Mesmo de férias, o Lakers tem muito o que observar nas Finais da NBA entre Oklahoma City Thunder e Indiana Pacers. Com estilos diferentes, mas em comum o vigor físico, a juventude e a consistência tática, os dois finalistas evidenciam lacunas claras no elenco atual dos californianos. A seguir, três lições que o Lakers deve levar para a offseason.

O time precisa urgentemente de atleticismo

Luka Doncic, do Los Angeles Lakers, avança com a bola em mãos durante jogada ofensiva sob forte marcação de jogador do Minnesota Timberwolves, em partida da NBA com ginásio lotado ao fundo.

Desde a chegada de Luka Doncic, o Lakers perdeu parte da explosividade que tinha com outros nomes no elenco. Na série contra o Timberwolves, a dificuldade em acompanhar o ritmo de atletas como Anthony Edwards e Jaden McDaniels expôs uma falha grave: falta de fôlego. O Lakers precisa de juventude, energia e versatilidade.

Rob Pelinka já reconheceu a ausência de alas com vigor físico e bom desempenho defensivo. A prioridade deve ser reforçar o elenco com atletas capazes de jogar em alta intensidade durante toda a temporada. Um pivô que finalize em ponte aérea, alas com envergadura e velocidade no perímetro são fundamentais.

Duplas de pivôs voltaram com força

Chet Holmgren e Williams, do Oklahoma City Thunder, trocam cumprimento sorridentes durante partida da NBA, com a torcida ao fundo no ginásio.

As Finais de 2025 mostram uma nova tendência: a volta de formações com dois homens de garrafão. O Thunder usa Chet Holmgren e Jaylin Williams com eficiência. O Pacers, mesmo em rotações mais leves, sabe adaptar seu jogo quando precisa encarar formações grandes.

O Lakers terminou a temporada improvisando LeBron James como pivô. Isso precisa mudar. Para competir, será essencial contar com pelo menos dois pivôs confiáveis: um titular com mobilidade e outro que possa contribuir em formações alternativas.

Elencos coesos, menos estrelas

Luka Doncic e LeBron James, jogadores do Los Angeles Lakers, caminham lado a lado após o fim de uma partida no ginásio, visivelmente suados e concentrados.

Thunder e Pacers chegaram às Finais com elencos coesos e bem treinados. O Lakers, apesar de contar com LeBron e Doncic, ainda não encontrou essa identidade. LeBron já está próximo da aposentadoria. Doncic, aos 26, é o presente e o futuro. Mas sozinho, ele não leva o time ao título.

Não é hora de buscar apenas estrelas. O foco precisa ser profundidade, defesa e intensidade. A próxima temporada pode não ser de título, mas decisões certas agora definirão até onde o Lakers pode ir nos próximos anos.