tem sido lento, muito mais tentando se encaixar à equipe do que chamar o protagonismo para si. Nos dois primeiros jogos desde o retorno, registrou 14.0 pontos pontos de média. São números que, se mantidos, seriam os mais baixos de sua carreira, mas compensados pelas 10.0 assistências.
O fato é que LeBron criou padrões tão elevados que qualquer queda, mesmo que relativa, se torna significativa. Ele não é apenas um jogador que costuma ir ao All-Star: ele é o maior símbolo do All-Star, capitão desde que o formato foi introduzido, em 2018. Sua presença moldou o evento tanto quanto o evento moldou sua reputação.
Por isso mesmo, a simples possibilidade de vê-lo fora em 2026 causa estranhamento. Como imaginar um All-Star Game sem LeBron, quando ele esteve lá por praticamente toda a vida adulta de quem acompanha a NBA hoje?
Mas este ano, há sinais. Ele joga menos, pontua menos e a dinâmica do time não gira mais exclusivamente ao seu redor. A votação popular, sempre generosa com lendas, pode garantir sua vaga, mas ela já não é uma certeza matemática.
No passado, a história pesou a favor das lendas
A NBA já viu jogadores lendários serem escolhidos mesmo sem números impressionantes. Michael Jordan, em 2003, foi All-Star atuando como reserva no Washington Wizards. Kobe Bryant, em 2016, entrou com média de 17 pontos e com o Lakers em colapso. O público decidiu que o evento não seria o mesmo sem eles. E com razão.
LeBron, porém, enfrenta um contexto diferente: ele não está em uma “turnê de despedida”, nem anunciou qualquer intenção de parar. O que significa que o público não está sendo convidado a celebrar suas últimas aparições — apenas a decidir se sua presença, hoje, ainda é imprescindível.