A temporada de trocas da NBA tem sido bem mais morna do que em anos anteriores, mas com a trade deadline marcada para o dia 5 de fevereiro, os rumores continuam girando e os times buscam aquele ajuste final para aumentar as chances de uma temporada bem-sucedida. Para o Lakers, a ideia não parece ser repetir uma movimentação “sísmica” como a troca por Luka Doncic, e sim encontrar melhorias ao redor dele, especialmente na rotação dos alas.

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De acordo com uma coluna de Broderick Turner e Thuc Nhi Nguyen, do LA Times, o Lakers está de olho em um grupo considerável de jogadores de perímetro e ala. A lista citada por “insiders da NBA” inclui Naji Marshall (do Mavericks), De’Andre Hunter (do Cavs), Donte DiVincenzo (do Wolves) e Keon Ellis (do Kings). Troy Murphy III e Herb Jones (do Pelicans) são nomes pelos quais o Lakers também demonstrou interesse, mas com um preço tão alto que o mercado está esperando para ver se a oferta cai até a deadline.

Por que o Lakers insiste em profundidade de ala

O interesse por alas não é novidade: rumores sobre a busca do Lakers por profundidade nessa posição aparecem ao longo de toda a temporada. E faz sentido. Em jogos grandes, especialmente contra times físicos e com múltiplos criadores, a rotação de ala decide muito: é quem sustenta a defesa no ponto de ataque, quem executa trocas sem abrir buracos e quem converte a bola de três quando a defesa colapsa em cima de Luka Doncic.

Quando o time não tem esses caras, o efeito dominó é cruel. Melhorar a ala, portanto, não é luxo, é uma correção estrutural para qualquer equipe que queira subir um degrau como candidata ao título da NBA.

DiVincenzo e Keon Ellis: perímetro com arremesso e energia

DiVincenzo

Entre os nomes citados, Donte DiVincenzo e Keon Ellis aparecem como opções capazes de ajudar no perímetro. DiVincenzo tem média de 13,4 pontos pelo Wolves e converte 38% das bolas de três. Esse tipo de eficiência é valioso ao lado de Doncic por um motivo óbvio: se a defesa decide dobrar ou “afundar” no garrafão para cortar infiltrações e lobs, o castigo precisa vir de fora com consistência.

Já Ellis tem números mais modestos: 5,4 pontos por jogo e 36% de aproveitamento de três. Pode não empolgar em uma primeira leitura, mas a ideia de um sistema novo que peça tarefas específicas (defender, correr a quadra, espaçar e não inventar drible demais), um jogador assim pode render bem mais do que a linha estatística indica. Em elenco de aspirante a título, o melhor amigo de uma estrela é o jogador que faz o simples com convicção.

De’Andre Hunter: produção e um Cavs possivelmente mais flexível

DeAndre Hunter

De’Andre Hunter é citado com média de 13,8 pontos. A coluna do L.A.Times levanta a possibilidade do Cavs, por estar enfrentando dificuldades na temporada, ficar mais aberto a mexer em alguns ativos na deadline. Para o Lakers, Hunter representa um alvo com lógica: pontuação na ala e corpo para aguentar matchups físicos são atributos valorizados em playoffs, e qualquer time que queira subir de nível olha para esse tipo de perfil.

O ponto-chave é o custo. Se o Cavs entender que está vendendo baixo, o preço não cai. E se houver outros interessados, a pedida sobe. No fim, o Lakers precisaria decidir se Hunter é “o cara” que vale abrir mão de ativos relevantes, ou se faz mais sentido dividir o orçamento de ativos em duas peças menores.

Naji Marshall: ex-companheiro de Doncic e nome que ganha força

Naji Marshall

Naji Marshall aparece como um nome “intrigante” ligado ao Lakers. Ele foi companheiro de Doncic brevemente e que vem com média de 14,7 pontos. Também é mencionado que Marshall enfrentou o Lakers recentemente e foi eficiente, anotando 21 pontos em uma vitória de L.A. sobre o Mavericks.

Esse tipo de detalhe costuma turbinar rumor por dois motivos: primeiro, porque o torcedor viu o impacto ao vivo; segundo, porque reforça o argumento de “encaixe”: um ala que consegue pontuar sem precisar dominar a bola e que oferece força física é, em teoria, uma boa peça para complementar um criador como Luka. Ainda assim, “bom encaixe” e “negócio viável” são coisas diferentes, e a viabilidade depende do que o Mavericks pedir e do que o Lakers estiver disposto a colocar na mesa.

Herb Jones e Troy Murphy III: interesse antigo, pedida alta e mercado esperando

Herb Jones

Herb Jones e Troy Murphy III já foram ligados ao Lakers em outros momentos, o interesse ainda existe — assim como o interesse de várias franquias. O obstáculo seria o preço. No caso de Jones, há a percepção de que a pedida está acima do que o Lakers consegue oferecer hoje, o que deixaria a negociação improvável a menos que haja mudança de postura do Pelicans perto do prazo.

Existe uma estratégia paralela do Lakers: tentar negociar a escolha de primeira rodada de 2032 por múltiplas escolhas futuras de primeira rodada, buscando aumentar o “estoque” de ativos. Mesmo que isso aconteça, também foi reportado que o Pelicans pretende manter seu núcleo, o que reduz a chance de um acordo com New Orleans. Ainda assim, trade deadline é famosa por “efeito dominó”: basta um time decidir vender para que o mercado inteiro mude de temperatura.

Com troca ou sem troca, o recado é claro: o Lakers quer melhorar o jogo na ala. Se conseguir um movimento agora, o time ganha defesa de perímetro, arremesso e profundidade — três coisas que costumam separar “time perigoso” de “time pronto”. Se não acontecer, essa provavelmente vira uma das prioridades na offseason, porque o projeto ao redor de Doncic pede exatamente isso: mais alas confiáveis para defender, espaçar a quadra e sustentar intensidade quando o nível sobe.