Um “tour de despedida” pode ser bom demais para LeBron James recusar – pelo menos financeiramente. De acordo com Anthony Lima, da rádio 92.3 The Fan, em Cleveland, executivos de mídia estimam que LeBron poderia faturar algo entre US$ 40 milhões e US$ 75 milhões só pelos direitos de streaming do que seria sua temporada final na NBA. Na prática, isso abriria a porta para que ele aceitasse até um contrato de salário mínimo de veterano e ainda assim recuperasse – ou superasse – o valor via acordos de mídia.
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Streaming transforma a última temporada de LeBron em produto à parte
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Segundo Lima, os executivos ouvidos (em off) colocaram a faixa de US$ 40–75 milhões como algo plausível apenas com acordos de streaming ligados ao tour de despedida de LeBron – sejam documentários em tempo quase real, bastidores exclusivos, transmissões especiais ou um pacote híbrido com plataformas tradicionais e digitais. É basicamente tratar a última temporada de James como um produto à parte dentro da engrenagem da liga.
Hoje, aos 41 anos, LeBron disputa o último ano de contrato com o Los Angeles Lakers, no valor de US$ 52,6 milhões. Na próxima offseason, ele será agente livre irrestrito, livre para assinar com qualquer franquia. Se o potencial de ganho via streaming se confirmar, o salário em quadra deixaria de ser a peça central na decisão, ganhando peso fatores como narrativa, mercado, elenco competitivo e, claro, o roteiro perfeito para encerrar a carreira.
Lakers e LeBron caminham para separação em 2026-27?
Os sinais mais recentes apontam que a relação entre Lakers e LeBron não está muito segura. Relatos indicam “atrito crescente” entre o astro e a gestão, e a tendência, hoje, é de uma separação antes da temporada 2026-27, que seria a 24ª de LeBron na liga – um recorde ainda mais absurdo dentro de uma carreira já histórica.
Isso alimenta a especulação sobre onde seria esse último ano. Um de seus ex-times aparece como forte candidato a ser o palco do adeus, exatamente o tipo de cenário que combina nostalgia, mercado interessado, torcida envolvida e, claro, apelo comercial enorme para qualquer parceiro de mídia que queira cravar o “documentário definitivo” do fim da carreira de LeBron.
Tour de despedida rende mais que salário: por que o mínimo vira opção real
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Se a faixa de US$ 40–75 milhões se concretizar, o raciocínio econômico muda completamente de figura. LeBron poderia, por exemplo:
- assinar pelo salário mínimo de veterano com um time competitivo (ou de valor sentimental), sabendo que o grosso da receita viria fora da folha salarial;
- escolher um destino sem olhar tanto para o limite do teto salarial e das aprons, já que o impacto no cap seria pequeno;
- negociar participação em receita, direitos de imagem e controle criativo em projetos de streaming ligados à sua despedida.
Na prática, isso dá a ele liberdade para priorizar o pacote: cidade, elenco, relacionamento com a franquia, narrativa de despedida e chance de título, sem ficar preso à necessidade de um contrato máximo para justificar seu valor financeiro. Para qualquer equipe que sonhe em tê-lo por um último ano, é um cenário perfeito: pouco impacto no cap, máximo impacto esportivo e midiático.
Especulação sobe, e LeBron ainda joga em alto nível
Recentemente, LeBron foi questionado sobre aposentadoria e manteve o discurso aberto: não cravou se a próxima temporada será a última, nem descartou seguir jogando por mais tempo. Fato é que, mesmo aos 41 anos, ele continua produzindo em nível de All-Star, o que torna ainda mais atraente — esportiva e comercialmente — a ideia de um último ano dedicado a um tour de despedida mundo afora.
Seja em Los Angeles, em um ex-time ou em um novo capítulo inesperado, a matemática do streaming só reforça uma conclusão: desistir de mais uma temporada pode significar deixar muito dinheiro, muita história e muita audiência na mesa. E isso torna cada vez mais lógico imaginar LeBron voltando “só mais uma vez”, com todas as câmeras possíveis apontadas para cada passo do adeus.